Ensino de Química por meio da experimentação: o contexto do IFRS Campus Rio Grande

Autores

Palavras-chave:

Química verde, Divulgação Científica, Êxito acadêmico

Resumo

A experimentação no ensino das ciências auxilia a instigar o interesse dos estudantes pelos
conteúdos trabalhados, bem como contribui na aquisição de conhecimentos científicos
(PAULA et al.2024). Considerando o impacto positivo dessa estratégia metodológica, este
trabalho objetiva retratar como a experimentação Química está presente no contexto do
IFRS Campus Rio Grande e como contribui no êxito acadêmico.

Desde 2018 o projeto “Experimentação no ensino da Química” é desenvolvido com a
participação de bolsistas e professores na manutenção do laboratório e na organização e
testes de aulas práticas, que promovam aprendizagens significativas e ainda, que gerem a
menor quantidade possível de resíduos, com o mínimo de impacto ambiental, pelo viés da
química verde. No ano de 2024 a metodologia do projeto foi adaptada em decorrência de
uma reforma no laboratório, a qual impediu o uso do espaço e levou à proposição de
experimentos simples e seguros, os quais pudessem ser realizados nas residências dos
estudantes. Com isso, diversas práticas foram modificadas ou substituídas, tais como
aplicação de eletrólise e pilhas para limpeza de peças metálicas oxidadas e verificação do
pH de substâncias caseiras, por meio do suco de repolho roxo. Essas práticas foram
escolhidas por utilizarem materiais comuns e que todos os alunos tinham fácil acesso.
Pensando no bom resultado que a experimentação trás para o ensino da química,
recentemente o projeto foi integrado às atividades do projeto de pesquisa “Mulheres na
ciência: compreensões e proposições” onde oficinas sobre os cursos do IFRS e de química
são levadas até as escolas de ensino fundamental e apresentadas para os alunos de 8° e 9°
anos com o intuito de instigá-los a se interessarem por essa área de estudo. Além disso,
parte dos experimentos são apresentados durante a Semana Aberta, na qual escolas
visitam o campus.

A avaliação das atividades se deu através dos relatórios entregues pelos alunos após as
aulas práticas e pelo índice de aprovação nas disciplinas de química I, II e III, que no ano de
2024 foi de 93,72%. Ademais, após as oficinas nas escolas, por meio de questionários que
foram aplicados, obtivemos o retorno de que 86,17% tiveram como atividades preferidas as
práticas de química demonstradas, que foram a revelação de impressão digital por vapor de
iodo e bolhas de sabão resistentes.

Considerando os resultados positivos nas aprendizagens com a metodologia utilizada, a
intenção dos docentes é de permanecer aplicando as práticas e atividades tanto para os
discentes do Campus quanto externamente por meio das oficinas nas escolas. Buscando
seguir estimulando os estudantes a se interessarem pela química e demonstrar as diversas
maneiras que ela pode ser trabalhada para que seja interessante para todos.

Biografia do Autor

Patricia Anselmo Zanotta, Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Rio Grande

Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio Grande (1996), graduação em Química Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande (2007), mestrado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) e doutorado em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande (2018). Atualmente é professor do ensino básico, técnico e tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química, atuando principalmente nos seguintes temas: educação profissional, unidade de aprendizagem, química, contextualização

Nicolle Ruppenthal, Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Rio Grande

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Mestre em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2019), licenciada em Química na Universidade Federal de Santa Catarina (2017). Atualmente, é professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Campus Rio Grande nas disciplinas: Química I, Química II e Química III nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio e na disciplina de Química Geral no curso de Graduação em Engenharia Mecânica. Tem experiência em pesquisas relacionadas à Educação popular, ao Ensino de Química, à Formação de Professores e à Química Verde. 

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Publicado

10-02-2026

Como Citar

Soares da Silveira, B., Anselmo Zanotta, P. . ., & Ruppenthal, N. (2026). Ensino de Química por meio da experimentação: o contexto do IFRS Campus Rio Grande. Anais Dos Encontros De Debates Sobre O Ensino De Química - ISSN 2318-8316, (44 EDEQ). Recuperado de https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/882