O que irá proteger as mulheres negras?
Uma análise dialógica do curta-metragem Corrosão
Palavras-chave:
Análise Dialógica do discurso, ensino de química, Educação AntirracistaResumo
Este trabalho tem como intuito realizar uma análise dialógica-discursiva do curta-metragem Corrosão (2023) – dirigido e roteirizado por Megalyn Ann Echikunwok, mulher negra norte-americana, aqui considerada autora-criadora – ancorado nos pressupostos do Círculo de Bakhtin acerca da linguagem e nas contribuições de intelectuais negras, como Conceição Evaristo. Nos orientamos pelo questionamento: O que irá proteger as mulheres negras? A metáfora da corrosão é mobilizada para problematizar a condição de mulheres negras na sociedade e a responsabilidade da Educação e da Ciência diante desse cenário. Para tal, acompanhamos a trajetória de Gemina May, uma escritora negra que enfrenta as consequências de uma violência obstétrica e inicia um processo de “corrosão” – físico e metafórico – interrompido apenas quando ela retoma a escrita, aqui compreendida como prática peculiar, mas social e política. Por fim, almejamos que essas reflexões, articuladas ao debate sobre a construção do conhecimento científico e o racismo científico, contribuam para pensar novas formas de ensinar química, especialmente a partir de uma perspectiva antirracista
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Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316

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