Muito Além da Nota:
A avaliação como estratégia antiviolência nas escolas
Palavras-chave:
Avaliação, Educação em ciências, AntiviolênciaResumo
A grande maioria dos procedimentos avaliativos são voltados à verificação do progresso do estudante (ANDRIOLA, 2012), levando a uma avaliação de crianças e jovens da educação básica dentro da educação científica a seguir uma formulação dividida em três partes: conteúdo, comprometimento e comportamento. Nesse sentido, propõe-se aqui uma problematização tanto dessa divisão, quanto dos termos e estratégias utilizadas, de modo corrente, por professores em relação aos resultados e desempenho dos seus estudantes, no sentido de traduzir em notas a aprendizagem. Tal problematização, no contexto desse minicurso, envolve três movimentos: o poder de avaliar, ser avaliado e a avaliação como oportunidade de produzir processos antiviolência nas relações interpessoais. O relatório do programa “Escola que Protege”, produzido pelo Ministério da Educação (MEC) e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, aponta que dos 43 ataques de violência extrema contra escolas desde 2001, 25 deles ocorreram nos anos de 2022 e 2023, informando também que 50% das notificações de violência interpessoal foram relacionadas a violência física e cerca de 53% foram dirigidos a pessoas negras (pardas e pretas) (BRASIL, 2023). Esse trabalho, a partir do viés avaliativo, visa trazer a formação de educadores, movimento de pensamentos no sentido da produção de sociabilidades não violentas no ambiente escolar em favor de um conhecer com vontade (STIRNER, 2001).
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