Educação Ambiental
um caminho possível para o (re)encantamento e (re)conexão com a vida
Palavras-chave:
Educação Ambiental, Tema Transversal, InterdisciplinaridadeResumo
Em tempos de emergências climáticas a necessidade de reinvenção do modelo social atual torna-se urgente. As pessoas em um movimento de conhecerem-se a si e (re)conhecerem-se na natureza podem promover a organização de uma sociedade mais justa e solidária, cooperativa com todas as formas de vida (Maturana; Varela, 2001). Considera-se constituir a dinâmica recursiva do acoplamento estrutural social, que produz a reflexividade que conduz ao ato de ver sob uma perspectiva mais ampla [...] Trata-se do ato de sair do que até esse momento era invisível ou inamovível, o que permite ver que como seres humanos só temos o mundo que criamos com o outro (Maturana; Varela, 2001, p. 268). Em espaços de educação formal e não formal, processos de ensinar e aprender para a (re)conexão das pessoas com a natureza são propostos desde 1999 com a normatização da Educação Ambiental (EA) em território nacional (Brasil, 1999). Desde então, documentos normatizadores educacionais preveem a implementação da Educação Ambiental como tema transversal em uma abordagem interdisciplinar (Brasil, 2022). A partir das Ciências da Natureza, em particular do diálogo entre a Química e a Biologia, as provocações de Ailton Krenak: Recurso natural para quem? Desenvolvimento sustentável para quê? O que é preciso sustentar? (2019, p.12), inspiram este minicurso que pretende mobilizar discussões acerca da Educação Ambiental. O diálogo contextualizado e interdisciplinar referenciado pode proporcionar discussões qualificadas na promoção de atitudes lúcidas e conscientes, alinhadas às obras de Krenak: Ideias para adiar o fim do mundo (2019); A vida não é útil (2020); Futuro ancestral (2022). Os conteúdos conceituais da área de Ciências da Natureza fundamentam conteúdos procedimentais e atitudinais que sensibilizam e capacitam as pessoas, professores, estudantes e familiares para melhor agirem no mundo. As reflexões propostas para este minicurso ocorrerão por meio de uma abordagem vivencial, que se pretende a uma experiência de ensinar para o aprender (Dewey, 2010), subsidiando o professor à autoria de suas aulas (Demo, 2008) com intencionalidade pedagógica. É importante ao professor a noção preciosa de que sua função é de sujeito do conhecimento, também porque poucas motivações são mais capazes de constituir a condição de sujeito do que de conhecimento disruptivo (Demo, 2008, p.129), conforme urge o conhecimento da EA. A leitura das obras base, a representação de processos internos de conteúdos individuais e coletivos acerca das questões ambientais permitirão a (re)significação de entendimentos pedagógicos nos processos de desenvolvimento profissional docente (DPD) (Marcelo, 2009).
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