O que irá proteger as mulheres negras?

Uma análise dialógica do curta-metragem Corrosão

Autores

  • Denise Caroline de Souza Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Palavras-chave:

Análise Dialógica do discurso, ensino de química, Educação Antirracista

Resumo

Este trabalho tem como intuito realizar uma análise dialógica-discursiva do curta-metragem Corrosão (2023) – dirigido e roteirizado por Megalyn Ann Echikunwok, mulher negra norte-americana, aqui considerada autora-criadora – ancorado nos pressupostos do Círculo de Bakhtin acerca da linguagem e nas contribuições de intelectuais negras, como Conceição Evaristo. Nos orientamos pelo questionamento: O que irá proteger as mulheres negras? A metáfora da corrosão é mobilizada para problematizar a condição de mulheres negras na sociedade e a responsabilidade da Educação e da Ciência diante desse cenário. Para tal, acompanhamos a trajetória de Gemina May, uma escritora negra que enfrenta as consequências de uma violência obstétrica e inicia um processo de “corrosão” – físico e metafórico – interrompido apenas quando ela retoma a escrita, aqui compreendida como prática peculiar, mas social e política. Por fim, almejamos que essas reflexões, articuladas ao debate sobre a construção do conhecimento científico e o racismo científico, contribuam para pensar novas formas de ensinar química, especialmente a partir de uma perspectiva antirracista

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Publicado

10-02-2026

Como Citar

Caroline de Souza, D. (2026). O que irá proteger as mulheres negras? : Uma análise dialógica do curta-metragem Corrosão . Anais Dos Encontros De Debates Sobre O Ensino De Química - ISSN 2318-8316, (44 EDEQ). Recuperado de https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/925