Exposição, mediação e comunicação científica: reflexões sobre a experiência infantil na exposição “1000 dias” do Museu da Vida de Curitiba-PR
Palavras-chave:
popularização da ciência, museus, QuímicaResumo
Esta pesquisa tem como objetivo analisar a mediação na exposição 1000 Dias, realizada no Museu da Vida de Curitiba-PR, como espaço de comunicação científica com enfoque na química para o público infantil. Trata-se de um estudo de público de caráter qualitativo. A constituição dos dados ocorreu por meio de observação naturalística, sendo a análise conduzida pela técnica de análise categorial de conteúdo. Os resultados evidenciam que, embora a exposição apresente conteúdos científicos relevantes - como a importância do ácido fólico, os processos bioquímicos da nutrição, os cálculos de crescimento e o papel da química no parto e nos primeiros cuidados com o bebê -, a mediação ainda se mostra fragilizada. Observou-se limitações no domínio do saber disciplinar, na transposição didática, na construção de diálogos efetivos e na adequação da linguagem às crianças. Esses aspectos comprometem o potencial educativo da exposição, restringindo a participação ativa e a valorização dos saberes infantis. Conclui-se que a formação crítica e continuada dos mediadores é fundamental para articular ciência, ludicidade e diálogo, de modo a transformar a exposição em um espaço vivo de aprendizagem e de apropriação significativa da química desde a primeira infância.
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