O uso de corantes naturais e artificiais:

uma abordagem contextualizada para o ensino de química por meio da sustentabilidade

Autores

  • Ticiane Santos Unipampa
  • Taíse Machado Carvalho
  • Everton Machado
  • Marcia Von Fruhauf Firme

Palavras-chave:

Corantes alimentícios, Ensino contextualizado, PIBID

Resumo

Introdução

Este trabalho foi realizado no contexto do programa institucional de bolsas de iniciação à docência (PIBID), e objetivou  trabalhar os conceitos de corantes naturais e artificiais por meio de uma contextualização sustentável. A escolha pelo tema buscou promover reflexões sobre o uso de substâncias químicas no dia a dia e os efeitos relacionados à saúde e à sustentabilidade, além de incentivar a valorização dos alimentos regionais. Segundo Almeida et al., (2018), trabalhar com temas geradores e experimentos de química ajudam os alunos a entenderem melhor o mundo ao seu redor e a se tornarem mais críticos e fazerem escolhas mais sustentáveis. 

Metodologia

A atividade foi desenvolvida em três etapas: i) aula expositiva e dialogada sobre os corantes naturais e artificiais ii) Pesquisa bibliográfica sobre os alimentos típicos do Rio Grande do Sul, com o intuito da identificação de sua molécula, estrutura, benefício, cor, características  e a construção de um card informativo iii) Aplicação de um questionário avaliativo com foco nos conceitos abordados na aula expositiva.

Resultados

O questionário avaliativo foi realizado em duas turmas de terceiro ano do Ensino Médio, totalizando 20 alunos participantes. Nas respostas, observou-se que a maioria possuía algum conhecimento sobre o uso de corantes de acordo com  discussões em aulas anteriores. Em uma das questões, um dos estudantes destacou que os corantes melhoram a aparência e disfarçam o envelhecimento dos produtos, enquanto outro, apontou que também dá sabor aos alimentos. Ainda na validação dos questionários, alguns estudantes responderam que nos experimentos simples como trituração e água fervente, podemos extrair os corantes, isso demonstrou que os alunos entenderam uma boa parte do conteúdo teórico e conseguiram transferir esse conhecimento para uma proposta inicial prática. 

CONCLUSÕES

Conclui-se que a atividade possibilitou que alunos compreendessem, de forma contextualizada, os conceitos de corantes naturais e artificiais, relacionando-os à sustentabilidade e à valorização dos alimentos regionais. A participação e as respostas obtidas evidenciam que mesmo práticas simples podem promover interesse pela Química e reflexão crítica sobre o uso de substâncias químicas no cotidiano.

Referências

DE ALMEIDA, C. R.; DE OLIVEIRA, G.; DA SILVA, F. F.; MULER, S. S.; NICOLINI, K. P.; NICOLINI, J. O uso de corantes alimentícios como tema gerador em aulas experimentais de Química. Scientia Plena, Curitiba, v. 14, n. 4, p. 047101‑1–047101‑x, 2018. DOI: 10.14808/sci.plena.2018.047201. Disponível em: https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/4107/1957. Acesso em: 2 ago. 2025.

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Publicado

10-02-2026

Como Citar

Santos, T., Machado Carvalho, T. ., Machado, E., & Von Fruhauf Firme, M. . (2026). O uso de corantes naturais e artificiais:: uma abordagem contextualizada para o ensino de química por meio da sustentabilidade. Anais Dos Encontros De Debates Sobre O Ensino De Química - ISSN 2318-8316, (44 EDEQ). Recuperado de https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/774

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