Atividades práticas, sustentáveis e lúdicas no ensino de Química
Palavras-chave:
Ludicidade, Química Verde, Aprendizagem SignificativaResumo
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Rio Grande (IFRS) e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tobias da Silva desenvolvem, por meio de projetos de Pesquisa, Ensino e Extensão, práticas pedagógicas lúdicas para o ensino de Ciências e de Química. Essas práticas buscam uma aprendizagem significativa, entendida como um processo em que os alunos relacionam novos conhecimentos aos seus saberes prévios, atribuindo sentido aos conteúdos abordados (Delizoicov; Angotti; Pernambuco, 2018). Nesse contexto, diferentes metodologias têm sido utilizadas para potencializar esse processo, como as metodologias ativas, gamificação e aprendizagem baseada em problemas, que têm em comum o fato de colocar o estudante no centro do processo educativo (Moran; Bacich, 2018). O que pode ocorrer tanto pelo protagonismo investigativo, ao se trabalhar a partir da pergunta do aluno, como também, por meio da ludicidade, que transforma a sala de aula num espaço de diversão e pode despertar a curiosidade sobre os fenômenos em estudo, assim como auxilia na disseminação da ciência pelo compartilhamento do vivenciado com pessoas externas ao ambiente escolar (Oliveira, 2009). Além disso, é importante considerar o impacto ambiental das atividades realizadas, pois não basta que sejam significativas apenas do ponto de vista dos conceitos químicos, é preciso também que se tenha responsabilidade com os aspectos de sustentabilidade, constituindo-se oportunidades de explorar o tema da Química Verde (Andrade e Zuin, 2021). Deste modo, estudantes bolsistas dos cursos do IFRS têm contribuído com a produção e preparação de práticas teóricas e experimentais, lúdicas e sustentáveis, que resultam em atividades desenvolvidas em sala de aula pelos docentes de Química do IFRS e da Escola Tobias da Silva. Durante o minicurso pretendemos compartilhar as experiências através do relato das potencialidades observadas e das reações dos estudantes, bem como oportunizar que os participantes vivenciem essas atividades de modo que possam construir seus próprios significados e sintam-se encorajados a realizarem adaptações de acordo com as condições e recursos que dispõem em suas escolas. Dentre as propostas que serão desenvolvidas no minicurso, citam-se: atividades experimentais em laboratório (bolhas de sabão resistentes; revelação de digitais; indicador de pH; produção de tintas); confecção de modelos atômicos com materiais recicláveis; confecção de uma tabela periódica interativa; jogos acerca de conceitos químicos, como “Stop das funções orgânicas” e “Sudoku dos elementos”. Como resultado complementar do minicurso, espera-se que os envolvidos possam constituir uma rede remota de troca de experiências e auxílio mútuo, num processo dialógico entre licenciandos e docentes com vivências diversas. Os resultados observados após a aplicação destas atividades nas turmas de Química I, II e III dos cursos técnicos integrados ao ensino médio, bem como nas séries finais do Ensino Fundamental, indicam que o processo de ensino desenvolvido a partir da ludicidade, do questionamento genuíno e da contextualização social e ambiental promovem aprendizagens significativas expressas através das comunicações dos estudantes.
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