Faces de um cubo: O modelo atômico proposto por Lewis explica as Ligações Químicas?
Palavras-chave:
Ensino de Química, Elétrons de valência, RepresentaçãoResumo
Este artigo discute o uso do modelo do átomo cúbico de Gilbert N. Lewis no ensino de ligações químicas, analisando sua coerência conceitual e seu potencial didático. O modelo, proposto em 1916, representa os elétrons de valência nos vértices de um cubo, permitindo a visualização da formação de ligações covalentes e iônicas com base na ideia de compartilhamento ou transferência de elétrons. A proposta de Lewis se apoia na Lei da Valência e Contra-Valência de Abegg (1904) e visa explicar a estabilidade eletrônica dos átomos. O texto examina os fundamentos históricos, conceituais e epistemológicos do modelo a partir dos artigos de Lewis publicados entre 1913 e 1923. Também discute a aplicação do modelo no Ensino de Química, destacando sua capacidade de representar visualmente a distribuição eletrônica, prever reatividade e facilitar a compreensão de ligações químicas. A abordagem busca contribuir com reflexões sobre o papel dos modelos na mediação do conhecimento científico e no desenvolvimento de habilidades conceituais no contexto educacional. Por fim, o artigo sugere que a inserção desse modelo nas práticas pedagógicas pode favorecer a compreensão estrutural das substâncias e das interações químicas entre os átomos.
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Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316

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