Aprendizagem Criativa no ensino de Química:
diálogo entre a fluidez da modernidade e a complexidade do pensamento.
Palavras-chave:
Ensino de Química, Modernidade Líquida, Aprendizagem CriativaResumo
Sendo a educação um processo social e dinâmico, o presente artigo objetiva estabelecer um diálogo entre os pensamentos de Bauman sobre a modernidade, a teoria do pensamento complexo de Edgar Morin e a abordagem da Aprendizagem Criativa desenvolvida por Mitchel Resnick, visando a aplicação desta proposta metodológica nas aulas de química. O ensino de Ciências da Natureza deve possibilitar aos indivíduos a utilização dos procedimentos científicos na resolução de problemas do seu cotidiano. Para tanto, é importante contextualizar os saberes, reconhecendo que o conhecimento é uma construção social, moldado por diversos fatores próprios de cada tempo, lugar e cultura. Em um mundo imprevisível, globalizado e tecnológico, a escola deixa de ser um espaço exclusivo de informação, cabendo ao professor o papel de mediador da aprendizagem. Portanto, são necessárias metodologias que promovam a participação ativa do estudante nesse processo. Nessa direção, a Aprendizagem Criativa, ao possibilitar o desenvolvimento de projetos de acordo com os interesses dos estudantes, se alinha à necessidade apontada por Bauman de formar indivíduos flexíveis, capazes de lidar com as incertezas da sociedade contemporânea. No entanto, para que ela seja aplicada no contexto escolar, é necessário superar as barreiras disciplinares, dialogando com o pensamento complexo de Morin.
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Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316

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