Neuroeducação no contexto escolar:
percepções de educadores do IFSul
Palavras-chave:
Ensino de Química, Neurociências, NeuroeducaçãoResumo
A neuroeducação, derivada da neurociência cognitiva, aplica conhecimentos sobre o funcionamento do sistema nervoso central ao contexto educacional, buscando desenvolver estratégias pedagógicas mais eficazes e alinhadas aos processos cerebrais. Seu papel não é substituir referenciais teóricos consolidados, mas complementar práticas já existentes com base em evidências científicas sobre a aprendizagem. Embora recente, seus aportes têm se mostrado significativos na educação. Este estudo teve como objetivo analisar as percepções de pedagogas e professores de Química do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) acerca da neuroeducação. Para isso, utilizaram-se grupos focais on-line, realizados em momentos distintos, envolvendo quatro pedagogas e quatro docentes de Química. Os resultados indicaram três aspectos centrais: desconhecimento conceitual significativo sobre a neuroeducação; reconhecimento da relevância da área para o aprimoramento do ensino e da aprendizagem (mesmo sem o domínio conceitual); persistência de neuromitos, associada à carência de conhecimento científico sobre o tema. Conclui-se que é necessária a ampliação da formação docente para promover a compreensão adequada dos fundamentos e das aplicações da neuroeducação, favorecendo práticas pedagógicas mais embasadas e contribuindo para a superação de concepções neurocientíficas equivocadas. Propõe-se, assim, a realização de ações formativas que estimulem sua incorporação no cotidiano escolar.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.