Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq
<p><span class="NormalTextRun SCXW105395563 BCX0" data-ccp-parastyle="Normal1" data-ccp-parastyle-defn="{"ObjectId":"1cad1f0d-111b-436a-ab10-012c02358ad9|160","ClassId":1073872969,"Properties":[469775450,"Normal1",201340122,"2",134233614,"true",469778129,"Normal1",335572020,"1",335559731,"709",335559740,"360",201341983,"0",335559739,"120",335559738,"120",335551550,"6",335551620,"6",469778325,"[\"heading 1\",\"heading 2\",\"heading 3\",\"heading 4\",\"heading 5\",\"heading 6\",\"Title\",\"Subtitle\"]",469777929,"normal Char"]}" data-ccp-parastyle-linked-defn="{"ObjectId":"1cad1f0d-111b-436a-ab10-012c02358ad9|171","ClassId":1073872969,"Properties":[469775450,"normal Char",201340122,"1",134233614,"true",469778129,"normalChar",335572020,"1",134231262,"true",469777929,"Normal1",469778324,"Default Paragraph Font"]}">Este é um espaço para a publicação dos Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química (EDEQ), um dos eventos mais tradicionais no campo educacional no Brasil. Iniciado em 1980, é anualmente realizado pela comunidade de Ensino de Química a partir de uma instituição sede, a qual é itinerante entre aquelas do Rio Grande do Sul. Com objetivos de integrar a comunidade que atua no campo do Ensino de Química e das Ciências em um espaço-tempo de discussões, articulações, parcerias e formação coletiva, tanto nos contextos do Ensino Básico quanto Superior, a história dos </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW105395563 BCX0" data-ccp-parastyle="Normal1">EDEQs</span><span class="NormalTextRun SCXW105395563 BCX0" data-ccp-parastyle="Normal1"> evidencia sua importância no cenário brasileiro e internacional.</span></p>REDEQpt-BRAnais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-83162318-8316Ciência para que(m)? A (in)acessibilidade em Libras no ensino de Ciências/Química para estudantes surdos em museus.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/766
<p>Este trabalho discute o letramento científico-visual no ensino de Química/Ciências para estudantes surdos, analisando estratégias e possibilidades em contextos bilíngues. O objetivo é investigar o processo de ensino-aprendizagem de surdos em uma escola pública bilíngue (Libras-Português) em Porto Alegre/RS, com foco nas experiências visuais desses estudantes. A pesquisa teórica busca identificar propostas sobre a Educação de Surdos no ensino de Química/Ciências, considerando as especificidades linguísticas, culturais e visuais. A metodologia foi qualitativa, exploratória, com observação participante, utilizando o diário de campo para coleta de dados, em interação com dois professores de Ciências da Natureza fluentes em Libras. Apresenta-se aqui o recorte da temática <em>Ensino de Ciências/Química fora da sala de aula: aprendizagem de estudantes surdos e a (in)acessibilidade em Libras no MCT</em>, com dados analisados pela Análise Textual Discursiva (ATD) de Moraes e Galiazzi (2016). Os resultados ajudam a compreender os desafios na aprendizagem de Ciências/Química para surdos, especialmente em espaços não escolares, como museus. A comunicação se mostra um obstáculo significativo nesses espaços, dificultando o acesso dos surdos à alfabetização científica. Os achados indicam que é preciso ir além da tradução/interpretação ou adaptação de materiais em Libras, identificando barreiras epistemológicas ao conhecimento científico na educação de surdos.</p>Frankinaldo LimaMarcelo Eichler
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA(s) Utilização de podcast por professores de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/801
<p>A vida em sociedade hoje já é dependente de recursos digitais, de forma especial na área da informação e comunicação. Esses recursos há anos também vêm sendo inseridos na dinâmica da escola e dos processos de ensino e aprendizagem. Este artigo explora o potencial dos podcasts como ferramenta didática no ensino de Química, abordando sua aplicação e a percepção de professores sobre o recurso. Ele detalha uma pesquisa qualitativa, que incluiu uma revisão bibliográfica sobre o uso de podcasts para o ensino de Química, o consumo de podcasts por professores de Química, a produção de um episódio de podcast focado em discutir conceitos químicos dentro de contextos cotidianos, e uma avaliação desse material por professores da área. Os resultados indicaram baixa familiaridade dos docentes com podcasts, tanto para consumo pessoal quanto para uso acadêmico. Também demonstraram boa receptividade ao material produzido, tanto pela temática quanto pelas qualidades técnicas. Esses resultados sugerem que a falta de uso pode estar ligada ao desconhecimento da ferramenta e de conteúdos específicos de Química em formato de podcast e que a formação inicial e continuada de professores pode ser importante no processo de inovações metodológicas.</p>Natália PerlebergMatheus Zorzoli KrolowJosiele SilvaViviane Maciel da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Ambiental e Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/828
<p>Este artigo analisa a integração entre Educação Ambiental e o Ensino de Química a partir de experiências pedagógicas desenvolvidas em escolas municipais e estaduais após a participação de professores e gestores escolares na 19ª Jornada Nacional da Educação, promovida pelo Sindicato dos Professores de Cachoeira do Sul (SIPROM), com o tema "Fraternidade e Ecologia Integral". Os dados foram produzidos por meio de depoimentos de docentes e gestores escolares, obtidos mediante consulta formal do SIPROM às instituições participantes. Esta pesquisa é de cunho qualitativa e a análise revela que a abordagem interdisciplinar fortalece a conscientização ambiental e promove ações sustentáveis no contexto escolar, alinhando-se ao tema do 44º EDEQ: "Educação Ambiental em Diálogo com o Ensino de Química na Terra do Basalto". Embora os professores não tenham mencionado atividades específicas da componente de Química, seus relatos evidenciam práticas que dialogam diretamente com conceitos curriculares da área, como a Química dos materiais (reciclagem), reações químicas (biodiesel) e poluição ambiental (saneamento básico, reflorestamento, mudanças climáticas). Isso revela uma oportunidade para, a partir de temas locais, tornar o Ensino de Química mais contextualizado e interessante.</p>Carlos Idelfonso Cardoso MachadoLaiany MotaMara Goi
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPensar para Aprender: A Resolução de Problemas como Estratégia de ensino na Educação Básica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/863
<p>Este artigo discute a importância da Resolução de Problemas como estratégia de ensino por meio de um aprofundamento teórico da obra de Pozo e reflexão pedagógica. A partir do aprofundamento metodológico foram produzidas situações-problema autorais em uma componente curricular do curso de Ciências Exatas da Universidade Federal do Pampa, unipampa, que foram implementadas na Educação Básica. As situações-problema foram validadas durante a componente curricular na formação inicial. Neste estudo será apresentado um bloco de 3 situações-problema produzido por um licenciando que visa engajar os alunos em uma reflexão sobre a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente, convidando-os a observar a realidade da escola, investigar soluções possíveis e atuar colaborativamente na elaboração de respostas criativas. Estes problemas foram implementados em uma turma de 1º Ano do Ensino Médio em uma escola pública. Conclui-se que o ensino baseado na Resolução de Problemas estimula a curiosidade, promove competências cognitivas e favorece uma aprendizagem mais ativa e contextualizada, bem como permite ao professor refletir sobre a sua prática docente na formação inicial.</p>Oilson Ricardo Gomes AlvaresMARA ELISANGELA JAPPE GoiLaiany Fagundes Mota
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUso de Quiz Interativo (Kahoot!) na Revisão de Conteúdos de Química no Ensino Médio: uma experiência em escolas públicas do Rio Grande do Sul.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/911
<p><span style="color: #f9fafb; font-family: quote-cjk-patch, Inter, system-ui, -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: #151517; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; display: inline !important; float: none;">Este trabalho relata a aplicação bem-sucedida do quiz interativo Kahoot! como ferramenta de revisão do conteúdo de Modelos Atômicos em turmas de 1º ano do Ensino Médio de escolas públicas gaúchas. Os resultados, obtidos por meio de questionário, demonstraram um alto grau de concordância dos estudantes (com médias acima de 4,0 em uma escala de 1 a 5) quanto à eficácia da plataforma em motivar, engajar e facilitar a fixação dos conceitos, transformando a revisão tradicional em uma atividade lúdica e competitiva que promoveu uma aprendizagem significativa, apesar de apontarem desafios pontuais como a necessidade de uma conexão estável de internet.</span></p>Lennon CostaCláudia Moreira da FontouraMaurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQKhazad-dûm: Encarando as Profundezas da Minimização na Geração de Resíduos Químicos em uma Universidade Pública
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/932
<p><span style="font-weight: 400;">As instituições universitárias constituem uma parte importante da formação cidadã. É através delas que o aprendizado pode se ampliar cada vez mais. No que tange aos centros de ciências, os laboratórios podem servir como potentes pólos de pesquisas e aprendizados, mas, também, podem gerar um volume significativo de resíduos químicos. A partir da preocupação com a alta quantidade de resíduos gerados diariamente na Universidade Federal de Pelotas, discentes do curso de Licenciatura em Química em consonância com um dos professores do curso, criaram um projeto de pesquisa que emergiu com base em um diálogo realizado na disciplina de “Química Analítica Clássica Experimental”. A principal metodologia utilizada para levantar dados sobre diferentes métodos de tratamento de resíduos laboratoriais químicos foi a Revisão Sistemática da Literatura. Os resultados iniciais demonstraram que a proposta de pesquisa em torno do descarte de resíduos é potente e possui margem para expansão futura. Conclui-se que as universidades têm grande potencial para práticas como essa, visto que uma vez que docentes universitários e estudantes de iniciação científica adotem métodos de lidar com o próprio resíduo, a verba universitária destinada a esse descarte pode ser redirecionada para outras demandas da própria infraestrutura institucional.</span></p>Luiz Eduardo Lemos da RosaTrinity Nunes Bessa da CostaJúlia Bonow Haertel BarnecheMaria Eduarda de Gusmão da SilvaWiliam Boschetti
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQTerapia fotodinâmica: as reações fotoquímicas como possibilidade para o Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/953
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">O presente estudo busca dissertar acerca da Terapia Fotodinâmica, a fim de explorar a reação fotodinâmica como possibilidade de abordagem no Ensino de Química, com a finalidade de promover a Alfabetização Científica, a Educação em Saúde e a interdisciplinaridade. Nesse contexto, o texto tem cunho descritivo e qualitativo ao se aprofundar na Terapia Fotodinâmica, enquanto um tratamento menos invasivo quando comparado com a radioterapia, quimioterapia e procedimentos cirúrgicos. Com isso, a temática possibilita criar espaços que fomentem o senso crítico em relação a assuntos que impactam a sociedade e a Educação em Saúde.</span></p>Muriel Belo PereiraGeraldo Homrich CavalheiroBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Ensino por investigação e a prática docente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: uma revisão de literatura
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/666
<p>Apresenta-se uma revisão de literatura sobre a Formação de Professores e a Experimentação Investigativa no Ensino Ciências da Natureza. Para isso, fez-se uma busca nos artigos do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) de 2011, 2013, 2015, 2017, 2019 e 2021. Para esta revisão foram realizadas leituras nos artigos relacionados com a temática e emergiram quatro categorias de análise, a saber: (I) A formação dos licenciandos e o Ensino de Ciências por investigação; (II) O ensino por investigação e a prática docente nos Anos Iniciais; (III) A formação dos professores e as atividades investigativas no Ensino de Ciências da Natureza; (IV) O Ensino aliado às atividades experimentais investigativas. Neste artigo será pautada somente a categoria (II) O ensino por investigação e a prática docente nos Anos Iniciais. Os resultados permitiram uma reflexão sobre a importância da Formação de professores e o uso da metodologia de Experimentação Investigativa no Ensino de Ciências nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Com a leitura dos artigos, percebeu-se que a Experimentação com caráter Investigativo e se trabalhada desde os Anos Iniciais os alunos podem se tornar protagonistas e ativos na aprendizagem.</p>RAQUEL Pereira Neves Gonçalves
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMetodologias Ativas na Licenciatura em Química da Unipampa
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/715
<p><span style="font-weight: 400;">Este estudo analisa a presença das metodologias ativas no curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Pampa, campus Bagé, com base em seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC). A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, examinou a ocorrência e o contexto do termo “metodologias ativas” no documento. A análise foi organizada em duas categorias: </span><strong>proposição</strong><span style="font-weight: 400;">, que aborda a menção direta às metodologias ativas e sua relevância para uma aprendizagem centrada no estudante; e </span><strong>abordagens</strong><span style="font-weight: 400;">, que identifica quatro estratégias explícitas: Aprendizagem Baseada em Problemas, Aprendizagem Baseada em Projetos, Estudo de Caso e Ensino Gamificado. Os resultados mostram que o PPC incorpora essas metodologias em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, a BNC-Formação e a BNCC, evidenciando compromisso com práticas pedagógicas inovadoras e contextualizadas. Contudo, destaca-se que sua presença no documento não assegura implementação efetiva, sendo necessária a análise de ementas, planos de ensino e práticas docentes para essa verificação.</span></p>Evandro Pereira da SilvaDenise da Silva GoerchIzalina de Vargas Oliva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQJogos educativos interdisciplinares na formação inicial de docentes das Ciências da Natureza
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/744
<p>O presente trabalho apresenta o relato de uma experiência desenvolvida na disciplina “Buscando Interfaces Disciplinares no Ensino de Ciências”, ofertada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no semestre 2024/2, com a participação de licenciandos em Química, Física e Ciências Biológicas. A proposta consistiu na elaboração, testagem e aplicação de jogos educativos interdisciplinares como estratégia formativa para os futuros professores. Inicialmente foram construídos conceitos relacionados a interdisciplinaridade, ludicidade e jogos educativos. Posterior à discussão acerca desses fundamentos, os licenciandos, organizados em grupos, planejaram, construíram e aplicaram seus jogos entre os pares e em turmas da Educação Básica. Os resultados evidenciaram que os jogos favoreceram o engajamento dos estudantes envolvidos, estimularam a criatividade e possibilitaram maior interação durante as atividades. Para os licenciandos, a experiência contribuiu para o desenvolvimento da autonomia, do trabalho colaborativo e da identidade docente, ao mesmo tempo que evidenciou a importância da articulação entre teoria e prática na formação inicial. Dessa forma, a vivência aponta os jogos educativos como potenciais recursos para equilibrar aspectos lúdicos e pedagógicos, promovendo aprendizagens tanto para futuros professores quanto para estudantes da educação básica.</p>Faustino DjataLarissa Cabral Antunes da Silva Fatima ComiottoMaria Teresinha Xavier SilvaMaria Cecilia de Chiara MoçoNathália Marcolin Simon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQContribuições e aspectos específicos da Divulgação Científica na formação inicial de Professores de Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/751
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho tem como temática a Divulgação Científica (DC) na formação inicial de professores da área de Ciências da Natureza e suas tecnologias. O objetivo consistiu em entender o que mostram as pesquisas sobre o uso da DC na formação inicial de professores, buscando responder a pergunta: </span><em><span style="font-weight: 400;">O que é isso que se mostra sobre as finalidades do uso da DC na formação inicial de professores de Ciências?</span></em><span style="font-weight: 400;"> Para tanto, realizamos uma revisão bibliográfica</span><span style="font-weight: 400;"> na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Selecionou-se 17 trabalhos (11 dissertações e 6 teses), os quais foram analisados por via da Análise Textual Discursiva (ATD). Com o processo de ATD realizado emergiram quatro categorias intermediárias, e neste trabalho, delimitamos nosso olhar para a categoria: </span><em><span style="font-weight: 400;">“Contribuições e aspectos específicos da Divulgação Científica na formação de professores”</span></em><span style="font-weight: 400;"> a qual nos mostrou a importância de incluir a DC na formação inicial de professores, de modo a possibilitar aos licenciandos o contato com diferentes instrumentos de DC e a compreensão das especificidades desse gênero discursivo. Os resultados indicam a necessidade de os professores refletirem sobre o uso da DC, considerando a própria formação, seus planejamentos e práticas de ensino, com atenção aos critérios de seleção.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>Márcia Santos da SilvaJudite Scherer Wenzel
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQInvestigação-Formação-Ação no Ensino de Ciências em contexto de Estágio Curricular Supervisionado em Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/849
<p>O presente relato tem por objetivo descrever a experiência formativa vivenciada durante o Estágio Curricular Supervisionado no Ensino Fundamental realizado em duas turmas de 9º ano de uma escola pública do Rio Grande do Sul. A prática foi estruturada a partir da abordagem de Investigação-Formação-Ação no Ensino de Ciências (IFAEC), priorizando metodologias investigativas, dialógicas e historicamente situadas. O conteúdo abordado foi a Tabela Periódica, articulando aspectos conceituais, históricos e cotidianos à construção do conhecimento científico. A sequência didática envolveu momentos de problematização, pesquisa, elaboração de materiais visuais, apresentações e montagem coletiva de um painel, permitindo o protagonismo estudantil e o desenvolvimento do pensamento crítico. Destacam-se a construção coletiva da Tabela Periódica, sua exposição na escola e as reflexões sobre a prática pedagógica, valorizando a mediação do professor como facilitador da aprendizagem e a escuta ativa como ferramenta didática. A experiência reafirmou a importância de metodologias que favoreçam a aprendizagem com significado a partir da integração entre conhecimentos científicos, históricos e culturais, contribuindo diretamente para a constituição da identidade docente do professor em formação.</p>Guilherme Daniel RobeGiordane Miguel SchnorrFabiane de Andrade Leite
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Lúdico na Educação Química: um estudo das edições 2021-2024 do EDEQ
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/876
<p>Este estudo objetiva analisar as propostas lúdicas apresentadas no Encontro de Debates sobre o Ensino de Química (EDEQ) no período de 2021 a 2024, identificando suas principais características, a fim de compreender como o lúdico tem sido incorporado nas abordagens pedagógicas discutidas nesse evento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e objetivo descritivo, realizada a partir da leitura e sistematização de trabalhos completos publicados no evento. As informações foram analisadas considerando elaboração da atividade, público-alvo, conteúdos, motivações, limitações, vínculos institucionais e fundamentação teórica. Os resultados evidenciam uma expressiva diversidade de formatos, incluindo desde adaptações de jogos comerciais amplamente conhecidos até elaborações autorais que exploram mecânicas originais e contextualizadas. Observa-se predominância de propostas voltadas ao Ensino Médio, embora também haja experiências para o Ensino Superior e Técnico, abrangendo conteúdos que variam de temas introdutórios a tópicos específicos e avançados. Conclui-se que o EDEQ constitui um espaço relevante para a circulação, exploração e reflexão sobre práticas lúdicas no ensino de Química, contribuindo para o diálogo entre pesquisa acadêmica e prática docente.</p>Aline LubyiEverton BedinCintia Aliny Silva de SouzaHelena da Rosa GaleskiJoão Vitor Piva BrugnerottoThayse Geane Iglesias da SilvaVinicius Fernando de Lima
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQQuímica ou Magia? Experimentação e Fantasia como Estratégias Extensionistas para o Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/900
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho apresenta resultados de uma ação extensionista desenvolvida no âmbito de um componente curricular do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Pelotas, fundamentado em Paulo Freire. A proposta, por meio de atividades experimentais, foi inspirada no universo da franquia Harry Potter, a atividade intitulada “Química ou Magia?”, ao abordar aspectos que envolvem um experimento visual e o lúdico, nas relações entre conceitos químicos e a imaginação. As ações ocorreram no campus Capão do Leão, com ida de estudantes do 3º ano do ensino médio de escolas públicas que, mediante análise de conteúdo das respostas a um questionário, permitiu evidenciar o engajamento dos discentes, a relação com conceitos químicos e a valorização da experiência vivida. Os resultados reforçam o papel da extensão na formação inicial docente e da promoção de atividades experimentais que podem engajar interesse, a partir de assuntos presentes na mídia ou na literatura, da realidade dos educandos, haja vista o potencial pedagógico ao ensino de Química.</span></p>Alessandra Pereira FreireJailson de Sousa JúniorFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesvendando os “Químicos Eternos” no Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/920
<p>O trabalho aborda a temática do Antropoceno e os desafios ambientais decorrentes da ação humana, destacando a relevância do Ensino de Química para formar cidadãos críticos e capazes de compreender questões científicas contemporâneas. Assim, o estudo teve como objetivo investigar as concepções de estudantes do Ensino Médio sobre os PFAS, conhecidos como “Químicos Eternos”, articulando o tema com conteúdos de Química Orgânica. A pesquisa, de natureza qualitativa, envolveu 12 alunos do terceiro ano de uma escola estadual em Pelotas (RS), uma supervisora e uma integrante do PIBID. Foram utilizados questionários, registros em diário de campo e a metodologia dos Três Momentos Pedagógicos nas aulas, incluindo a exibição de vídeo sobre impactos ambientais e sociais dos PFAS. A análise seguiu a Análise de Conteúdo Temática de Bardin. Os resultados mostraram que, inicialmente, os estudantes possuíam compreensão parcial e baseada no senso comum. Após a intervenção, passaram a reconhecer a persistência, bioacumulação e os riscos à saúde e ao meio ambiente associados aos PFAS, embora ainda apresentassem lacunas em noções químicas fundamentais. Conclui-se que a temática dos PFAS apresenta grande potencial educativo, favorecendo a contextualização do Ensino de Química e sensibilizando os alunos para questões ambientais e sociais do Antropoceno.</p>Juliana BelaniRhaissa Crisleyne de FreitasWiliam BoschettiClarissa Marques Moreira dos SantosBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação em Direitos Humanos no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/941
<p>Este trabalho foi desenvolvido por estudantes do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Química, integrantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) da Universidade Federal de Pelotas, com o objetivo de analisar a Educação em Direitos Humanos (EDH) e sua aplicação no Ensino de Química. A metodologia incluiu a revisão das Diretrizes Nacionais para a EDH, discussões no núcleo do PIBID-Química e a elaboração de materiais didáticos. Os resultados destacam que a Educação em Direitos Humanos é fundamental para a formação cidadã, promovendo valores como dignidade, igualdade e justiça, e deve ser abordada de forma transversal no currículo escolar. A Química pode integrar esses direitos ao relacionar conceitos científicos com questões sociais e cotidianas. No entanto, os pibidianos relataram desafios, como a falta de familiaridade com o tema devido à formação insuficiente e a precariedade das estruturas escolares. Conclui-se que a EDH é essencial para a construção de uma sociedade democrática e que programas como o PIBID são estratégicos na formação de docentes críticos e preparados para abordar esses temas em sala de aula. Recomenda-se a inclusão da EDH nos projetos pedagógicos e a promoção de formação continuada para professores</p>Vitória SilvaCamila Silveira Bruna Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstratégias Pedagógicas para o ensino de química: A inserção da temática indígena por meio de Resolução de Problemas e Etnociências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/704
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho tem como premissa apresentar duas estratégias pedagógicas que consistem em abordar a temática indígena no contexto escolar. Para a primeira estratégia pedagógica utilizou-se da fundamentação teórica embasada na Abordagem por Resolução de Problemas (ABP), no qual envolveu uma comunidade indígena guarani e seu gasto desproporcional com corantes sintéticos como situação problema, para solucionar este caso, optou-se pelo método dos Três Momentos Pedagógicos, no qual alunos de uma escola da rede pública de ensino produziram corantes naturais, utilizando a vegetação à sua volta para tingimento de taquaras. Em relação à segunda estratégia, a temática indígena foi alinhada com os saberes científicos da Química Orgânica, organizados em um formato intitulado de Tabela Periódica Etnocientífica, no qual seus pressupostos ancoraram-se na área da Etnociências. Para analisar a eficácia do material utilizou-se de uma escala de indicadores de aprendizagem, em que consiste em avaliar os dados coletados em aprendizagens superficiais e aprofundadas. Dessa forma, neste trabalho duas alternativas são apresentadas como roteiros com resultados das atividades, proporcionando aos docentes recursos gratuitos e de baixo custo para a inserção da temática indígena em suas aulas. </span></p>Miguel Angelo Adrian Ribeiro GonçalvesGuilherme Frederico MarranghelloElisabete de Avila da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Tabela Periódica em Jogo Didático: Criatividade, Experimentação e Contextualização no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/764
<p><span style="font-weight: 400;">O ensino de Química, muitas vezes, é marcado por abordagens teóricas e descontextualizadas, o que dificulta a compreensão e o interesse dos estudantes. Diante disso, este trabalho relata uma experiência vivida no Estágio Supervisionado em Química I, realizado em uma escola pública de Santa Maria, com uma intervenção pedagógica voltada ao 1º ano do Ensino Médio. A atividade consistiu na aplicação de um jogo de tabuleiro sobre a Tabela Periódica, desenvolvido com o intuito de tornar o conteúdo mais acessível e significativo. A proposta buscou integrar ludicidade, criatividade e experimentação ao processo de ensino-aprendizagem, promovendo a participação ativa dos alunos e a conexão dos conceitos químicos com o cotidiano. A criação do jogo exigiu planejamento e sensibilidade para atender aos diferentes perfis dos estudantes, transformando um conteúdo complexo em uma experiência envolvente. Ao final, um questionário avaliativo indicou uma recepção positiva, com relatos de maior compreensão e interesse. A experiência evidenciou que a contextualização aliada a metodologias ativas pode transformar a sala de aula em um ambiente dinâmico e eficaz, fortalecendo o papel do professor como mediador do conhecimento e estimulando a aprendizagem significativa.</span></p>Alice Roque LopesJulieta Saldanha de Oliveira
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQQuem roubou o Arsênio? Uma Sequência Didática Investigativa para o Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/794
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho teve como objetivo desenvolver uma sequência didática investigativa utilizando a Química Forense como estratégia para tornar o Ensino de Química mais investigativo e significativo. A atividade foi realizada com alunos da 1ª série do ensino médio de uma escola pública, da cidade de Bagé - RS, por meio da simulação de um crime fictício envolvendo o roubo do elemento arsênio. Os estudantes assumiram o papel de detetives e a partir de pistas e testes químicos, precisaram identificar o culpado. A proposta possibilitou a aplicação prática de conceitos químicos, o desenvolvimento do raciocínio lógico e a valorização do trabalho em grupo. Apesar de alguns erros durante a investigação, o momento de revisão final, conduzido pelos bolsistas, permitiu a retomada dos conteúdos e a correção dos erros. A atividade despertou o interesse dos alunos e mostrou que o uso da Química Forense em sala de aula pode ser uma ferramenta pedagógica eficaz para o ensino investigativo e contextualizado na área da ciência. </span></p>Ingrid Nogueira AbattiÉverton Fernandes MachadoMarcia Von Fruhaut FirmeTaise Machado Carvalho
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO uso de textos de divulgação científica (TDC)na Educação de Jovens e Adultos, em oficinas pedagógicas, com a temática meio ambiente
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/823
<p>Este trabalho apresenta os resultados referentes a utilização de texto de divulgação científica (TDC), com a temática meio ambiente, em consonância com a BNCC (2017), em uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na disciplina de Química, em um Centro de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA), na cidade de Curitiba. Como metodologia foi aplicada uma oficina pedagógica fundamentada em Almeida, Sabino e Lobato (2016), com o uso dos momentos pedagógicos (Delizoicov; Angotti; Pernambuco, 2002), dentro de uma perspectiva freireana (Freire, 2013).Os resultados apresentados apontam para três aspectos principais: a aplicação de oficinas pedagógicas na EJA com o uso de TDC permitem aos estudantes uma aprendizagem significativa, desde que mediadas pelo professor de Química, a linguagem química quando contextualizada na TDC com temáticas de Ciência-Tecnologia- Sociedade e Ambiente (CTSA) promovem, além do conhecimento químico, uma visão crítica nos estudantes, o uso de TDC no ensino de Química promove a interpretação de texto, aumento do vocabulário e a argumentação, igualmente importantes em todas as áreas do conhecimento e no dia a dia dos estudantes.</p>JUSSARA TURIN
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Química dos Combustíveis
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/859
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho relata a aplicação de uma sequência didática com base na abordagem CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente) e nos Três Momentos Pedagógicos, implementada em uma turma do 3º ano do Ensino Médio. O tema central foram os hidrocarbonetos, com foco em sua relação com os combustíveis, como a gasolina e o diesel, e os impactos ocasionados pelos combustíveis em voga. A metodologia, centrada na tematização e na problematização, utilizou de recursos audiovisuais e debates sobre a poluição associada ao petróleo, promovendo a criticidade e vinculando o conhecimento científico a contradições sociais e ambientais. A articulação dinâmica dos conceitos partiu do conhecimento prévio dos estudantes, incentivando a reflexão e a compreensão por meio de discussões colaborativas e tecnologias digitais. Esta experiência evidenciou que a integração entre a perspectiva CTSA e uma pedagogia problematizadora potencializa o aprendizado, sugerindo a importância de práticas que conectem a química orgânica a questões ambientais no ensino.</span></p>Maria Eduarda de Gusmão da SilvaMaria Eduarda da Rocha de Souza MatescoThalles Pinto de Souza Bruna Adriane Fary-HidaiWiliam Boschetti
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQExposição, mediação e comunicação científica: reflexões sobre a experiência infantil na exposição “1000 dias” do Museu da Vida de Curitiba-PR
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/886
<p>Esta pesquisa tem como objetivo analisar a mediação na exposição <em>1000 Dias</em>, realizada no Museu da Vida de Curitiba-PR, como espaço de comunicação científica com enfoque na química para o público infantil. Trata-se de um estudo de público de caráter qualitativo. A constituição dos dados ocorreu por meio de observação naturalística, sendo a análise conduzida pela técnica de análise categorial de conteúdo. Os resultados evidenciam que, embora a exposição apresente conteúdos científicos relevantes - como a importância do ácido fólico, os processos bioquímicos da nutrição, os cálculos de crescimento e o papel da química no parto e nos primeiros cuidados com o bebê -, a mediação ainda se mostra fragilizada. Observou-se limitações no domínio do saber disciplinar, na transposição didática, na construção de diálogos efetivos e na adequação da linguagem às crianças. Esses aspectos comprometem o potencial educativo da exposição, restringindo a participação ativa e a valorização dos saberes infantis. Conclui-se que a formação crítica e continuada dos mediadores é fundamental para articular ciência, ludicidade e diálogo, de modo a transformar a exposição em um espaço vivo de aprendizagem e de apropriação significativa da química desde a primeira infância.</p>Thayse GEane Iglesias da SilvaEverton BedinAline LubyiHelena GaleskiCintia Souza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQResolvendo um crime ambiental: Usando a Química para conscientizar sobre os impactos da mineração ilegal
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/929
<p><span style="font-weight: 400;">O PIBID, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, do curso de Licenciatura em Química trabalha com dois eixos temáticos o de Educação Ambiental e o de Direitos Humanos. Logo, os graduandos do curso foram convidados para que se fosse produzida uma oficina capaz de interligar os Direitos Humanos conjuntamente à Educação Ambiental e compreendendo a importância de pesquisar, discutir e compartilhar as informações sobre os temas em volta desses eixos decidiram desenvolver essa oficina, a partir de uma demanda da escola campo, com o objetivo de conscientizar os alunos a terem um olhar mais crítico. A oficina foi realizada com base em uma inspiração de duas metodologias ativas, sendo elas a experimentação investigativa e a aprendizagem baseada em jogos onde os estudantes se tornaram protagonistas. Enquanto a problematização da oficina teve foco na mineração ilegal e como isso afeta o meio ambiente, em questão de poluentes, e a saúde humana, em questão de contaminações. Com o desenvolvimento da oficina pode-se perceber que metodologias ativas podem ser benéficas para a aprendizagem dos alunos e sua autonomia, além da melhoria em suas discussões conforme o interesse deles em participar da atividade.</span></p>Júlia BarnecheTrinity Nunes Bessa da CostaLuiz Eduardo Lemos da RosaJorge Luiz PernasWiliam BoschettiBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUm olhar crítico sobre a gestão de resíduos químicos: desafios e impactos ambientais
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/951
<p>A geração de resíduos químicos em instituições acadêmicas é uma preocupação recorrente, devido ao acúmulo de substâncias perigosas e à ausência de práticas sistemáticas para seu manejo. Essa realidade representa riscos à saúde e ao meio ambiente, reforçando a necessidade de condutas educativas voltadas à sustentabilidade, integrando princípios da Química Verde e da Educação Ambiental Crítica. Diante disso, este trabalho tem como objetivo propor um minicurso formativo no Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos (CCQFA/UFPel), direcionado a estudantes e outros sujeitos que utilizam o Laboratório de Ensino de Química (LABEQ), visando orientar quanto ao manejo adequado dos resíduos químicos. A pesquisa baseou-se em legislações, referenciais teóricos e diretrizes da própria instituição sobre gestão de resíduos. Como resultado, foi elaborada uma proposta de minicurso em cooperação com o Núcleo de Gestão Ambiental (NGA), com carga horária de 2 a 4 horas, abordando classificação, rotulagem, armazenamento, transporte e alternativas sustentáveis, como o uso de micro reações. Assim, espera-se que a iniciativa contribua para consolidar uma cultura de responsabilidade socioambiental no espaço acadêmico, ao unir conhecimento técnico e formação crítica, estimulando práticas seguras e sustentáveis e preparando os participantes como multiplicadores dessas ações.</p>Júlia Collares dos SantosMarcelo de Ávila LeãoDiego Nascimento da CostaWiliam BoschettiBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUm Caso de Estudo
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/664
<p>Este estudo analisou a percepção de professores em formação sobre um Caso de Estudo (CE) voltado ao ensino de Química, estruturado com base no modelo TPACK e nos níveis macroscópico, submicroscópico e simbólico do conhecimento químico. A pesquisa, qualitativa, exploratória e aplicada, utilizou um questionário semiestruturado respondido por 13 participantes após a leitura do CE. As respostas foram submetidas à Análise de Similitude com apoio do software IRaMuTeQ. Os resultados indicam que o CE favorece aprendizagens significativas ao contextualizar os conteúdos químicos e articular múltiplas representações. Os participantes destacaram o potencial do nível macroscópico como porta de entrada motivacional e epistêmica, a relevância do nível submicroscópico para explicar as interações moleculares, e o papel das representações simbólicas para a formalização do conhecimento. A mediação docente, articulada às sete dimensões do TPACK, mostrou-se essencial para conduzir esse processo. Conclui-se o CE analisado é eficaz para o ensino de Química, pois integra conteúdo, pedagogia e tecnologia, promovendo uma aprendizagem crítica e contextualizada. Como limite, aponta-se a amostra restrita e sugere-se ampliar o estudo a diferentes contextos e perfis docentes.</p>Everton BedinCarla Morais
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQQuímica na cozinha: Receita de brigadeiro como ferramenta para o ensino de estequiometria no ensino médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/686
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo da estequiometria na educação básica costuma ser de difícil desenvolvimento pois é considerado de difícil compreensão pelos estudantes. Considerando que o laboratório escolar das escolas públicas são pouco equipados com o necessário para atividades experimentais envolvendo estequiometria, buscamos relatar uma atividade experimental utilizando a receita de brigadeiro como tema para o estudo de cálculos estequiométricos. Os brigadeiros foram produzidos segundo as quantidades sorteadas para número de brigadeiros ou de ingrediente limitante. Os estudantes divididos em grupos realizaram os cálculos necessários para a adequação das receitas e realizaram a produção dos brigadeiros. Após, os brigadeiros passaram por concurso de qualidade. Ao final da atividade proposta, os estudantes elaboraram relatórios, nos quais salientaram o auxílio da realização da atividade na compreensão de como estabelecer a regra de três, essencial para os cálculos estequiométricos, superando algumas das dificuldades que são comumente encontradas nas aulas de Química. </span></p>Gabriela Luisa Schmitz
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAprendizagem Criativa no ensino de Química:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/713
<p>Sendo a educação um processo social e dinâmico, o presente artigo objetiva estabelecer um diálogo entre os pensamentos de Bauman sobre a modernidade, a teoria do pensamento complexo de Edgar Morin e a abordagem da Aprendizagem Criativa desenvolvida por Mitchel Resnick, visando a aplicação desta proposta metodológica nas aulas de química. O ensino de Ciências da Natureza deve possibilitar aos indivíduos a utilização dos procedimentos científicos na resolução de problemas do seu cotidiano. Para tanto, é importante contextualizar os saberes, reconhecendo que o conhecimento é uma construção social, moldado por diversos fatores próprios de cada tempo, lugar e cultura. Em um mundo imprevisível, globalizado e tecnológico, a escola deixa de ser um espaço exclusivo de informação, cabendo ao professor o papel de mediador da aprendizagem. Portanto, são necessárias metodologias que promovam a participação ativa do estudante nesse processo. Nessa direção, a Aprendizagem Criativa, ao possibilitar o desenvolvimento de projetos de acordo com os interesses dos estudantes, se alinha à necessidade apontada por Bauman de formar indivíduos flexíveis, capazes de lidar com as incertezas da sociedade contemporânea. No entanto, para que ela seja aplicada no contexto escolar, é necessário superar as barreiras disciplinares, dialogando com o pensamento complexo de Morin.</p>Ma. Vitória Caroline RodriguesAna Elisa Attademo TramontinDr. Débora Nice Ferrari Barbosa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQConstituição do professor a partir do Estágio de Docência Orientada no Ensino Superior
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/742
<p>O presente trabalho tem como objetivo compreender as ações desenvolvidas em um Estágio de Docência Orientada no Ensino Superior. O Estágio foi desenvolvido no Componente Curricular de Prática de Ensino: Currículo e o Ensino de Ciências, ofertado pelo curso de Química Licenciatura de uma Universidade Federal do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, no segundo semestre de 2024. A análise das ações deu-se a partir da Investigação-Formação-Ação, de um processo de pesquisa sobre o processo desenvolvido. O Estágio é um processo formativo importante para pós-graduandos, ao potencializar a constituição como professor-pesquisador e permitir aliar a teoria pesquisada. Com isso, a compreensão dos estudantes sobre currículo tem-se reconstruído ao longo das aulas, demonstrando um espaço profícuo para a formação dos futuros professores. Além disso, a construção das aulas e o processo de diálogo entre pós-graduando e professora do CCR, contribuiu para a constituição das aulas e o processo formativo na pós-graduação.</p>Giordane Miguel SchnorrFabiane de Andrade LeiteTamini Wyzykowski
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAnálise dos campos de atuação de licenciandos em Química da UFRGS: principais desafios e oportunidades relacionados à formação docente
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/771
<p>O objetivo do presente estudo foi analisar os campos de atuação de licenciandos e egressos em Química da UFRGS, buscando identificar os principais desafios e oportunidades relacionados à formação docente, bem como refletir sobre as demandas de reformulação curricular, com ênfase na discussão acerca da inclusão da habilitação para o ensino de Ciências no Ensino Fundamental. Utilizou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em um percurso indutivo. Além disso, empregou-se a análise documental e aplicou-se um questionário on-line (Google Forms). Os resultados indicaram desafios significativos para a formação docente, como a necessidade de conciliar carga horária do curso com estágios e trabalho remunerado, bem como lacunas na preparação para lidar com contextos educacionais variados. Ao mesmo tempo, surgem oportunidades para ampliar a versatilidade dos profissionais, proporcionando-lhes condições de atuar em diferentes níveis e ambientes educativos. A análise revelou ainda forte demanda por reformulação curricular, com destaque para a inclusão da habilitação para o ensino de Ciências no Ensino Fundamental.</p>Daniel RibeiroGIOVANNI ZARPELON RIBEIROCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUm recorte de uma análise de revisão sobre estudos com foco na temática da região doceira de Pelotas e sua aproximação com a Educação em Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/809
<p>Este trabalho tem como objetivo identificar se e como a comunidade acadêmica aborda a temática dos Doces de Pelotas no campo da Educação em Química. A pesquisa caracteriza-se como de natureza mista, qualitativa e quantitativa, sendo a categorização realizada por meio da análise de conteúdo. Como resultado, constatou-se que as discussões sobre o tema não ocorrem no âmbito da Educação em Química, distanciando se do ensino contextualizado defendido por diversos pesquisadores. Nesse sentido, foi discutida uma forma de aproximar essas discussões da Educação em Química, a fim de preencher essa lacuna.</p>Matheus de Lima RufinoBruno dos Santos PastorizaAlessandro Cury Soares
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUnidade Temática sobre Radioquímica: A ciência por trás das Ondas Invisíveis.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/873
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho visa apresentar uma proposta </span><span style="font-weight: 400;">de Unidade Temática (UT) voltada ao ensino de radiação no Ensino Fundamental II e Médio, estruturada para integrar teoria, prática e reflexão crítica. O material é dividido em quatro capítulos e oferece um roteiro completo para o professor, incluindo objetivos, problematizações, descrição das aulas, sugestões de recursos, cronograma e formas de avaliação. A proposta combina aulas expositivas-dialogadas com atividades interativas, como experimentos e resolução de problemas, estimulando a participação ativa dos alunos. A UT prevê uso de mídias digitais, vídeos, infográficos e materiais impressos, adaptando-se à infraestrutura da escola. A avaliação é processual, com resumos, mapas mentais e trabalhos em grupo. Destacam-se duas atividades-chave: a reprodução do experimento de Herschel para explorar o infravermelho e um estudo de caso sobre Chernobyl para aplicação prática dos conceitos, incentivando a elaboração de soluções e campanhas educativas. A UT foi concebida para articular ciência, tecnologia e sociedade, incentivando a curiosidade científica, a autonomia dos estudantes e a responsabilidade social, com flexibilidade para adequação ao contexto escolar e ao tempo disponível.</span></p>Greice ReisDaniela Motta FaillaceCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Didática da Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/918
<p><span style="font-weight: 400;">A Didática da Química é um campo de estudo fundamental para o aprimoramento da prática docente, exigindo reflexão contínua sobre suas bases teóricas e conceituais. Este artigo analisa a influência de fatores externos e internos nas concepções de ensino, buscando tornar a prática pedagógica mais significativa. Além disso, o trabalho examina criticamente dois planos de aula, alinhando-os com o referencial teórico discutido e com os textos fornecidos na disciplina de Didática I. As reflexões teóricas são aplicadas na análise dos planos de aula de Química, demonstrando como a didática pode transformar a prática do professor. Isso permite que ele construa um ensino mais alinhado com o objetivo da escola de formar sujeitos críticos e autônomos. Este é o papel da formação inicial: oferecer momentos de reflexão crítica para que os futuros profissionais desenvolvam uma intencionalidade pedagógica sólida, dominem os conceitos que ensinam e sejam capazes de avaliar e reavaliar sua prática constantemente.</span></p>Karenina Teixeira de MenezesJamily da Silva dos AnjosAlice Gaier ViarioAlessandro Cury SoaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAnálise e caracterização da comunicação científica promovida pelos cursos de Química de universidades públicas da região Sul do Brasil no Instagram
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/939
<p>O presente trabalho teve como objetivo analisar e caracterizar a comunicação científica estabelecida nos perfis dos cursos de Química de universidades públicas da região Sul do Brasil no Instagram. A pesquisa teve caráter qualitativo e fundamentou-se nos pressupostos da netnografia, metodologia voltada ao estudo das interações e práticas sociais em ambientes virtuais. Foram considerados dados da presente investigação, as informações obtidas diretamente nos perfis do Instagram e amplamente disponíveis para qualquer usuário da rede social. Ao todo, foram analisadas 370 publicações de 17 instituições públicas de ensino distribuídas entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A análise dos dados apontou um caráter predominantemente informacional dos conteúdos, os quais se destinam, sobretudo, à comunicação com a comunidade acadêmica local. Os propósitos das universidades com relação à comunicação científica no Instagram ainda estão sendo investigados, visando o mapeamento das ações e estratégias das instituições públicas de ensino.</p>Caroline Sabrina Batista WeberBrenda Chaves Tonello Nathália Marcolin Simon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAções do PIBID em uma escola estadual de Brusque
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/728
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho descreve duas ações pedagógicas desenvolvidas pelos bolsistas pibidianos do curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal Catarinense – Câmpus Brusque. As atividades ocorreram na Escola de Educação Básica Santa Terezinha, localizada no município de Brusque/SC, e tiveram como foco o fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem em Química. A primeira ação consistiu em atividades de monitoria, realizadas em duplas, nas aulas do professor supervisor, com o intuito de sanar dúvidas, auxiliar na resolução de exercícios, revisar conteúdos já trabalhados e contribuir para o aprofundamento dos conteúdos abordados. A segunda ação foi a realização de uma oficina temática sobre o chá de Capim Cidreira (</span><em><span style="font-weight: 400;">Cymbopogon citratus</span></em><span style="font-weight: 400;">), na qual foram apresentados aspectos botânicos, propriedades farmacológicas e formas de preparo. A oficina buscou conscientizar os alunos sobre o consumo responsável e os potenciais benefícios à saúde, promovendo, assim, a integração entre conhecimentos científicos e saberes populares, de forma contextualizada e acessível.</span></p>Camili CrispimLeticia Regina AmorimLuis Henrique Bertholdi PereiraRobson NeumannThaynara de Souza de OliveiraVitória Emile dos Reis CarneiroCladimir Fernando Barros ComassettoAgnes Thiane Pereira Machado
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA extensão universitária e o Programa Tempo Integral
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/760
<p>O presente texto relata a experiência de extensão universitária realizada em articulação com o Programa Tempo Integral da rede municipal de [...], envolvendo estudantes das turmas do 6º ano da EMEF [...]. Os estudantes participaram de atividades divididas em três momentos: levantamento dos conhecimentos prévios sobre formas e fontes de energia; realização de atividade experimental de eletrólise da água em meio ácido (solução diluída de H<sub>2</sub>SO<sub>4(aq)</sub>); e uma roda de conversa sobre fontes renováveis, incluindo biodiesel, etanol de cereais e hidrogênio verde. O estudo ancora-se na curricularização da extensão e na aproximação universidade-escola, mobilizando saberes relacionados à compreensão da extensão universitária, à contextualização no ensino de Ciências e à sustentabilidade ambiental. A metodologia, de caráter qualitativo, incluiu a coleta de excertos das falas dos estudantes durante o desenvolvimento das atividades, bem como registros fotográficos e anotações no diário de bordo. Os resultados indicam que a realização da atividade, situada no território e articulada com à agenda ambiental local, potencializou a alfabetização científica, favoreceu a compreensão dos processos envolvidos no fenômeno eletroquímico ilustrado e contribuiu para desenvolver o sentimento de pertencimento, evidenciando o papel da extensão como eixo formativo e multiplicador de conhecimentos.</p>Elisandra Moreira PimentelAmauri Picollo de OliveiraIdelso Cândido Pereira JuniorAdemar Antonio Lauxen
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQINTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO QUÍMICO NUM PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA COM PROFESSORES DO 4º ANO ENSINO FUNDAMENTAL
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/789
<p>São analisadas reflexões vivenciadas num processo de formação continuada (FC) com nove professoras do 4º Ano do Ensino Fundamental, com foco em concepções e práticas educativas relacionadas com a perspectiva da Alfabetização Científica, particularmente, quanto à interação entre conhecimentos e experiências vivenciadas dentro e fora do ambiente escolar. Três “Encontros de Estudo sobre a Alfabetização Científica no 4º Ano do Ensino Fundamental”, inspirados na ideia de grupo focal, foram registrados em áudio e vídeo, seguidos de transcrição das falas. O processo qualitativo de análise possibilitou compreender de forma contextualizada algumas situações reais complexas, a partir de dados descritivos sobre a interação, favorecendo a percepção da realidade. Abordar temáticas do cotidiano retomando experiências e conhecimentos permite introduzir o uso de palavras específicas às ciências, com significado interativamente atribuído. Isso possibilita construir novos modos de pensar e falar sobre o mundo, mediante significados dialogantes com compreensões sobre o conhecimento científico. A formação generalista das professoras em Pedagogia limita abordagens específicas às ciências, sendo a FC relevante para promover a apropriação da linguagem científica, mediante formas adequadas de uso intencional da palavra na escola.</p>Denis da Silva GarciaLenir Basso Zanon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Profissional Técnica em Química: uma revisão da literatura.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/854
<p>Este trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão da literatura sobre o ensino profissional técnico em química. Realizou-se uma revisão bibliográfica do tipo estado do conhecimento, utilizando-se o Google Acadêmico (Google Scholar) como base de dados, no período de 10 anos (2012-2022). Visou-se organizar um panorama geral de quem são os pesquisadores, universidades, revistas que pesquisam e publicam sobre cursos técnicos em química. Neste trabalho é apresentado apenas o primeiro questionamento e suas implicações: 1) Quais os desafios e avanços dos cursos técnicos em química quanto ao apoio financeiro e de políticas públicas brasileiras? Identificou-se 48 artigos sobre cursos técnicos em química. Destes, verificou-se que 4 artigos tiveram enfoque sobre os temas apoio financeiro, incentivo, fomento e políticas públicas. Estes textos compõem o grupo 1 (primeiro grupo a ser analisado) que é apresentado neste trabalho como a categoria de “políticas públicas” Entre os principais temas abordados pelos textos estão sistema de cotas e políticas de ações afirmativas, inserção no mercado de trabalho e educação especial. Destaca-se o reduzido número de publicações relacionadas com o tema políticas públicas.</p>RICARDO JESUS COELHO ORTEGACAMILA GREFF PASSOSDENISE MARIA BOHN
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQLúdico e Alfabetização Científica no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/883
<p>Este trabalho analisa o Escape Room educativo <em>“Guardiões do Corpo”</em> como estratégia de Divulgação Científica (DC) articulada ao Ensino de Química, com foco na promoção da alfabetização científica (AC) e na formação crítica com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A pesquisa, de abordagem qualitativa e objetivo exploratório-interpretativo, adota como referência analítica elementos do método da subjetividade, integrados a critérios pedagógicos previamente definidos. A análise concentrou-se em aspectos como acessibilidade do conhecimento, fidelidade científica, engajamento, aprendizagem contextualizada, cooperação e intencionalidade. Os dados foram obtidos via leitura crítica e interpretativa indutiva do material narrativo e simbólico do jogo. Os resultados indicam que o escape mobiliza múltiplas linguagens para comunicar conteúdos de forma lúdica e rigorosa, estimula a construção coletiva do saber e promove o vínculo entre ciência, corpo e ambiente. Além disso, evidencia-se seu potencial como prática formativa interdisciplinar, que favorece a compreensão crítica da ciência em contextos escolares e não formais. Conclui-se que o Escape Room contribui para uma educação científica mais acessível, situada e socialmente relevante, ampliando as possibilidades metodológicas da DC e da AC no Ensino de Química.</p>Vinicius Fernando de LimaEverton BedinAline LubyiHelena da Rosa GaleskiCintia Aliny Silva de SouzaThayse Geane Iglesias da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA formação inicial de professores de química para a educação inclusiva: o Estado da Questão
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/907
<p> </p> <p><span style="font-weight: 400;"> O presente trabalho tem como objetivo descrever a revisão bibliográfica que analisou teses e artigos sobre a formação inicial de professores de Química no âmbito da equidade educacional e da educação inclusiva. A revisão realizada é do tipo estado da questão e foi feita através de buscas na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e no portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Como resultado da busca, foram selecionadas 3 teses e 8 artigos. Após a análise dos textos, concluímos que mais do que disponibilizar uma ou outra disciplina que discuta a educação inclusiva, precisamos de uma mudança mais profunda, uma transformação nas concepções de quem desenha os currículos das licenciaturas em Química e dos educadores responsáveis pela formação dos futuros professores da área.</span></p>Flavia PiccoliCamila Greff PassosDaniel Das Chagas De Azevedo Ribeiro
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDa cozinha à Química:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/927
<p>O presente trabalho teve como objetivo relatar uma sequência didática envolvendo o tópico de estequiometria a partir de receitas culinárias no contexto de um curso Pré-Universitário Popular, projeto de extensão vinculado a uma Instituição de Ensino Superior. Sua justificativa se encontra na majoritária dificuldade dos estudantes de Ensino Médio para com este tópico. Buscou-se, a partir de uma sequência de cinco encontros baseados na metodologia dos Três Momentos Pedagógicos (3MP), amenizar essa dificuldade através da articulação do conteúdo de estequiometria com o cotidiano dos educandos por meio do uso de receitas culinárias como recurso didático. Como resultado, tem-se que os encontros propiciaram a articulação almejada, de modo a apresentar conteúdos didáticos através de exemplos práticos da realidade dos educandos, como o processo de fermentação em uma receita de pão caseiro. As dificuldades apresentadas pelos educandos advindas da inter-relação entre Matemática e Química foram exploradas em sala de aula por meio da analogia com receitas culinárias, demonstrando seu potencial como estratégia didática para o contexto de um pré-vestibular popular.</p>Vicente Rodrigues Teixeira NetoGabriel GomesJamily da Silva dos AnjosTamara Flores SaldoThéo Lahorgue Roscoff
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Pensamento Latino-Americano em Ciência, Tecnologia e Sociedade e a Tecnologia Social na Educação em Ciências a partir dos anais do ENPEC
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/683
<p>Ao reconhecer a importância de movimentos tecnocientíficos para as agendas de pesquisa da América Latina e para ampliar a participação social nas decisões sobre Ciência e Tecnologia, este trabalho foca no campo educacional para compreender como o Pensamento Latino-Americano em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PLACTS) e a Tecnologia Social (TS) vêm impactando as práticas pedagógicas e planejamentos curriculares na Educação em Ciências. Para tanto, uma pesquisa bibliográfica foi realizada nos anais do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, analisando-os via Análise Textual Discursiva. Os resultados, discutidos a partir de duas categorias, evidenciaram que o PLACTS e a TS alinham-se a práticas pedagógicas mais críticas que podem influenciar diretamente a forma como os currículos são concebidos, aproximando-se dos problemas da realidade dos sujeitos, desde que haja a incorporação significativa dos referenciais assumidos. Por conseguinte, oferecem um outro tipo de formação que supera a concepção propedêutica e leva em consideração a participação dos atores sociais e a problematização de valores por trás da Ciência e da Tecnologia, fomentando processos decisórios democráticos desde suas concepções.</p>André de Azambuja MaraschinDaniel Ferreira GomesDaniele Javarez de OliveiraLaíza Sturza LoyCristiane Muenchen
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQOFICINA TEMÁTICA SOBRE O CHÁ DE HORTELÃ-PIMENTA E SEU POTENCIAL USO TERAPÊUTICO
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/711
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho descreve uma das ações desenvolvidas pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto Federal Catarinense – Câmpus Brusque, do curso de Licenciatura em Química, por meio da realização de uma oficina temática sobre o chá de Hortelã-Pimenta (</span><em><span style="font-weight: 400;">Mentha x piperita</span></em><span style="font-weight: 400;">), esta oficina foi aplicada para alunos do 3 ano do Técnico em Química integrado ao ensino médio do IFC Câmpus Brusque, teve como objetivo apresentar o potencial terapêutico do chá de hortelã-Pimenta, identificar saponinas e taninos por meio de um experimento qualitativo e explicar sobre o consumo de chá. A oficina foi estruturada em 4 etapas: elaboração da apresentação com revisão bibliográfica, desidratação das folhas da hortelã-Pimenta, elaboração de um </span><em><span style="font-weight: 400;">folder</span></em><span style="font-weight: 400;"> e realização de um experimento. A desidratação foi realizada em um desidratador a 52 °C durante 6 h, garantindo a preservação dos compostos bioativos e seguida da preparação dos saquinhos de chá. No início da oficina, foi realizado uma apresentação expositiva abordando aspectos históricos, composição química e propriedades farmacológicas da espécie com participação ativa dos alunos na oficina, os estudantes realizaram testes qualitativos para detecção de taninos (via reação com FeCl₃ 2%) e saponinas (formação de espuma persistente). O </span><em><span style="font-weight: 400;">folder</span></em><span style="font-weight: 400;"> informativo produzido pelos bolsistas integrou informações técnicas e comparativas entre o chá e medicamentos sintéticos, reforçando o potencial do uso fitoterápico. Ao término, foram distribuídos saquinhos de chá.A experiência evidenciou a relevância do ensino contextualizado e interdisciplinar, favorecendo a aproximação entre conhecimentos científicos, saberes populares e práticas pedagógicas.</span></p>Paulo MarquesKayan Arcanjo BarrosMeiri Elen DalboscoNívia Raquel Oliveira AlencarAna Merissa dos Santos DamascenoMaria Clara VailatiLucas Eduardo ConradiJoão Luiz Cugiki de AlmeidaHenrique da Veiga RodriguesDra. Vanessa Lima Souza VilarDra. Agnes Thiane Pereira Machado
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMulheres nas Ciências:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/739
<p><span style="font-weight: 400;">As desigualdades de gênero na Ciência ainda persistem como desafio estrutural, refletindo-se também no ensino de Química. Este artigo analisa qualitativamente como as Mulheres nas Ciências são representadas nos trabalhos publicados nas edições XXI e XXII do Encontro Nacional de Ensino de Química. Foram mapeados e examinados nove trabalhos que abordam o tema, considerando elementos como enfoque pedagógico, cientistas mencionadas, tipo de representação e interseccionalidades. São incipientes os trabalhos que discutem o protagonismo feminino na Ciência, com destaque para abordagens históricas, biográficas, críticas e interdisciplinares. Observa-se também a valorização de metodologias ativas e de propostas didáticas que articulam Ciência, arte, cultura e justiça social. A presença de cientistas mulheres diversas, em termos de etnia, área de atuação e contexto, evidencia um esforço de superação das invisibilidades. O estudo contribui para o fortalecimento de práticas pedagógicas e pesquisas que promovam a equidade de gênero e a diversidade no ensino de Química.</span></p>Raquel Trindade RitaRenata Hernandez Lindemann
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA História da Ciência nas questões do ENEM
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/804
<p>O presente estudo investigou como a História da Ciência (HC) é representada nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com foco na visão de cientista. Foram analisadas, de forma minuciosa, as questões da prova amarela de 2009 a 2024, classificando-as segundo a dimensão “quem faz a ciência”, conforme Vidal e Porto (2012), e categorizando-as por área — Química, Física, Biologia ou Interdisciplinar. Os resultados revelaram que a Biologia é a área que mais contempla a HC, apresentando maior frequência de questões que retratam cientistas e seus contextos. Em contrapartida, física e química apresentam menor representatividade. Observou-se que, apesar da presença de elementos históricos, predomina uma visão individualizada e, por vezes, estereotipada do cientista, reforçando a ideia de figuras isoladas na produção do conhecimento. Essa tendência indica a necessidade de ampliar abordagens que evidenciem o caráter coletivo, colaborativo e interdisciplinar da ciência no exame.</p>Carmele Patrícia KunstFelipe Callegari DuctraRosemar Ayres dos SantosFabiane de Andrade Leite
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUma revisão de literatura: A Resolução de Problemas e formação inicial de professores da área de Ciências da Natureza
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/838
<p>Neste trabalho apresenta-se uma revisão de literatura sobre a metodologia da Resolução de Problemas (RP) na formação de professores de Ciências da Natureza. A amostra é constituída por quatro periódicos com estrato Qualis 2017-2020 A1 e A2 da área de Ensino. A revisão foi produzida nos últimos 25 anos, no período compreendido entre 2000 a agosto de 2025. A busca foi realizada no site de cada um dos periódicos e revelou que 55 artigos tratam da metodologia de RP na formação de professores. A pesquisa é de cunho qualitativo e os dados foram produzidos a partir da leitura dos manuscritos e emergiram categorias de análise, a saber: i-Formação inicial utilizando a metodologia de Resolução de Problemas; ii- Formação continuada com ênfase na Resolução de Problemas. A análise da categoria i será apresentada neste trabalho. Foram identificados 29 artigos sobre formação inicial e RP. Os resultados apontam uma série de habilidades que podem ser desenvolvidas com os professores em formação e que a metodologia pode ser tratada nas licenciaturas e expandida na pesquisa, ensino e extensão acadêmica.</p>MARA ELISANGELA JAPPE GoiCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQNeuroeducação no contexto escolar:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/866
<p>A neuroeducação, derivada da neurociência cognitiva, aplica conhecimentos sobre o funcionamento do sistema nervoso central ao contexto educacional, buscando desenvolver estratégias pedagógicas mais eficazes e alinhadas aos processos cerebrais. Seu papel não é substituir referenciais teóricos consolidados, mas complementar práticas já existentes com base em evidências científicas sobre a aprendizagem. Embora recente, seus aportes têm se mostrado significativos na educação. Este estudo teve como objetivo analisar as percepções de pedagogas e professores de Química do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) acerca da neuroeducação. Para isso, utilizaram-se grupos focais <em>on-line</em>, realizados em momentos distintos, envolvendo quatro pedagogas e quatro docentes de Química. Os resultados indicaram três aspectos centrais: desconhecimento conceitual significativo sobre a neuroeducação; reconhecimento da relevância da área para o aprimoramento do ensino e da aprendizagem (mesmo sem o domínio conceitual); persistência de neuromitos, associada à carência de conhecimento científico sobre o tema. Conclui-se que é necessária a ampliação da formação docente para promover a compreensão adequada dos fundamentos e das aplicações da neuroeducação, favorecendo práticas pedagógicas mais embasadas e contribuindo para a superação de concepções neurocientíficas equivocadas. Propõe-se, assim, a realização de ações formativas que estimulem sua incorporação no cotidiano escolar.</p>Mariane FerreiraMarcus Ribeiro
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEnsino de geometria molecular por meio da modelagem com balões
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/892
<p>O ensino de geometria molecular apresenta desafios por envolver conceitos abstratos que transitam entre os níveis de representação da matéria. Este trabalho relata uma proposta didática baseada na modelagem com balões, aplicada em uma disciplina de formação de professores de Química. A atividade consistiu em representar moléculas, modelando-as com a utilização de balões de aniversário. Participaram dez licenciandos, que inicialmente demonstraram concepções incompletas ou equivocadas sobre ligação química e geometria molecular. Após a atividade, foram observados avanços na compreensão das geometrias moleculares e na identificação das limitações do modelo. Conclui-se que a modelagem com balões pode favorecer a aprendizagem e a prática reflexiva na formação de futuros professores de Química.</p>Daniel TelicheveskyMauricius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstratégias de Leitura de Textos de Divulgação Científica no Ensino de Ciências: Experiências de Participantes de um Grupo de Leitura
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/916
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho tem como temática central a leitura no Ensino de Ciências. Apresenta um olhar para estratégias de leitura que foram utilizadas por participantes do Grupo de Leitura Interativa de Textos de Divulgação Científica (TDC). Os resultados foram obtidos a partir da análise qualitativa proposta por Lüdke e André (1998). Foram analisados 21 trabalhos publicados entre 2020 e 2024, identificaram-se diferentes combinações de práticas envolvendo leitura, escrita, oralidade e outros recursos. Nas estratégias de leitura, a combinação mais frequente foi leitura e escrita, seguida por leitura, escrita e oralidade, evidenciando o papel da leitura e da escrita como principais ferramentas de consolidação conceitual, e da oralidade como promotora de interação e construção coletiva do conhecimento. Os resultados também indicaram o papel essencial do professor como mediador, capaz de transformar a leitura, mesmo quando isolada, em um momento formativo e reflexivo. Conclui-se que a inserção intencional e diversificada da leitura de TDC no ensino de Ciências contribui para a formação de leitores críticos e para o fortalecimento da prática docente, alinhando-se aos desafios contemporâneos da educação científica.</span></p>BRUNA FERNANDA SCHMITZMÁRCIA SANTOS DA SILVAJONATHAN GRÜTZMANN FINJUDITE SCHERER WENZEL
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRPG Missão Andrômeda: uma proposta de recurso didático para o ensino de química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/936
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho apresenta a proposta de um recurso didático que propõe o desenvolvimento de um RPG educacional, denominado Missão Andrômeda, para o ensino de química. A iniciativa busca oferecer uma alternativa lúdica para o ensino de conteúdos por meio de uma narrativa de ficção científica em que a humanidade precisa deixar a Terra e colonizar um planeta distante. Parte-se do entendimento de que o ensino de química no ensino médio ainda enfrenta obstáculos como a abstração dos conceitos e a predominância de práticas tradicionais, que limitam o envolvimento dos estudantes. O jogo, a ser desenvolvido, colocará os participantes no papel de exploradores espaciais e os desafiará a resolver situações-problema que exigem a aplicação de conceitos como reações químicas e identificação de substâncias. A proposta será planejada em detalhes e validada junto a turmas do ensino médio, com previsão de avaliação por questionários e observações do método. Acredita-se que, quando implementado, o recurso contribua para despertar a curiosidade científica, estimular o pensamento crítico e favorecer a integração entre química e outras áreas do conhecimento, tornando o aprendizado mais significativo e colaborativo.</span></p>Helen Manes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQLivro Didático e Consciência Crítica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/669
<p>Este trabalho tem como finalidade investigar se o livro didático Ser Protagonista – Volume Único incorpora a perspectiva CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) na abordagem dos conteúdos de Química. Para alcançar esse objetivo, partimos de uma pesquisa qualitativa de caráter documental baseada na análise do material presente na obra. Ao longo do estudo, foi possível perceber que os autores se esforçam para estabelecer conexões entre os avanços científicos e as transformações tecnológicas, contextualizando essas relações dentro das temáticas apresentadas. Nota-se que a obra evidencia, em diversos momentos, elementos fundamentais da abordagem CTS, ao destacar que o desenvolvimento científico e tecnológico está ligado às demandas da sociedade. Além disso, observou-se a presença de discussões sobre sustentabilidade e cidadania, indicando uma tentativa de despertar no estudante uma consciência crítica frente às implicações da ciência no cotidiano. Dessa forma, pode-se considerar que a obra apresenta traços significativos da abordagem CTS em sua estrutura didática.</p>Caroline Pereira RoldãoKarina Lotz SoaresJaqueline Ritter
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQBiocombustíveis e Sustentabilidade Inseridos na Educação Ambiental de Estudantes do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/700
<p><span style="font-weight: 400;">O descarte inadequado de óleo residual é uma adversidade que impacta significativamente o meio ambiente. Em conjunto com a dependência de combustíveis fósseis, o cenário fica ainda mais agravante, por isso a educação ambiental é um agente indispensável e eficiente para o combate a esses materiais nocivos. Essa abordagem se faz ainda mais necessária em ambientes como o ensino médio integrado a cursos técnicos, visto que seus estudantes serão profissionais a curto prazo e necessitam possuir consciência da responsabilidade ambiental. Além disso, a abordagem CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente) se torna uma aliada a essa conscientização, já que prioriza os estudantes como sujeitos críticos, relacionando o conhecimento científico a problemas do contexto dos estudantes. Com base nisso, 50 estudantes do ensino médio integrado participaram da pesquisa, que em primeiro momento propôs uma sensibilização acerca do descarte inadequado de óleo residual e incentivo à sua coleta para produção de biodiesel. A baixa adesão na coleta de óleos residuais foi um dos resultados encontrados, o que gerou a necessidade da aplicação de um questionário que pudesse elucidar este fato. Os dados coletados no questionário foram interpretados para readequar uma nova abordagem a fim de estimular a educação ambiental proposta neste estudo.</span></p>Douglas Luís Riva FrozzaViviane Terezinha Sebalhos Dal MolinMelina de Azevedo MelloMarco Aurelio Garcia BandeiraLeandro Marcon Frigo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEpistemologia e educação
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/723
<p>Este trabalho investiga a relação entre Química, Epistemologia e Educação, analisando como essa articulação pode contribuir para uma prática docente mais crítica e transformadora. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou entrevistas semiestruturadas com dois professores do curso de Química Licenciatura, denominados simbolicamente de Ferro (Físico-Química) e Carbono (Química Inorgânica). As entrevistas exploraram concepções sobre ciência, conhecimento científico, propósitos do ensino de Química e identidade profissional dos docentes. Os resultados revelaram diferentes perspectivas epistemológicas: enquanto Ferro compreende a ciência como busca pela verdade, Carbono a vê como conhecimento populacional oriundo da vivência. A análise demonstrou que a Química, quando articulada com reflexões epistemológicas, transcende aspectos meramente técnicos, tornando-se instrumento de transformação social e formação crítica. O estudo conclui que a união entre ciência e educação, fundamentada no diálogo freireano, promove o desenvolvimento do pensamento crítico e práticas pedagógicas mais contextualizadas, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e reflexivos na construção de saberes emancipadores.</p> <p> </p>Jaqueline RitterRichard Ferreira Freitas da SilvaJurema Ferreira Freitas Josi Ferreira Freitas da SilvaCamila Ferreira Freitas FonsecaDiúli de Seta Lopes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAprendizagem cooperativa e as questões ambientais:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/747
<p>Essa investigação baseia-se na Teoria sociointeracionista de Vygotsky e da aprendizagem cooperativa como pressupostos para aprimorar o ensino e a aprendizagem de química. Nesse sentido, o objetivo consiste em analisar as percepções de alunos do primeiro ano do ensino médio sobre uma proposta de aprendizagem cooperativa - <em>Jigsaw</em> - para o estudo de óxidos. A proposta mediada pela elaboração de casos que versavam sobre problemas ambientais foi desenvolvida em uma turma de 1° ano do ensino médio de um colégio privado da região Sul Fluminense/RJ. Os dados constituídos são provenientes de um questionário do tipo Likert, respondido pelos alunos posteriormente à atividade, o qual continha questões sobre a organização da metodologia, a mediação do professor e os casos elaborados. Os resultados evidenciaram aceitação (entre 70 e 90%) no que refere ao método empregado, com ênfase no papel de mediação do professor no processo. Destacam-se na proposta aspectos como desenvolvimento de trabalho em grupo, autonomia, comunicação oral e tomada de decisão, ações importantes e necessárias na formação do estudante da Educação Básica.</p>Pitias Eduardo da SilvaNatany AssaiViviane ArrigoEverton Bedin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAnálise das matrizes curriculares dos cursos de licenciatura em Química do Rio Grande do Sul
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/817
<p>Este trabalho analisa as matrizes curriculares dos cursos de Licenciatura em Química da Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), identificados por habilitarem para Química e Ciências. A pesquisa, qualitativa e documental, examinou Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) e suas estruturas curriculares, expondo diferentes perfis formativos: a UPF enfatiza a base técnico-científica, a UFFS busca equilíbrio entre conteúdos específicos e práticas pedagógicas e a UFSM adota perspectiva integradora. Apesar das particularidades, observa-se uma fragilidade comum na carga horária de áreas correlatas, especialmente Biologia, dificultando a formação de docentes para o ensino integrado de Ciências, conforme propõe a BNCC. Conclui-se que a diversidade curricular expressa riqueza, mas também heterogeneidade, reforçando a necessidade de políticas e diretrizes nacionais mais claras para garantir qualidade e equidade na formação de professores de Ciências e Química.</p>Giovanni Zarpelon RibeiroDaniel das Chagas de Azevedo RibeiroCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Presente da vida: uma sequência didática sobre conscientização e preservação da água.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/852
<p class="tm6"><span class="tm8">O presente artigo traz um relato de experiência sobre a aplicação de uma Sequência Didática desenvolvida no contexto do PIBID, em uma turma do segundo ano do médio, junto a um colégio estadual localizado na cidade de **********. A proposta foi realizada no âmbito da disciplina eletiva “trilha da sustentabilidade”; tendo como foco principal “a água em nosso cotidiano”. O objetivo principal da Sequência foi promover uma visão crítica e reflexiva sobre o uso da água tratada, sua presença nas atividades humanas (especialmente urbanas e industriais) e sua relação com a sustentabilidade. A abordagem metodológica envolveu rodas de conversa, atividades investigativas e de auto-reflexão, visitas técnicas e produção de materiais para a feira de ciências. O uso do enfoque CTSA foi utilizado dentro do contexto da elaboração da Sequência Didática ao tentar contextualizar conteúdos e conceitos científicos à realidade de cada participante, a fim de vincular experiências cotidianas e conhecimento escolar, juntando soluções teóricas e do dia a dia. </span></p>Adrian Felipe Wegner SchulzNatália Berndt PerlebergViviane MacielElisane Dutra LucasPatricia CeronCristiano Buss
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDo Conceito à Prática: A Importância das Atividades Experimentais no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/905
<p><strong>Resumo: </strong><span style="font-weight: 400;">A potencialidade da experimentação no ensino de Química é consenso no meio acadêmico, no entanto essa abordagem metodológica é ainda pouco utilizada no contexto da educação básica. Nesse sentido, este trabalho relata a realização de um conjunto de atividades experimentais realizadas em uma escola pública, vinculada ao projeto PIBID Química. Metodologicamente ancorados na pesquisa-ação, a partir da observação da realidade, planejou-se e implementou-se três experimentos (cromatografia em papel, torre de líquidos e teste de chama). O público alvo consistiu em 3 turmas do primeiro ano do ensino médio, sendo que cada experimento teve um tempo didático de 50 minutos. Os dados foram coletados no diário de bordo do pesquisador e a partir dos relatos dos estudantes. Durante as aulas experimentais, pode-se perceber um maior envolvimento dos alunos, que exploraram as temáticas abordadas numa perspectiva ativa e crítica. A abordagem metodológica propiciou aos mesmos construírem o conhecimento a partir das observações realizadas e das discussões com os colegas e com o pesquisador, tornando-os mais autônomos de sua aprendizagem através do pensamento científico. </span></p>Rafael Menezes Costa da SilvaCláudia Smaniotto Barin Jossiele Wesz LeitempergerDouglas Luís Riva FrozzaMaria Clara Leal da SilvaLeonardo Toaldo LesinaBeatriz Caminha Melo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO que irá proteger as mulheres negras?
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/925
<p>Este trabalho tem como intuito realizar uma análise dialógica-discursiva do curta-metragem <em>Corrosão</em> (2023) – dirigido e roteirizado por Megalyn Ann Echikunwok, mulher negra norte-americana, aqui considerada autora-criadora – ancorado nos pressupostos do Círculo de Bakhtin acerca da linguagem e nas contribuições de intelectuais negras, como Conceição Evaristo. Nos orientamos pelo questionamento: O que irá proteger as mulheres negras? A metáfora da corrosão é mobilizada para problematizar a condição de mulheres negras na sociedade e a responsabilidade da Educação e da Ciência diante desse cenário. Para tal, acompanhamos a trajetória de Gemina May, uma escritora negra que enfrenta as consequências de uma violência obstétrica e inicia um processo de “corrosão” – físico e metafórico – interrompido apenas quando ela retoma a escrita, aqui compreendida como prática peculiar, mas social e política. Por fim, almejamos que essas reflexões, articuladas ao debate sobre a construção do conhecimento científico e o racismo científico, contribuam para pensar novas formas de ensinar química, especialmente a partir de uma perspectiva antirracista</p>Denise Caroline de Souza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Estudo de Caso
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/945
<p>Este trabalho foi desenvolvido por discentes do curso de Licenciatura em Química do quinto semestre, na disciplina de Metodologia para o Ensino de Química. Baseados na metodologia de Queiroz e Sotério.</p>Jocasta Araujo SoaresAdemir Dos Santos bilhava (iC)Yasmin Amaro da Silva (IC)Nathalia Berndt Peleberg (IC),Viviane Maciel da Silva¹ (PQ).
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAs habilidades contemporâneas na elaboração de problemas de termoquímica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/680
<p>O presente estudo busca investigar como a elaboração de problemas de termoquímica possibilitam desenvolver as habilidades relacionadas aos 4Cs - pensamento crítico, colaboração, criatividade e comunicação. Depreende-se que uma habilidade permeia cinco indicadores genéricos (conhecimento, cognição ativa, conação, afetividade e capacidade sensório-motor). Dentre três problemas elaborados para abordar termoquímica, optou-se em analisar P2, que aborda conceitos de reações endotérmicas e exotérmicas, previsto para contemplar três habilidades - pensamento crítico, colaboração e comunicação. O problema foi avaliado por meio de um questionário eletrônico, com 15 assertivas do tipo Likert, respondido por 24 participantes de um grupo PIBID. Os resultados apontaram a pertinência das três habilidades, com destaque para pensamento crítico, e scores satisfatórios para a maioria dos indicadores, com exceção ao sensório-motor. Na tentativa de sistematização, apresentou-se um modelo representativo para ilustrar as habilidades e os graus de intensidade dos respectivos indicadores em P2. Reitera-se a relevância do planejamento do professor na escolha de atividades e o papel da elaboração de problemas como caminho potencial com vistas ao desenvolvimento da habilidade desejada.</p>Natany AssaiMylena Rodrigues MachadoEverton Bedin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAs características da linguagem da Ciência nos processos de ensinar e aprender
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/736
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa aborda a linguagem da Ciência na formação inicial de professores de Ciências/Química. Tendo em vista o objetivo de investigar e potencializar as compreensões dos licenciandos acerca da linguagem da Ciência e sua relação com os processos de ensinar e aprender, planejou-se e realizou-se uma intervenção com 14 licenciandos de Ciências Biológicas e Química. Os diálogos potencializados em duas aulas (A4 e A5) compõem o </span><em><span style="font-weight: 400;">corpus</span></em><span style="font-weight: 400;"> de análise da pesquisa. Pela via na Análise Textual Discursiva (ATD) chegamos a 69 Unidades de Significado (US), 11 categorias iniciais e duas intermediárias, sendo que a categoria intermediária “</span><em><span style="font-weight: 400;">A linguagem e suas representações como potencial para o aprendizado</span></em><span style="font-weight: 400;">” constitui os resultados e discussões do estudo. Essa categoria possibilitou um diálogo acerca da importância da apropriação e significação da linguagem específica da Ciência, apenas ao compreender essa linguagem é possível desenvolver um pensamento científico abstrato, que permite “visualizar” entidades submicroscópicas da Ciência/Química. A atenção para as características da linguagem e suas representações é primordial para qualificar os processos de ensino e de aprendizagem. Nesse sentido, é posta a necessidade de buscar essa atenção já na formação inicial de professores, constituindo futuros professores comprometidos com o Ensino de Ciências/Química.</span></p>Daniéli Vitória Goetz PauliSinara MünchenJudite Scherer Wenzel
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPerfil Epistemológico e Interações Intermoleculares: contribuições da epistemologia de Bachelard para o Ensino de Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/767
<p>O presente trabalho busca articular a epistemologia de Gaston Bachelard ao Ensino de Química, tomando como exemplo o conceito de Interações Intermoleculares. Para o autor, o conhecimento científico não se constrói de modo linear, mas por rupturas e avanços progressivos, compreendidos a partir do Perfil Epistemológico. Esse perfil é composto por cinco zonas filosóficas: Realismo Ingênuo, Empirismo, Racionalismo Clássico, Racionalismo Completo e Racionalismo Discursivo, que representam diferentes níveis de compreensão conceitual. Ao relacionar tais zonas ao ensino de Interações Intermoleculares, observamos que o entendimento acerca desse conceito pode transitar de explicações simplistas, baseadas no senso comum, até formulações abstratas, sustentadas por modelos matemáticos e teorias físicas. Assim, concepções consideradas equivocadas podem ser entendidas como momentos legítimos de um percurso formativo. O Realismo Ingênuo traduz-se em interpretações imediatas, enquanto o Empirismo valoriza dados experimentais. Já o Racionalismo Clássico organiza explicações sistemáticas, o Racionalismo Completo introduz revisões dinâmicas e o Racionalismo Discursivo amplia a abstração teórica. Esta perspectiva evidencia que o Ensino de Química deve reconhecer os diferentes modos de aprofundamento conceitual, promovendo transições graduais rumo a uma compreensão científica mais elaborada, crítica e aprofundada.</p>Fernanda Karolaine Dutra da SilvaMichael Costa da Rosa Vitória Silveira da Silva Alessandro Cury Soares Bruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRodas de Conversa na Educação
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/829
<p>Este trabalho apresenta uma revisão de literatura sobre o uso das rodas de conversa como metodologia pedagógica no contexto educacional brasileiro. Fundamentada na perspectiva sociointeracionista de Vygotsky e destaca a importância do diálogo e da interação social para a construção coletiva do conhecimento e o desenvolvimento cognitivo. A partir da análise qualitativa de 10 trabalhos, compostos por teses e dissertações, publicados nos últimos dez anos no Catálogo da CAPES, foram identificadas três principais categorias de aplicação: na formação docente, na Educação Infantil e na promoção da criticidade. Os resultados evidenciam que as rodas de conversa favorecem a partilha de saberes, fortalecem o senso de pertencimento, estimulam a oralidade e promovem a autonomia dos participantes. Na formação de professores, constituem um espaço de escuta e reflexão sobre práticas pedagógicas; na Educação Infantil, ampliam a participação das crianças como sujeitos ativos; e, na construção da criticidade, possibilitam o exercício do pensamento reflexivo e argumentativo. Apesar dos desafios, como a centralidade do professor e a necessidade de mediação qualificada, as rodas de conversa se consolidam como práticas inclusivas e humanizadoras, capazes de transformar o processo de ensino e aprendizagem em um encontro dialógico, democrático e emancipador.</p>Laiany MotaCarlos MachadoMara Goi
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA regulação metacognitiva no ensino médio: uma análise a partir de uma oficina pedagógica.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/864
<p>Diante da importância da regulação metacognitiva para que o aluno otimize o uso de seus recursos cognitivos, o presente estudo analisou a aplicação de uma oficina pedagógica, com a temática das emoções, como meio para avaliar a manifestação da regulação metacognitiva de estudantes do ensino médio na disciplina de química. Trata-se de um estudo de natureza aplicada, com objetivo exploratório-descritivo, abordagem mista e procedimento de intervenção pedagógica, que contou com a participação de 18 alunos de uma escola em Curitiba/PR. Os dados, obtidos por meio de observação participante e questionário online, foram analisados a partir do cálculo das médias e desvios-padrão das assertivas em escala Likert, além da análise qualitativa pelo método indutivo, considerando as cinco dimensões da regulação metacognitiva. Os resultados evidenciaram habilidades relacionadas à gestão da informação, ao monitoramento da compreensão sobre o conteúdo abordado e à capacidade de estabelecer relações entre conhecimentos prévios e novos saberes. No entanto, foram observadas dificuldades nas dimensões de planejamento e depuração, indicando que nem todos os participantes organizaram adequadamente seus pensamentos, antes de responder ou revisar conceitos confusos ao longo da oficina. Dessa forma, a pesquisa evidenciou o potencial das oficinas pedagógicas para fomentar a regulação metacognitiva no ambiente escolar.</p>Helena da Rosa GaleskiEverton BedinAline LubyiCintia Souza João BrugnerottoThayse Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQSALTOS QUÂNTICOS AO ALCANCE DAS MÃOS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/889
<p>Neste trabalho, discutimos a importância de uma educação inclusiva, crítica e criativa no ensino de Química, fundamentada nas diretrizes da BNCC e nos princípios dos Direitos Humanos. Defendemos que o ensino deve valorizar a diversidade, estimular a curiosidade intelectual, promover múltiplas formas de expressão e possibilitar aprendizagens significativas. Nesse contexto, apresentamos um material instrucional, por nós denominado “faixa quântica”: um modelo didático sensorial que representa os saltos quânticos de elétrons por meio de uma faixa elástica, permitindo ao estudante vivenciar corporalmente conceitos abstratos. A atividade foi aplicada em uma turma de Ensino Médio, incluindo um estudante com deficiência intelectual, e demonstrou favorecer a compreensão do conteúdo, o engajamento e a construção de analogias científicas. Entende-se que, com a utilização de materiais didáticos inclusivos, de forte apelo sensorial, contribuímos para reduzir as barreiras de aprendizagem, fortalecemos a formação docente e aproximamos universidade, escola e comunidade, promovendo uma educação mais justa, acessível e significativa.</p>Ana Laura WendlantJulieta Saldanha de OliveiraLarissa Mota Pinto
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstudo de Caso como método de avaliação operacional em plantas de cloro-soda
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/913
<p>Este trabalho apresenta a aplicação de um estudo de caso, como instrumento de avaliação de desempenho em uma área industrial de produção de químicos (cloro-soda). Participaram quatro operadores de campo, selecionados por prova teórica, que resolveram um caso elaborado a partir de situações reais sobre o aumento gradativo da pressão de cloro. A matriz de avaliação contemplou seis aspectos: compreensão do problema, análise de dados de processo, formulação de hipóteses, tomada de decisão, segurança de processo e comunicação/justificativa. Os operadores defenderam suas decisões e expuseram as soluções para o caso por meio de uma apresentação oral. Os resultados indicam diferenciação clara de desempenho entre os participantes, com melhor rendimento para aqueles que articularam dados de processo, raciocínio causal e barreiras de segurança. Evidenciaram-se também lacunas recorrentes em segurança de processo, sugerindo necessidade de formação específica e integração entre campo e sala de controle. Assim, o estudo de caso integrou formação e avaliação em contextos de alta complexidade, permitindo juízos confiáveis sobre competências técnicas e comportamentais. A proposta é replicável para seleção, qualificação e progressão de operadores que migram para a função de operador de painel, contribuindo para a confiabilidade operacional e a cultura de segurança.</p>Monique de Souza RosaMaurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPráticas experimentais no ensino de Ciências: contribuições para a alfabetização científica no Ensino Fundamental.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/934
<p><span class="TextRun SCXW229739021 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW229739021 BCX0">Resumo:</span></span><span class="TextRun SCXW229739021 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW229739021 BCX0"> A utilização de práticas experimentais no ensino de Ciências se apresenta como estratégia eficaz para promover a alfabetização científica desde os primeiros anos escolares. O presente trabalho relata uma experiência com crianças do ensino fundamental, na qual foram explorados conceitos relacionados às mudanças de estado físico da água e à densidade de substâncias. A atividade foi conduzida de maneira lúdica e contextualizada, utilizando gelo colorido com suco em pó, água em diferentes temperaturas e óleo de cozinha para demonstrar diferenças de densidade. Observou-se elevado nível de engajamento e encantamento das crianças, que reagiram com curiosidade e espontaneidade, levantando questionamentos sobre os fenômenos observados, como a formação do vapor e a não miscibilidade entre óleo e água. Tais reações evidenciam indícios de alfabetização científica, uma vez que o interesse e o questionamento são elementos centrais no desenvolvimento do pensamento científico. Fundamentada em autores como </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW229739021 BCX0">Chassot</span><span class="NormalTextRun SCXW229739021 BCX0"> (2009), Piaget (1975) e </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW229739021 BCX0">Sasseron</span><span class="NormalTextRun SCXW229739021 BCX0"> e Carvalho (2011), a experiência demonstra que o ensino de Ciências, quando associado a ludicidade e ao cotidiano dos estudantes, favorece a construção de conhecimentos, desperta a curiosidade e contribui para o protagonismo infantil no processo de aprendizagem.</span></span><span class="EOP SCXW229739021 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":0,"335559738":120,"335559739":120,"335559740":240}"> </span></p>Lucia Regina Nakasawa Kobus
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQInclusão no Ensino de Ciências e Química: um desafio formativo em construção
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/667
<p>A Inclusão Escolar é um desafio e uma urgência na formação docente, especialmente no ensino de Ciências e Química. Este estudo analisa as percepções de licenciandos em Química acerca da inclusão, a partir de uma oficina formativa realizada durante a Semana Acadêmica da Escola de Química e Alimentos de uma Universidade Federal do sul do Brasil, no primeiro semestre de 2025. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, utilizou questionários abertos aplicados antes e após a oficina como instrumento metodológico e também avaliativo. O tratamento dos dados, baseou-se na Análise Textual Discursiva (ATD) e revelou três categorias emergentes: Sentido e Importância da Formação em Inclusão; Desafios e limites da inclusão e Construção de práticas inclusivas. Os resultados fundamentam-se em Vigotski (2001) e apontam que os participantes, inicialmente inseguros e com compreensões restritas sobre o tema, passaram a reconhecer a inclusão como parte essencial do processo educativo. A oficina possibilitou a ressignificação de conceitos e práticas, promovendo reflexões sobre o papel do professor como mediador do conhecimento em contextos diversos. Conclui-se que espaços formativos que integrem teoria, prática e vivência são fundamentais para preparar futuros docentes para uma atuação mais empática, crítica e comprometida com uma educação verdadeiramente inclusiva.</p>Daiana Rebeca de Lima BauerBruna Botelho SilvaJaqueline Ritter
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDo Abstrato ao Concreto: A Utilização de Modelos Atômicos Comestíveis na construção do Processo de Ensino e Aprendizagem em Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/716
<p>Este trabalho relata uma experiência pedagógica inovadora com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, utilizando a construção de modelos atômicos comestíveis para facilitar a compreensão dos conceitos abstratos da atomística. Frente aos desafios do ensino de Química, especialmente na visualização da estrutura atômica e na evolução dos modelos científicos, a atividade propôs a construção concreta dos modelos de Dalton, Thomson, Rutherford e Bohr com materiais comestíveis, promovendo uma aprendizagem ativa, interdisciplinar e significativa. A metodologia qualitativa adotou práticas construtivistas, valorizando o protagonismo dos estudantes e a mediação docente. Os resultados indicam que a manipulação dos modelos possibilitou a internalização dos conceitos científicos e a reflexão sobre a natureza provisória e histórica do conhecimento químico. Além disso, a atividade estimulou a criatividade, o trabalho colaborativo e o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos. Alinhada às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, a proposta reforça a importância de metodologias ativas e recursos concretos no ensino de Ciências, contribuindo para a alfabetização científica e a formação de cidadãos críticos. Recomenda-se a ampliação dessas práticas para tornar o ensino da Química mais acessível, significativo e contextualizado, especialmente aos estudantes do Ensino Fundamental.</p>Nycollas Stefanello Vianna
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO estudo dos compostos inorgânicos e dos gases em aulas de Química: oportunidades para ensinar e aprender sobre o dióxido de carbono.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/745
<p>Este trabalho é um relato de experiência que descreve o desenvolvimento de uma sequência didática (SD) sobre compostos inorgânicos e gases, com foco no dióxido de carbono, para estudantes de um curso Técnico em Meio Ambiente. A SD foi elaborada com base na tipologia de Zabala (2014), abordando conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. As atividades foram realizadas durante um estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). As estratégias pedagógicas incluíram experimentos, leitura de textos científicos, aulas expositivas-dialogadas e exercícios de revisão, visando proporcionar a compreensão dos conceitos, bem como desenvolver habilidades práticas e atitudinais. O foco no gás dióxido de carbono e sua relação com as mudanças climáticas buscou aproximar a química da realidade dos alunos. Nas atividades, realizadas em grupos, e nas discussões sobre textos científicos e eventos climáticos, os alunos demonstraram engajamento. A experiência reforçou que a prática docente deve favorecer a reflexão e tomada de consciência dos estudantes sobre as questões socioambientais, para enfrentarem os desafios globais</p>Fátima ComiottoNathália Marcolin SimonCamila Greff PassosMaurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Ambiental na formação inicial de professores de Química:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/755
<p><span style="font-weight: 400;">A interlocução da Educação Ambiental (EA) na formação de professores de Química permite a construção de práticas educativas revolucionárias, tornando-as espaços/tempos para (re)pensar os processos de ensino e aprendizagem. Dessa forma, o presente estudo investigou a presença da EA na formação inicial de professores de Química de uma instituição de Ensino Superior pública gaúcha. A pesquisa, de natureza qualitativa, ocorreu com 25 licenciandos advindos da primeira turma pós reformulação curricular, atendendo às exigências Diretrizes Curriculares Nacionais de formação docente de 2015. A análise permitiu constatar que a EA aparece de modo escasso no currículo estudado, identificada como pontual e superficial frente às exigências por uma EA crítica e transformadora na contemporaneidade. Apesar disso, foi reconhecida como essencial para a formação comprometida com a redução de desigualdades e a emancipação dos estudantes nos processos educativos em Química, ressaltando sua importância de presença e abrangência nos currículos. Conclui-se que, na formação docente inicial, tomando como partida o curso em estudo e os resultados apresentados, ainda faltam propostas para consolidar a ambientalização nas licenciaturas em Química.</span></p>André SlavieroAline Sobierai Ponzoni Maurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQParticipação e premiação feminina e de estudantes de escolas públicas em olimpíadas de química no ano de 2024.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/815
<p>O Programa Nacional Olimpíadas de Química (PNOQ) contribui para divulgação e popularização da ciência, por ser capaz de levar temas científicos da atualidade a locais que, muitas vezes, não são atingidos por outras ações, geralmente mais focadas em centros urbanos de grande e médio porte. Este estudo de caso educativo e avaliativo busca compreender uma ação educativa, avaliando o PNOQ no que se refere à participação e premiação feminina e de estudantes de escolas públicas em 2024. Observou-se que a participação feminina nas olimpíadas de química se reduz à medida que se progride da olimpíada de ensino fundamental até as olimpíadas internacionais e que, para os estudantes de escolas públicas, o comportamento é semelhante. No que se refere à premiação, os dois grupos têm comportamento análogo, diminuindo sua participação nas premiações à medida em que se progride na escolaridade. Esses achados não são um fenômeno isolado, pois guardam correlação com a presença de mulheres em espaços estratégicos da sociedade e com os resultados de escolas públicas em exames como o Enem. Os resultados apontam para a necessidade de ações de capacitação docente e discente, de estímulo à participação e de fomento à premiação dos dois segmentos estudantis analisados.</p>Tania Denise Miskinis SalgadoNilce Viana Gramosa Pompeu de Sousa Brasil
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDa Cozinha para a Sala de Aula: A Separação da Caseína como Ferramenta de Aprendizagem Significativa
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/850
<p>A ausência de contextualização no ensino de Química é um dos fatores que contribui para as dificuldades dos estudantes em se interessarem pelo aprendizado dos conceitos químicos, pois desconexos da realidade escolar eles tendem a ser desprovidos de significado prático. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de implementação de um experimento de baixo custo com materiais do cotidiano dos estudantes. Após a verificação da pouca participação dos mesmos em sala de aula, apoiados na pesquisa-ação, planejou-se e implementou-se, no âmbito do PIBID, uma prática envolvendo a separação da caseína. O público alvo consistiu de 40 estudantes do Ensino Médio, de uma escola pública estadual do Estado do Rio Grande do Sul, os quais participaram da aula experimental, a supervisora PIBID, uma estagiária e três pibidianos. A aula transcorreu num tempo didático de 45 minutos. Durante a atividade foi perceptível a curiosidade e o engajamento dos estudantes, que envolveram-se ativamente na mesma, participando de forma dialógica com a professora e os pibidianos. </p> <p> </p>Pedro Emilio Mastella Dal FornoClaudia BarinVânia Pivetta
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Química dos sentidos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/901
<p>Experiências sensoriais podem conectar-se aos conceitos teóricos e associar-se à disciplina de Química, auxiliando no enfrentamento de sua abstração. Com o intuito de abordar essas concepções e contribuir para o processo de alfabetização científica, pibidianos do núcleo de Química elaboraram o planejamento de mostras científicas de caráter extensionista, optando por abordagens sensoriais. O objetivo é mitigar o surgimento de barreiras entre o conhecimento empírico e o conhecimento científico. A análise qualitativa, realizada por meio das fichas extensionistas e dos registros nos diários de campo, focou no planejamento das estratégias. Os resultados indicam que as propostas multissensoriais têm potencial para estimular o pensamento crítico e fortalecer a aprendizagem significativa, vinculando a química ao cotidiano. Além disso, o processo de planejamento enriqueceu a formação docente dos graduandos, alinhando-se aos princípios freirianos de educação libertadora. Conclui-se que a abordagem sensorial, conforme planejada, mostra-se promissora para desmistificar os estereótipos da química, tornando-a acessível e relevante para alunos do ensino fundamental.</p>Cássia Caroline de Freitas da RosaMaria Eduarda R.S MatescoBruna A. Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQIMPLEMENTAÇÃO DE MELIPONÁRIO EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO/RS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/922
<p>Neste artigo, investiga-se a implementação de um meliponário didático em uma escola pública de São Leopoldo/RS em contexto de vulnerabilidade socioambiental. Na introdução, contextualiza-se a Educação Ambiental Crítica no Brasil e seus desafios em territórios marcados por exclusões, amparados pela Lei 9.795/1999. Em seguida, apresentam-se objetivos gerais e específicos voltados à análise das práticas pedagógicas, à valorização da biodiversidade local e ao enfrentamento do apagamento das Abelhas sem Ferrão nos currículos. O estado da arte revisita fundamentos da EAC e estudos de meliponicultura didática, destacando as AsF como co-agentes educativos. A seção metodológica descreve uma abordagem qualitativa baseada em estudo de caso, com imersão no do autor no ambiente escolar. No relato sobre o Meliponário Edilinha, detalham-se a inauguração, as espécies mantidas e o manejo das colmeias. As práticas pedagógicas polinizadas abrangem visitas guiadas, oficinas formativas, atividades sensoriais e ações de recuperação ambiental pós-enchente. Por fim, a discussão articula currículos e colmeias, enfatizando interdisciplinaridade e descolonização do olhar sobre a natureza, sem antecipar resultados ou conclusões.</p>Gabriel Deli Lopes MenegazziSaul Benhur Schirmer
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA QUÍMICA POR TRÁS DOS SABORES: PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA INVESTIGATIVA COM O USO DA ABORDAGEM POE ("Prever, Observar, Explicar")
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/677
<p>Este trabalho apresenta uma proposta de sequência didática investigativa no ensino de Química, centrada na temática dos sabores e fundamentada na abordagem POE (Prever, Observar, Explicar). A proposta foi aplicada em uma turma de 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública e buscou integrar conteúdos de Química Orgânica, propriedades sensoriais dos alimentos e práticas experimentais além de trabalhar aspectos da gastrofísica com os estudantes. A metodologia adotada incluiu a realização de experimentos sensoriais e aplicação de questionários do tipo Likert, cujas respostas foram analisadas com auxílio da lógica <em>fuzzy</em>. Os resultados apontam para um aumento no interesse dos alunos pelas aulas de Química ao ter contato com atividades experimentais, além de evidenciar avanços na compreensão de conceitos relacionados à química dos sabores. A aplicação da abordagem POE mostrou-se eficaz na promoção da aprendizagem significativa, no estímulo ao pensamento crítico e na contextualização do conteúdo científico, tornando as aulas mais atrativas e conectadas ao cotidiano dos estudantes. Conclui-se que a proposta desenvolvida contribuiu para uma prática pedagógica mais reflexiva, inovadora e alinhada aos princípios da alfabetização científica.</p>Lara das Dores Santana
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAvaliação da aprendizagem a partir da criação de personagens: um caso de avaliação de Ligações Químicas no Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/705
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho relata uma sequência didática ministrada por licenciandos em Química do Instituto Federal Catarinense - Câmpus Brusque, na qual foi aplicada uma estratégia diferenciada de avaliação da aprendizagem para o conteúdo de Ligações Químicas. A aplicação ocorreu com duas turmas de primeiro ano do Curso Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio da mesma instituição, no componente curricular de Química Inorgânica I, com duas aulas semanais consecutivas durante quatro semanas. A atividade avaliativa consistiu na criação de personagens que deveriam possuir características que remetessem aos conceitos trabalhados durante o conteúdo de Ligações Químicas. Por meio da pesquisa documental dos materiais avaliativos entregues pelos estudantes e com base nos critérios adotados, a presença das características das ligações usadas em cada um dos personagens e o raciocínio usado na adaptação do conceito químico para as características do personagem, os trabalhos em classificados em três categorias: desenvolveram as aprendizagens pretendidas; desenvolveram superficialmente as aprendizagens pretendidas; e não desenvolveram as aprendizagens pretendidas. Concluiu-se que o instrumento avaliativo alcançou seus objetivos, em vista do êxito satisfatório apresentado pelos estudantes. Recomenda-se para futuras aplicações desta estratégia: destinar tempo para os estudantes montarem os personagens em sala de aula; diminuir o número de personagens por estudante; abarcar uma gama maior de conteúdos para compor os personagens; e incorporar a multidisciplinaridade.</span></p>João Luiz Cugiki de AlmeidaHenrique da Veiga RodriguesLucas Eduardo ConradiCladecir Alberto Schenkel
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQConsumismo: quem realmente está sendo consumido?
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/733
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho discute o consumismo como temática de educação ambiental em uma intervenção pedagógica. A motivação surgiu a partir do vídeo “A História das Coisas”, que evidenciou a sociedade consumista atual e os impactos da lógica de mercado sobre o planeta. A proposta buscou estimular a reflexão crítica dos adolescentes sobre seus hábitos de consumo e as consequências ambientais, sociais e culturais que deles decorrem. A intervenção envolveu a exibição do vídeo, aplicação de questionários e uma atividade prática de troca de objetos, ainda que esta última tenha tido baixa adesão. Os resultados revelaram que, embora os estudantes reconheçam o termo consumismo, muitos o confundem com consumo necessário, e a maioria associa bem-estar à aquisição de novos bens, demonstrando resistência em mudar hábitos. A pesquisa evidencia a dificuldade de transformar discurso em prática e aponta a necessidade de ações educativas mais consistentes e envolventes. Conclui-se que, embora os resultados imediatos tenham sido limitados, a experiência foi significativa para compreender os desafios da educação ambiental crítica, reafirmando a importância de inserir a temática do consumismo nas escolas para a formação de sujeitos conscientes, críticos e capazes de repensar suas práticas cotidianas em favor da sustentabilidade.</span></p>Vitória ResendeThainá Silva PerezRicardo Costa BriãoMárcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesvendando a Estequiometria: uma abordagem conceitual para rendimento e pureza em reações químicas
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/765
<p>O ensino da Estequiometria enfrenta desafios persistentes, especialmente em tópicos como rendimento de reações, pureza de reagentes e produtos, frequentemente abordados de forma superficial em materiais didáticos. Este trabalho propõe uma revisão conceitual desses temas, identificando lacunas na literatura e propondo um material complementar para auxiliar docentes, discentes e profissionais da Química. A análise bibliográfica revelou que muitos recursos priorizam exemplos resolvidos em detrimento de explicações teóricas claras, o que pode levar a equívocos na aplicação prática. O estudo argumenta que, embora exercícios e analogias sejam úteis, são insuficientes para uma compreensão profunda, especialmente em situações que exigem adaptação conceitual. Como contribuição, o material desenvolvido busca suprir essa deficiência, oferecendo definições e abordagens didáticas que facilitem a aprendizagem. Espera-se que esta proposta minimize erros comuns em salas de aula e promova um entendimento mais sólido da Estequiometria em diferentes níveis de ensino.</p>José Ribeiro GregórioRochele da Silva Fernandes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDa folha da Erva-Mate à Tradição do Chimarrear
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/826
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho apresenta uma proposta que integra saberes científicos e culturais para discutir a diversidade étnico-racial no ensino de Ciências, por meio da oficina “Da folha à tradição: produzindo erva-mate através da Química”. A atividade, realizada em uma escola de Pelotas/RS, articulou conceitos químicos como extração e concentração à valorização da cultura indígena, especialmente em torno do simbolismo da erva-mate e do chimarrão, práticas muito presentes no Rio Grande do Sul. Alinhada à Lei 11.645/2008 e ao Referencial Curricular Gaúcho, a proposta visa promover o respeito à diversidade, combater estereótipos e fomentar reflexões críticas sobre o apagamento histórico e a apropriação cultural. A oficina demonstrou que a Química pode dialogar com a realidade sociocultural dos estudantes, ampliando seu entendimento sobre a formação da identidade brasileira e a importância dos saberes tradicionais. Os resultados evidenciam que a inserção sistemática de temas socioculturais no currículo contribui para uma educação mais inclusiva e cidadã, e que pode romper com a visão eurocêntrica e universalizante ainda predominante. Assim, destaca-se a necessidade de consolidar práticas pedagógicas que reconheçam e valorizem a pluralidade cultural presente no Brasil.</span></p>Nátali Antunes AlvesJamily da Silva dos AnjosWiliam BoschettiFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQProposições didáticas para o ensino da temática indígena na escola: contribuições a partir da Lei nº 11.645/08
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/910
<p>Este manuscrito é uma proposta teórica cujo objetivo é apresentar subsídios didáticos que fomentem e concretizem a abordagem da temática indígena em sala de aula, contribuindo para a efetiva implementação da Lei nº 11.645/08, que estabelece a obrigatoriedade do estudo da História e da Cultura Afro-Brasileira e Indígena na Educação Básica brasileira. A inserção dessa temática no ensino de Química constitui estratégia fundamental para desconstruir representações, equívocos e estereótipos historicamente construídos na sociedade brasileira e frequentemente perpetuados pela escola a partir de currículos eurocêntricos e coloniais. Torna-se, portanto, imprescindível construir novas narrativas que desafiem concepções naturalizadas como verdades absolutas, assegurando visibilidade e reconhecimento aos povos indígenas. Nesse sentido, o presente trabalho — desenvolvido no âmbito de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) — busca oferecer recursos didáticos que apoiem professores na inclusão da temática indígena no ensino de Química. Entre os materiais indicados, destacam-se obras da literatura indígena, livros, artigos e textos científicos, vídeos e produções audiovisuais, além de referências a representantes indígenas contemporâneos, que podem contribuir para práticas pedagógicas críticas, decoloniais e socialmente comprometidas</p>Vânia Costa Ferreira VanuchiDaniele Trajano RauppJóice Maria Scheibel
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRepresentações Visuais no Ensino de Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/931
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendendo a alfabetização científica como peça fundamental para proporcionar a identificação dos estudantes, localizando-os como indivíduos que podem pensar e fazer ciência, o presente trabalho buscou documentar atividades realizadas com estudantes do ensino fundamental de uma escola da rede pública, onde os mesmos puderam visitar os laboratórios do Curso de Licenciatura em Química e vivenciar a rotina de um cientista por meio de uma atividade lúdica experimental de caráter investigativo. Apoiando-se sobre as noções de uma dinâmica estilo “caça ao tesouro”, os estudantes seguiram as pistas dispostas pelo laboratório e, com o auxílio da ciência e visualizando três reações químicas distintas, puderam alcançar o tesouro. A partir dos resultados obtidos por meio de desenhos confeccionados pelos estudantes, pode-se analisá-los, com inspiração na análise conteúdo (AC) proposta por Bardin, onde concluiu-se que os desenhos são ferramentas fundamentais para a compreensão do pensamento e sentimento infantil, refletindo que os estudantes sentiram-se pertencentes àquele momento que vivenciaram, além de possibilitar um mapeamento dos experimentos mais marcantes para os estudantes.</span></p>Maria Eduarda Rocha de Souza MatescoDiego Nascimento da CostaBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesvendando os desafios do ensino e aprendizagem de Reações de Substituição Nucleofílica.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/639
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo tem como objetivo investigar os desafios na compreensão das reações de substituição nucleofílica (SN1 e SN2) em química orgânica, utilizando uma revisão sistemática da literatura na </span><em><span style="font-weight: 400;">Journal of Chemical Education</span></em><span style="font-weight: 400;"> para mapear as dificuldades de aprendizagem e avaliar estratégias didáticas utilizadas pelos professores.A metodologia incluiu a seleção de artigos publicados entre 2015 e 2024, resultando na análise de oito estudos relevantes, por meio de síntese textual narrativa. Os resultados indicam barreiras como a distinção entre os mecanismos SN1 e SN2, dificuldades em compreender a formação de intermediários reacionais, a influência de condições experimentais e a visualização espacial de moléculas. Estratégias didáticas, como simulações, ensino invertido e atividades colaborativas, foram apontadas como promissoras para superar essas dificuldades. Conclui-se que métodos que integram teoria e prática de forma mais eficaz, facilitam o aprendizado e promovem uma compreensão mais profunda dos conceitos.</span></p>Agueda Cardoso de AguiarDaniele Trajano Raupp
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQExperiências na produção e aplicação do jogo Desvendando Biomoléculas
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/714
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de jogos educacionais no ensino de ciências tem sido alvo de muitos estudos científicos por conta das inúmeras potencialidades que podem oferecer. Nesse contexto, esse relato aborda a aplicação de um jogo interdisciplinar didático de tabuleiro, nomeado </span><em><span style="font-weight: 400;">Desvendando Biomoléculas</span></em><span style="font-weight: 400;">, que foi desenvolvido como projeto acadêmico na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O jogo, inspirado no estilo do Banco Imobiliário, tem como temática principal as biomoléculas, suas características gerais, ligações químicas e energia, com o objetivo de promover aprendizado interativo. A aplicação ocorreu em uma turma do terceiro ano do ensino médio em uma escola particular de Porto Alegre, RS. O jogo teve uma recepção muito positiva por parte dos estudantes. Entretanto, foram identificados desafios na gestão do tempo e na manutenção do interesse dos estudantes, mas que proporcionaram reflexões valiosas sobre ensino de Ciências e suas dinâmicas pedagógicas.</span></p>Lucas Adamy LenhardtLucas Nobre WojcikRogério Nunes WolffMaria Cecília de Chiara MoçoMaria Teresinha Xavier SilvaNathália Marcolin Simon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMicrobiologia no Cotidiano: Estudo de Reportagens na Promoção da Alfabetização Científica em espaços não formais de aprendizagem
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/743
<p>O objetivo do trabalho é compreender como o uso de reportagens do cotidiano envolvendo a microbiologia pode contribuir para a promoção da alfabetização científica. Para isso, foi desenvolvido um estudo de caso com 25 estudantes, entre 14 e 17 anos, participantes do Projeto Pescar, na cidade de Campo Bom/RS. Os alunos foram organizados em grupos e foi solicitado que realizassem o estudo e apresentação de uma reportagem com a temática dos microrganismos patogênicos, relacionando os conteúdos científicos às situações presentes em seu dia a dia. Os resultados evidenciam que a utilização de reportagens constitui uma estratégia pedagógica eficaz para aproximar a ciência da realidade vivida pelos estudantes, estimulando a reflexão crítica, a interpretação de informações e a construção ativa do conhecimento. Conclui-se que a alfabetização científica pode ser fortalecida quando práticas educativas valorizam a conexão entre conteúdos escolares e experiências cotidianas, possibilitando que os alunos desenvolvam uma compreensão mais ampla e significativa sobre o papel da ciência em suas vidas. No ensino de Química, essa abordagem pode favorecer a compreensão de temas como transformações químicas que ocorrem em atividades microbianas, processos bioquímicos e contaminação de água e alimentos, mostrando aos estudantes como conceitos da disciplina se relacionam com questões atuais e com situações do cotidiano.</p>Carolaine da Silva GomesDaniele Trajano Raupp
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMetais Pesados e seus Contextos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/772
<p>Este trabalho apresenta uma revisão sistemática de literatura sobre a presença de metais pesados na produção científica brasileira, considerando tanto a área de Química quanto o Ensino de Química, no período de 2015 a 2025. A análise foi organizada em duas etapas: na primeira, foram selecionados artigos da área educacional, publicados em periódicos específicos de ensino de química; na segunda, artigos da área acadêmica, filtrados por meio da plataforma Periódicos CAPES. Na etapa educacional foram encontrados dois artigos, ambos voltados ao solo como compartimento ambiental e a utilização de metodologias ativas. Já na área de Química, Ciências Exatas e da Terra, foram identificados 26 artigos, que contemplam maior diversidade de compartimentos e entre os metais analisados o chumbo (Pb) destaca-se presente em 84,6% dos trabalhos. Os resultados permitiram identificar características e construir um panorama das tendências e lacunas das áreas. Enquanto a pesquisa em Química apresenta produção robusta e diversificada, o Ensino de Química ainda carece de maior inserção do tema, evidenciando a necessidade de aproximação entre as áreas visando fortalecer práticas pedagógicas contextualizadas e críticas.</p>Priscila Costa Taíse Machado CarvalhoTiciane Santos dos Santos Rafael RoehrsTales Leandro Costa Martins
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQBlocos Representativos:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/810
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho é fruto de uma pesquisa realizada no componente curricular Educação, Diversidade e Inclusão de um Curso de Licenciatura em Química de uma instituição que oferta Educação Profissional e Tecnológica. Para tanto, desenvolveu-se um recurso pedagógico alternativo para o Ensino de Química, com ênfase, para o ensino de química orgânica, o qual foi aplicado em formato de prática pedagógica para estudantes do ensino médio integrado. A elaboração do recurso didático diferenciado para o Ensino de Química, traz como objetivo minimizar desafios quanto à compreensão e aprendizagem de conceitos químicos, tendo em vista que tradicionalmente, o ensino de química é considerado complexo e de difícil compreensão aos educandos. A pesquisa caracteriza-se de cunho qualitativo e descritivo. O material didático produzido totaliza 80 peças e foi confeccionado em uma cortadora e gravadora a laser. Realizou-se, inicialmente, pesquisas bibliográficas acerca do Ensino de Química, sobre a Educação Inclusiva e Recursos Didáticos. Conclui-se, a partir dos resultados da pesquisa, que recursos didáticos inovadores propiciam o repensar e o aperfeiçoamento da prática docente. Também são ferramentas mediadoras e facilitadoras, propiciando aos estudantes processos de ensino aprendizagem mais dinâmicos, experienciais e concretos, favorecendo práticas pedagógicas mais significativas e inclusivas.</span></p>Lucas Eduardo ConradiCaroline Resende Zago
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Arco-íris do Açúcar: uma prática investigativa sobre soluções, concentração e densidade no Ensino Médio noturno
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/848
<p><span id="docs-internal-guid-ab84a46c-7fff-f68c-cfbd-95c3d5513b95" style="font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">O ensino de conceitos como solubilidade, saturação e densidade, apesar de essenciais para a compreensão de fenômenos químicos, ainda apresenta desafios significativos, especialmente em turmas do Ensino Médio noturno, onde o cansaço e a rotina intensa podem reduzir o engajamento dos estudantes, tornando o processo de ensino-aprendizagem menos produtivo. Diante disso, o presente trabalho apresenta um relato de experiência da aplicação do experimento “arco-íris de açúcar”, atividade experimental simples, visualmente atrativa e de baixo custo, desenvolvida com estudantes do 2º ano do Ensino Médio noturno no âmbito do PIBID. No experimento, soluções de diferentes concentrações e cores foram cuidadosamente sobrepostas para evidenciar variações de densidade. Antes da prática, aplicou-se um questionário diagnóstico que revelou concepções parciais, como associar saturação apenas ao excesso visível de soluto. Após a atividade, observou-se maior clareza conceitual, uso de termos científicos e participação ativa nas discussões, com conexões entre teoria e cotidiano. Os resultados indicam que experiências simples, mas bem planejadas, podem contribuir de forma eficaz para a aprendizagem significativa e o engajamento em contextos de ensino noturno, favorecendo a construção de saberes de forma divertida e motivadora.</span></p>Maria Clara Leal da SilvaClaudia Smaniotto BarinJossiele Wesz LeitempergerDouglas Luís Riva Frozza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Ambiental Crítica na Formação de Professores de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/874
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste estudo é relatar e analisar debates e resultados obtidos por meio de um minicurso denominado "Unidades Temáticas com foco em CTS: possibilidades para/na Educação Ambiental", desenvolvido remotamente durante o 40º Encontro de Debates sobre o Ensino de Química (EDEQ). Participaram deste momento 10 professores em formação inicial e continuada, seja em nível de graduação ou pós-graduação nas áreas de Química, Ciências, Educação e/ou Ensino de Química/Ciências, atuantes ou não na Educação Básica e/ou no Ensino Superior. Para tanto, utilizou-se a estratégia didática Nuvem de Palavras (NP) para identificar conhecimentos já construídos, ao longo das experiências vivenciadas pelos participantes, sobre o tema planejado. Na análise, investigam-se as NP originadas após os relatos dos cursistas, avaliando-se a compreensão destes sobre os debates realizados e a quais tendências da Educação Ambiental (EA) se relacionam, por meio da Análise de Conteúdo (AC). Os resultados são compostos por expressões e categorias variadas, que sinalizam o reconhecimento da crise socioambiental pelos sujeitos participantes, vinculados, em sua maioria, a uma EA predominantemente conservadora, além de visões e percepções em relação aos princípios do movimento CTS.</span></p> <div id="ag-popper-container-1757767890594" class="ag-translate-popper-host"> </div> <p> </p>Aline Sobierai PonzoniAndré SlavieroCamila Greff PassosMaurícius Selvero PazinatoCarla SirtoriGisele do Livramento
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Ensino de Química e a Temática dos Polímeros, Plásticos e Microplásticos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/899
<p>A poluição por plásticos é uma das principais ameaças ambientais da atualidade, afetando ecossistemas marinhos e terrestres, com impactos na biodiversidade, saúde humana e economia global. O presente trabalho de revisão analisou a produção acadêmica sobre o ensino de Química envolvendo plásticos, microplásticos, polímeros e resíduos sólidos urbanos em artigos publicados no período de 2014 e 2024, além de investigar a presença desses temas nas questões do ENEM no mesmo período. Foram selecionados 11 artigos, analisados quanto ao público-alvo, conteúdos, contextos, objetivos e metodologias. A maioria das produções é voltada ao Ensino Médio, com ausência de trabalhos voltados para a formação continuada ou inicial de professores. As metodologias mais utilizadas incluem pesquisa-ação, sequências didáticas, uso de recursos lúdicos e experimentação, com predomínio de propostas de intervenções didáticas e contextualizações. Na análise do ENEM, observou-se uma evolução das abordagens puramente químico-estruturais para enfoques interdisciplinares e socioambientais, incluindo sustentabilidade, biopolímeros e poluição por microplásticos. Nos últimos anos notou-se um enfoque interdisciplinar, com forte integração da perspectiva CTSA, incentivando o pensamento crítico e a reflexão sobre a responsabilidade socioambiental.</p>Taise CarvalhoTiciane Santos dos SantosPriscila CostaRafael RoehrsTales Leandro Costa Martins
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQOlhares sobre os Resíduos Sólidos: A Fotografia Documental como Estratégia na Educação Ambiental Crítica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/919
<p>Este trabalho apresenta uma investigação realizada no ensino médio, cujo objetivo foi promover a tomada de consciência sobre os resíduos sólidos na perspectiva da educação ambiental crítica. A proposta buscou articular ciência, cidadania e sensibilidade estética, utilizando a fotografia documental como recurso pedagógico para estimular a reflexão dos estudantes sobre seus próprios hábitos de consumo e descarte. Ao registrar fotograficamente os resíduos do cotidiano, os alunos puderam ressignificar o olhar sobre aquilo que, em geral, é invisibilizado, transformando o descarte em objeto de análise, diálogo e expressão artística. As imagens produzidas foram socializadas em sala de aula e serviram como disparadoras de discussões coletivas, evidenciando que a problemática dos resíduos extrapola dimensões técnicas e envolve escolhas sociais, políticas e culturais. Neste texto serão apresentados os resultados da experiência, os quais indicam que a integração entre arte e educação ambiental crítica favorece não apenas a sensibilização, mas também a construção de um posicionamento crítico frente às questões socioambientais, revelando o potencial da escola como espaço de formação para práticas mais conscientes e sustentáveis.</p>Ana Caroline Lopes da CruzCamila Greff PassosCarla Sirtori
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEletroquímica em Ação: Conectando Conceitos e Práticas no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/940
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho apresenta uma sequência didática sobre Eletroquímica, desenvolvida durante o Estágio de Docência em Ensino de Química II-E, no curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O objetivo principal foi oferecer uma abordagem didática sobre os processos espontâneos relacionados à eletroquímica, com ênfase nas pilhas. A sequência didática incluiu a realização de experimentos sobre eletroquímica, sua construção, e teoria sobre a evolução das pilhas, abordando as diferenças entre pilhas alcalinas e de Leclanché, além dos problemas ambientais associados a essas tecnologias. As atividades foram realizadas em grupos de até três estudantes. Como resultado, os alunos demonstraram compreensão dos conceitos abordados em aula, o que foi evidenciado pelas pesquisas realizadas pelos discentes sobre as aplicações dos materiais utilizados em sala de aula na vida cotidiana. </span></p>Marina VerlyMaurícius Selvero Pazinato Victor João da Rocha Maia Santos Marisa LongoCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstratégias Didáticas no Ensino de Mecanismos de Reação Orgânica no Nível Superior
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/674
<p>O ensino de mecanismos de reação orgânica é frequentemente considerado um dos maiores desafios nos currículos de Química do Ensino Superior, exigindo dos estudantes a capacidade de visualizar processos complexos em nível molecular e aplicar raciocínio abstrato. Nesse contexto, a escolha e a aplicação de estratégias didáticas eficazes são fundamentais para apoiar a aprendizagem e superar dificuldades conceituais. Este estudo apresenta os resultados de uma revisão sistemática da literatura, com o objetivo de identificar e sintetizar as estratégias de ensino empregadas no ensino de mecanismos de reação orgânica no Ensino Superior. A pesquisa analisou artigos publicados entre 2020 e 2024 nas bases de dados ERIC e Scopus, resultando na seleção de 13 estudos. Os achados indicam que estratégias como resolução de problemas orientada, gamificação, modelagem do raciocínio científico, ensino explícito do raciocínio mecanístico, revisão intercalada de reações, visualização de processos subatômicos ou moleculares em 3D promovem a compreensão conceitual, o engajamento, a autonomia e o desempenho dos estudantes na aprendizagem de mecanismos de reação orgânica.</p>Bruna Zenato CorsoMaurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEscola carbono neutro: o pibid como prática sustentável
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/703
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho originou-se de um projeto que objetivou promover ações sustentáveis em uma escola pública, que visam a redução da emissão de carbono, em práticas educativas no contexto da educação ambiental. As atividades contaram com a colaboração de cinco bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) do Curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé. O percurso metodológico foi composto por uma sequência didática e possui caráter qualitativo. Como etapas da construção da sequência, destaca-se algumas ações realizadas: análise da emissão de CO</span><span style="font-weight: 400;">2 </span><span style="font-weight: 400;">(gás carbônico) da escola, iniciativa de segunda-feira sem carne, espaço de descarte de recicláveis e lixo eletrônico, além da construção de uma composteira doméstica e da horta suspensa autoirrigável. Como resultado, percebeu-se o quanto o CO</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">, tem impacto diretamente em nosso planeta e que pequenas atitudes e hábitos contribuem para ações sustentáveis na escola. Destaca-se a adoção do crédito carbono social da escola, em que a cada descarte adequado, acumula crédito para troca de benefícios. A iniciativa da segunda-feira sem carne foi adotada por todos os turnos da escola e o adubo produzido na composteira doméstica a partir do reaproveitamento da merenda escolar, sendo utilizado na horta suspensa.</span></p>Éverton Fernandes MachadoIngrid Nogueira AbattiMaria Eduarda Cebage FerreiaMarcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQInclusão e aprendizagem na Educação em Ciências: reflexões a partir do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/730
<p>Este trabalho trata-se de um ensaio teórico acerca das potencialidades da Educação em Ciências como campo para promover práticas inclusivas através do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). Fundamentado em estudos neurocientíficos, o DUA enfatiza que a aprendizagem é um processo dinâmico sustentado por redes neurais que interagem com o ambiente e as experiências individuais. Sua proposta é baseada em três princípios: múltiplas formas de envolvimento, representação e ação e expressão, buscando atender às necessidades educacionais diversas de estudantes e promovendo equidade. Neste viés, dado sua natureza interdisciplinar e papel na formação de sujeitos críticos, a Educação em Ciências se apresenta como uma via para abordar questões de inclusão e responsabilidade social. Ao vincular conteúdos científicos a problemáticas sociais, a área possibilita reflexões sobre desigualdades e estimula a participação ativa de todos. Portanto, o DUA se estabelece como uma abordagem transformadora para a construção de ambientes educacionais inclusivos e equitativos.</p>Eduarda Vieira de SouzaAlessandro Cury SoaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQOFICINA DO CHOCOLATE: UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA E INTERDISCIPLINAR PARA O ENSINO DE QUÍMICA
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/750
<p><span style="font-weight: 400;">A oficina “A Química do Chocolate” foi realizada com o objetivo de aproximar os conteúdos da química do cotidiano dos estudantes, utilizando o chocolate como tema central. A atividade foi aplicada em sala de aula, com estudantes do ensino médio, no ano de 2025 e contou com momentos teóricos e práticos, buscando estimular a aprendizagem ativa e interdisciplinar. Inicialmente, realizou-se a explicação dos processos envolvidos na produção do chocolate. Em seguida, foi realizada uma análise comparativa entre os tipos de chocolate branco e preto, destacando suas diferenças de composição e propriedades físico-químicas. Por fim, os alunos participaram da montagem de trufas de chocolate, observando na prática como a variação de temperatura interfere na textura e aparência do produto final. A oficina demonstrou ser uma ferramenta eficaz para tornar o ensino da química mais acessível e atrativo, favorecendo a construção do conhecimento por meio da experimentação e da conexão com a realidade dos alunos. A proposta despertou interesse, participação e ampliou a compreensão sobre como a ciência está presente em situações simples do dia a dia, como o consumo de chocolate.</span></p>Natália Bento BarretoEverton Fernandes MachadoNaiana MenesesMárcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQSequência Didática para o Ensino de Cinética Química: Uma Abordagem Investigativa e Experimental com Podcasts
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/763
<p><span style="font-weight: 400;">O ensino da Cinética Química apresenta-se como um desafio devido ao caráter quantitativo do conteúdo e à necessidade de múltiplas representações matemáticas. Nesse contexto, apresenta-se uma proposta de sequência didática investigativa que integra práticas experimentais mediadas por podcasts, fundamentada na Teoria da Aprendizagem Significativa. O material foi desenvolvido como produto educacional de uma dissertação de mestrado e aplicado em aulas presenciais do ensino médio. Os resultados evidenciam o potencial da estratégia para promover o engajamento dos estudantes e favorecer a compreensão conceitual da Cinética Química, aproximando-a do cotidiano.</span></p>Agueda Cardoso de AguiarDaniele Trajano RauppJosé Ribeiro Gregório
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQELEMENTO SURPRESA!
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/790
<p><span class="TextRun SCXW147846247 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8">O presente trabalho apresenta o material educacional “Elemento Surpresa!”, um jogo lúdico, inclusivo e acessível, desenvolvido para o ensino da Tabela Periódica no Nono Ano do Ensino Fundamental</span><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8">, Primeiro e S</span><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8">egundo Ano</span><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8">s</span><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8"> do Ensino Médio, alinhado à BNCC e aos princípios da Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994). Inspirado em jogos de dedução, promove a aprendizagem colaborativa, o raciocínio lógico e a inclusão, contemplando alunos com e sem deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Confeccionado manualmente, com baixo/médio custo, sua dinâmica envolve a identificação do elemento químico “surpresa” do adversário por meio de perguntas estratégicas, facilitando a assimilação de conceitos químicos. Fundamenta-se na Teoria da Aprendizagem Significativa de </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW147846247 BCX8">Ausubel</span><span class="NormalTextRun SCXW147846247 BCX8"> (2003), ao conectar novos conteúdos a saberes prévios, e na Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky (1998), ao favorecer a construção coletiva do conhecimento. Também considera as Múltiplas Inteligências de Gardner (1995), atendendo diferentes perfis de aprendizagem. Trata-se de uma proposta viável e motivadora para aproximar a Química do cotidiano dos estudantes e fortalecer a educação inclusiva.</span></span><span class="EOP SCXW147846247 BCX8" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":120,"335559739":120,"335559740":240}"> </span></p>Larissa Mota PintoJulieta Saldanha de OliveiraAna Laura Wendlant
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCaminhos da educação ambiental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/820
<p>Há alguns anos, em 2013, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) um grupo de docentes e discentes do Campus Sede/SM inquietos com as questões ambientais no campus sede da Instituição, criou o Grupo Incorpore: Ações Coletivas para o Meio Ambiente. No grupo, coordenado pelas professoras Marta Regina Lopes Tocchetto e Carmem Dickow Cardoso, ambas do Departamento de Química, havia um sentimento de urgência em implementar ações de sensibilização da comunidade acadêmica para as questões ambientais, especialmente no que dizia respeito aos resíduos sólidos, contribuindo para a incorporação dos valores ambientais e para a mudança de postura em relação ao meio ambiente.</p> <p>A primeira ação foi realizada em 2013, em parceria com o grupo EcoPET, na organização do evento “A UFSM que vemos e a UFSM que queremos” em alusão ao Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania, em que dois momentos presenciais ocorreram concomitantemente nos Restaurantes Universitários, com exposição digital de imagens que buscavam retratar situações cotidianas do campus, no que se refere aos resíduos sólidos. Ainda em 2013, o projeto “Na Roda de Chimarrão, a Conversa é Sustentabilidade” levou para a <a href="https://www.google.com/search?sca_esv=d4c3277b19e45af9&cs=0&sxsrf=AE3TifOmLgn-2YDN-3j2EYf7efWak_N0Gw%3A1755980252897&q=Mostra+Integrada+de+Profiss%C3%B5es%2C+Tecnologias%2C+Cultura+e+Seus+Afins&sa=X&ved=2ahUKEwil2raZ4KGPAxWTJrkGHRMgKjUQxccNegQIAhAB&mstk=AUtExfDuG9Uw3zreZ_OiSEz80z4ZrXOJWa2TZppiSTbtJXIJVPhxNOXk0ewsi8xov7fZYjGFpM_c857daT1-fhZzAQey_NX4AsVu7OLOsWcngCrYXKZqqBTl88it8o56TGAV1Dfcr2dBKKwr4sYwn1BA8eSTXWH9ri65ZbPC2kDC1t0XxHeknyzQedzevx41b57U9opffsiUrSIAluTpJLzs8CPqjg2yeRzzeIjxNore92AYIIEr5355DliEb1zEjKPFTOijHyvosV2L8b3nLxte2pqx&csui=3">Mostra Integrada de Profissões, Tecnologias, Cultura e Seus Afins</a> (PROFITECS) um experimento interativo que demonstrou a transversalidade da química e da física, da sustentabilidade. Uma equipe multidisciplinar, integrando as áreas de Química, Engenharia Química e Desenho Industrial da UFSM, construiu bancos e mesa de centro, baseando-se no conceito de atrito, utilizando madeira de demolição e jornais usados, de forma a chamar a atenção para a importância da redução, da reutilização e da reciclagem de resíduos. Uma etapa marcante na trajetória do grupo foi a criação da Campanha Rastro, selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente como “Prática de Referência EducaRES” em reconhecimento à colaboração como prática de Educação Ambiental na gestão de resíduos sólidos, servindo de inspiração à aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil (Lei n° 12.305/2010).</p> <p>Mais importante que prêmios, o despertar da equipe para o imenso universo de ações possíveis, no âmbito da Educação Ambiental, impulsionou o grupo a seguir trabalhando e criando ações educativas e sensibilizadoras, tanto entre a comunidade acadêmica quanto em escolas públicas da cidade. Após a Pandemia do Covid-19, ações educativas foram realizadas, prioritariamente, em escolas da rede pública. As atividades iniciavam com a Campanha Rastro, como forma de sensibilizar a comunidade escolar quanto ao gerenciamento responsável do resíduo gerado individualmente.</p> <p>Essa trajetória não termina aqui, pois entendemos que a educação ambiental não existe como ações isoladas em dias comemorativos, mas necessita ser definitiva no nosso cotidiano. Na UFSM, a cada ano, centenas de novos estudantes iniciam sua vida acadêmica, fazendo da Instituição seu segundo lar. Este público precisa viver e incorporar em seu dia a dia ações práticas e efetivas de valores ambientais, de forma a serem multiplicadores em seus locais de atuação, no mercado de trabalho.</p>Emanuel Eliabe AlvesCarmem Dickow CardosoMarta Regina Lopes Tocchetto
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Ensino de Química Orgânica no Contexto da Revista Química Nova na Escola
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/855
<p><span class="NormalTextRun SCXW86809582 BCX0">Esta revisão mapeou e analisou a produção acadêmica sobre o ensino de química orgânica em artigos publicados na Revista Química Nova na Escola no período de 2015 a 2025. Os artigos foram analisados quanto ao público-alvo, conteúdos abordados, contextos de aplicação, objetivos e metodologias utilizadas. Foram identificados e selecionados 17 artigos que tinham relação com a temática. Os resultados indicaram que a maior parte dos trabalhos são voltados para o Ensino Médio com destaque para </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW86809582 BCX0">conteúdos</span><span class="NormalTextRun SCXW86809582 BCX0"> de funções orgânicas e na contextualização. As metodologias mais utilizadas incluem debates, experimentação e o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação. Observou-se que a contextualização é uma abordagem bastante explorada e que os recursos tecnológicos vêm ganhando espaço na área. Com relação às pesquisas existem lacunas significativas na produção em relação à formação inicial e continuada de professores, na discussão conceitual aprofundada sobre tópicos da química orgânica e na avaliação dos processos de ensino-aprendizagem de diferentes metodologias. Nota-se ainda que é essencial explorar mais estratégias de contextualização, recursos tecnológicos e metodologias ativas para superar as dificuldades ligadas aos conceitos e a linguagem da química orgânica.</span></p>Ticiane SantosTaíse Machado CarvalhoPriscila CostaRafael RoehrsTales Leandro Costa Martins
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQInterdisciplinaridade entre Química e Astronomia: análise da implementação de um material didático para a Alfabetização Científica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/884
<p><span style="font-weight: 400;">O ensino de Química demanda estratégias que tornem os conteúdos mais significativos e próximos da realidade dos estudantes. A Astronomia, por seu caráter interdisciplinar e capacidade de despertar curiosidade, apresenta-se como recurso pedagógico para integrar conceitos de diferentes áreas. Este trabalho apresenta os resultados da aplicação do produto educacional “A Química no Universo: A Astroquímica na sala de aula”, elaborado a partir das Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS) com foco na Alfabetização Científica (AC). O material, composto por cinco capítulos e atividades práticas, aborda temas como origem dos elementos químicos, espectroscopia, condições para a vida, Sistema Solar e exploração espacial. A implementação ocorreu em uma formação de professores e atividades em sala de aula. Os dados, obtidos, indicam aumento do engajamento, maior compreensão conceitual e percepção das conexões entre Química e Astronomia. Os resultados reforçam o potencial da contextualização e da abordagem interdisciplinar para promover aprendizagem significativa e despertar o interesse pela ciência. Conclui-se que a proposta é replicável em diferentes contextos e contribui para a formação crítica de professores e estudantes.</span></p>Jefferson de Oliveira PereiraGuilherme Frederico Marranghello
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQOportunidades e desafios da Realidade Aumentada no ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/908
<p><strong>:</strong> Este estudo investigou o uso da Realidade Aumentada (RA) como recurso didático para o ensino de ligações iônicas e covalentes, com o objetivo de reduzir as dificuldades inerentes à visualização de conceitos abstratos em química. A pesquisa foi conduzida no Centro de Educação Profissional Industrial (CEDUP), em Lages, Santa Catarina, com 28 estudantes do primeiro ano do ensino médio. Foi elaborada uma sequência didática apoiada em aplicativo de RA que possibilitou aos alunos visualizar e interagir com modelos tridimensionais de estruturas químicas. Os questionários pré-atividade revelaram que cerca de 70% dos participantes apresentavam dificuldade em estabelecer relações entre o conteúdo teórico e o nível submicroscópico. Após a intervenção, aproximadamente 85% dos alunos relataram melhora significativa na compreensão, maior engajamento e maior segurança em discutir os conceitos. O envolvimento nas atividades em grupo e a retenção dos conteúdos também foram ampliados. Contudo, cerca de 30% dos participantes apontaram limitações ligadas à indisponibilidade de dispositivos adequados. Os resultados indicam que a RA é uma ferramenta promissora para potencializar o ensino de química, favorecendo a integração entre teoria e prática e promovendo uma aprendizagem mais significativa.</p>Laercio Rodrigues Doege JuniorNathalia Marcolin SimonSilvana Inês Wolke
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQResolução de Problemas no Ensino de Ciências: uma experiência nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/663
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho investiga a aplicação da metodologia de Resolução de Problemas no Ensino de Ciências, com foco na temática das plantas, em uma turma do 2º Ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Caçapava do Sul, RS. A turma, composta por aproximadamente 24 educandos entre 7 e 9 anos, iniciou a intervenção com uma visita ao jardim da escola, atividade prática que proporcionou uma base experiencial para a etapa seguinte. Em seguida, os educandos foram desafiados a resolver três problemas sobre plantas, organizados em diferentes níveis de dificuldade (fácil, intermediário e difícil), utilizando materiais disponíveis na biblioteca. Os problemas foram elaborados no contexto da componente Integração das Ciências: Resolução de Problemas, cursada no 7º semestre da Licenciatura em Ciências Exatas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Os resultados revelaram alto engajamento e participação ativa dos educandos, bem como indícios de desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia e da capacidade de investigação. Dificuldades na expressão escrita foram superadas com o uso de ilustrações, promovendo inclusão e criatividade. A experiência reforça a eficácia da Resolução de Problemas como metodologia ativa e investigativa, e destaca a importância da formação docente continuada para qualificar o Ensino de Ciências nos Anos Iniciais.</span></p>Amanda LinharesMilena Mendonça DutraLaiany Fagundes MotaMara Elisângela Jappe Goi
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQTeste do teor de álcool na gasolina:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/685
<p><span style="font-weight: 400;">O ensino de Química é comumente relatado como desinteressante ou difícil, o que pode estar associado à complexidade intrínseca dos conteúdos ou ao fato de muitas vezes os mesmos serem abordados numa perspectiva desconexa do cotidiano dos estudantes. Diante deste fato, o presente trabalho consiste em um relato de experiência de uma aula experimental sobre o teor de álcool na gasolina aplicado em três escolas públicas estaduais do município</span> <span style="font-weight: 400;">de Santa Maria, RS, numa perspectiva Ciência Tecnologia Sociedade e Ambiente (CTSA). O público alvo consistiu de 75 estudantes do Ensino Médio, os quais participaram da aula experimental, com tempo didático de 45 minutos. Durante a atividade foi perceptível o engajamento dos estudantes, que envolveram-se ativamente na mesma, participando de forma dialógica com os professores e pibidianos. Pode-se perceber ainda, que embora tenham compreendido inicialmente os conceitos envolvidos, quando indagados em relação a qual gasolina comprariam, a maioria dos participantes de uma escola optou pela gasolina adulterada, o que requeriu uma retomada dos conceitos para dirimir as noções equivocadas em relação a porcentagem</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>Douglas Luís Riva FrozzaCláudia Smaniotto BarinJossiele Wesz LeitempergerTanize Stuker FernandesVânia PivetaAlessandra Becher CostaAlice Roque LopesLeonardo Toaldo LesinaLucielle Codeim DreschMaria Clara Leal da SilvaPedro Emilio Mastella Dal Forno
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQTabela Periódica Tátil: Um Recurso Didático Inclusivo para Estudantes com Deficiência Visual
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/712
<p><span style="font-weight: 400;">O Ensino de Química envolve conceitos predominantemente visuais, o que pode acarretar em barreiras e dificuldades de aprendizagem, principalmente para estudantes que apresentam deficiência visual. Este trabalho surge como produto do componente curricular Educação, Diversidade e Inclusão de um curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal Catarinense com o objetivo de possibilitar acessibilidade aos estudantes com deficiência visual. A metodologia adotada possui caráter qualitativo e se baseou em uma pesquisa bibliográfica e exploratória, a qual iniciou-se a partir da consulta a dispositivos legais, documentos norteadores do Sistema Braille e temáticas da Educação Inclusiva e da deficiência visual. Então, foi desenvolvido o modelo bidimensional da Tabela Periódica Tátil no programa AutoLaser V2.6.9, que, posteriormente, foi gravado e cortado na Máquina de Corte e Gravação a Laser Katto 9060. Em seguida, o recurso didático inclusivo foi aplicado em uma prática pedagógica com uma pessoa com deficiência visual. Os resultados da pesquisa corroboram que a utilização da Tabela Periódica Tátil desenvolvida, como recurso didático destinado ao Ensino de Química para pessoas com deficiência visual, é um instrumento facilitador para processos de ensino-aprendizagem mais efetivos e inclusivos.</span></p>Henrique da Veiga RodriguesMileni Mariana CorreiaCaroline Resende Zago
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRedes de Colaboração e a Construção do Conhecimento Científico na Educação em Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/740
<p>O presente trabalho, caracterizado como um Ensaio Teórico, apresentado a partir de sua natureza reflexiva e interpretativa, tem como objetivo destacar pontos centrais sobre a produção do conhecimento científico a partir da Epistemologia de Fleck, as relações entre avaliação e análises científicas que surgem da cientometria e abordar especificamente um dos métodos cientométricos, as redes de colaboração científica. Com isso, busca discutir alguns conceitos centrais que consideramos importante entre a relação com os pontos destacados anteriormente e a área da Educação em Ciências, como forma de aproximar tais discussões. Além disso, pontuamos a necessidade de utilizar da Sociologia da Ciência e da Epistemologia como elementos potencializadores das análises cientométricas, deixando de ser meramente quantitativa. Ainda, destacamos alguns <em>softwares</em> utilizados no mapeamento das redes de colaboração científica e no levantamento de dados bibliométricos, promovendo uma maior aproximação entre as discussões teóricas e a tecnologia. Tais reflexões são bases para o desenvolvimento de uma ferramenta tecnológica, sendo uma das etapas constituintes da presente pesquisa.</p>Roger MendonçaAlessandro Cury SoaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEco - Compostagem: Transformando Resíduos em Conhecimento Químico e Consciência Ambiental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/808
<p>Com a implementação da Lei nº 14.945/2024, o Novo Ensino Médio passou por mudanças em sua estrutura curricular, exigindo propostas que articulem teoria e prática. Nesse cenário, alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual São Tiago, em Farroupilha/RS, em parceria com a Associação Farroupilhense de Proteção ao Meio Ambiente (AFAPAM) e professores de Ciências da Natureza, desenvolveram o projeto “Eco-Compostagem: Sustentabilidade na Prática”. Buscando integrar conteúdos de Química e Biologia a práticas de educação ambiental, explorando conceitos como transformações da matéria orgânica, decomposição e reaproveitamento de resíduos. Foram realizadas atividades teóricas e práticas, incluindo a montagem de composteiras, o monitoramento do processo de decomposição e a análise das condições ideais para a ação dos microrganismos. O biofertilizante obtido foi distribuído às famílias dos alunos, fortalecendo o vínculo entre escola e comunidade. A metodologia contemplou etapas investigativas como problematização, formulação de hipóteses, observação, registro de dados e debates em grupo, aproximando os conteúdos da perspectiva CTSA (Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente). Os resultados revelaram maior interesse nas disciplinas da área, além da valorização de práticas sustentáveis. Conclui-se que a compostagem, quando utilizada como recurso pedagógico, favorece a aprendizagem significativa e contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes.</p>Daniele Meiri Tavares Schiavenin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQFenômenos Climáticos Extremos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/840
<p>Neste trabalho apresentamos uma proposta pedagógica desenvolvida para o tratamento da temática fenômenos climáticos extremos em seus aspectos científicos, sociais, culturais e econômicos. A proposta busca o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico, de reflexão sobre os processos e conceitos científicos e de integração de aspectos sociais e éticos, articulados interdisciplinarmente e orientados pela abordagem STEAM Integrada. A abordagem propõe aos estudantes a resolução e problemas por meio da inovação e da criatividade, da comunicação colaborativa e efetiva para o desenvolvimento de competências humanistas e científicas. A estrutura pedagógica utilizada está organizada e compreende “grandes ideias de conteúdo” e “grandes ideias de processo”. Os resultados preliminares indicam uma maior motivação e envolvimento dos discentes nas atividades realizadas, que se caracterizam por estar centradas nos estudantes, por fomentar a aprendizagem colaborativa baseada na investigação, o desenvolvimento do pensamento crítico e autonomia na aprendizagem.</p>Elisangela Muncinelli Caldas BarbosaFlavia Maria Teixeira dos SantosGABRIELA EDUARDA SANTOS VAZ
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQFormação de professores de química e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/868
<p>Em resposta à urgência dos desafios globais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, uma intervenção pedagógica foi realizada para sensibilizar futuros professores de química ao integrar os ODS em suas práticas. A pesquisa analisou como a intervenção influenciaria a potencialidade dos licenciandos em articular conhecimentos de química e os ODS. A metodologia, de abordagem qualitativa e do tipo estudo de caso exploratório, utilizou a observação participante que incluiu a Sala de Aula Invertida (SAI) como metodologia ativa e o uso da plataforma <em>online Padlet</em>. Onze alunos de um curso de licenciatura em química participaram da pesquisa. Durante a intervenção, os licenciandos foram instigados a relacionar problemas locais a um ODS e a um conteúdo de química do ensino médio, usando o mural virtual para suas produções. A análise dos dados demonstrou que, embora a intervenção tenha sido bem-sucedida em contextualizar o ensino de química para a resolução de problemas reais, os alunos não complexificaram a conexão entre o problema, o conhecimento químico e os ODS. Logo, conclui-se que a intervenção é uma estratégia potente para a formação inicial de professores de química, reforçando a relevância de práticas que unem teoria, prática e realidade.</p>Cintia Aliny Silva de SouzaHelena da Rosa GaleskiAline LubyiThayse Geane Iglesias da SilvaJoão Vitor Piva BrugnerottoEverton Bedin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Planejamento da Temática dos Produtos de Limpeza no Contexto da Formação de Professores de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/893
<p><span style="font-weight: 400;"> Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma proposta didática desenvolvida por professores de Química em processo de formação, a partir da perspectiva do enfoque Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA), sobre a temática dos produtos de limpeza, com ênfase ao ensino do conteúdo de soluções químicas. Ela foi construída na articulação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência e de um projeto de pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, a partir de uma pesquisa exploratória que buscou na literatura os referenciais e as propostas já desenvolvidas sobre a temática, considerando sua relevância social e ambiental. A proposta prevê quatro encontros com os estudantes, com atividades que integram o conteúdo de soluções, discussões críticas e sobre o contexto cotidiano. A realização de propostas de ensino articuladas à abordagem CTSA, tem potencial de promover o interesse e a aprendizagem, numa perspectiva de contribuir para a formação crítica e reflexiva dos estudantes e dos professores de Química em processo de formação.</span></p>Larissa SchmidtMaria Eduarda Batista TeixeiraWiliam BoschettiBruna Adriane Hary-HidaiFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCIÊNCIAS FORENSES NO ENSINO
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/917
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho faz parte de um projeto de dissertação de mestrado, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Universidade Federal do Pampa campus Bagé. A questão central da pesquisa é a utilização de práticas forenses para o ensino de conceitos científicos e para a promoção da aprendizagem significativa. O objetivo geral do trabalho é desenvolver, testar e validar uma sequência didática para o ensino de ciências, utilizando a temática das ciências forenses e da perícia química, com o auxílio de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. A metodologia se trata de um estudo de caso, de caráter quali-quantitativo, dividido nas etapas: elaborativa, diagnóstica, prática e avaliativa. Na etapa elaborativa, foi feita uma revisão bibliográfica sobre ciências forenses no ensino, e elaborados um jogo de </span><em><span style="font-weight: 400;">escape room </span></em><span style="font-weight: 400;">digital, videoaulas e um </span><em><span style="font-weight: 400;">e-book </span></em><span style="font-weight: 400;">sobre o tema. Na etapa diagnóstica, será aplicado um questionário diagnóstico. Na etapa prática será aplicado o </span><em><span style="font-weight: 400;">escape room</span></em><span style="font-weight: 400;">. Na etapa avaliativa será aplicado um novo questionário, e analisado sob a luz da análise de conteúdo de Bardin. O trabalho está em fase de finalização da elaboração, e em breve deve ser qualificado e aplicado.</span></p>Alisson Barros y SilvaMárcio Marques MartinsNilo Eduardo Kehrwald Zimmermann
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRelato de estágio: aplicação do método POE utilizando o enfoque CTS para estudantes da EJA.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/938
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho apresenta o relato de estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Química da UFRGS, realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Canoas, para duas turmas do EJA, na disciplina de Química. A sequência didática foi aplicada em três aulas com os temas a respeito de conservação de alimentos, poluição ambiental e polímeros. Neste trabalho estão descritas as aulas sobre alimentos e polímeros. Foram aplicados experimentos e posteriormente a aula expositiva, utilizando o enfoque CTS e a metodologia Prever-Observar-Explicar (POE) de ensino. Em cada aula os estudantes inicialmente realizavam os experimentos e na sequência participavam da aula expositiva, onde conseguiam correlacionar a prática com a teoria. O método POE e a abordagem CTS se mostraram essenciais para estudantes da EJA, pois tornaram o ensino de química mais interativo e conectado à realidade dos estudantes, promovendo uma aprendizagem crítica e contextualizada.</span></p>Aline Lima dos AnjosMarina VerlyCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUma intervenção do subprojeto de Química do Pibid do IFSC - Câmpus Criciúma
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/957
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho foi desenvolvido no contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do IFSC, com enfoque em Educação Ambiental Crítica (EAC). O objetivo principal foi criar uma atividade sobre lixo eletrônico, especialmente pilhas e baterias, e os impactos socioambientais relacionados ao seu descarte inadequado. A atividade foi planejada para alunos do curso Técnico em Química Integrado ao Ensino médio do IFSC, estruturada com os Três Momentos Pedagógicos: 1) Problematização inicial – através da discussão dos impactos do lixo eletrônico em Criciúma; 2) Organização do conhecimento – por meio de aulas expositivas, leitura de textos e elaboração de esquemas sobre pilhas e baterias; 3) Aplicação do conhecimento – mediante a elaboração de uma carta com sugestões para melhorar a gestão do lixo eletrônico na cidade. Trata-se de uma atividade pedagógica, que busca promover conscientização ambiental, e incentivar o uso do conhecimento científico para o descarte sustentável, formando docentes e discentes engajados nessa importante discussão.</span></p>Isadora Fernandes PatricioCarlos ViannaRoberta SilvaCristine Saibert
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesvendando as Misturas: jogo didático como recurso para o engajamento no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/671
<p>O engajamento estudantil representa um dos principais desafios no ensino de<br>Química contemporâneo. Nesse contexto, o presente trabalho relata uma experiência da<br>aplicação de jogos didáticos como estratégia de aprendizagem em uma escola pública em<br>Santa Maria, RS. Vinte e três estudantes, do primeiro ano do Ensino Médio, participaram de<br>uma atividade lúdica, inspirada no tradicional jogo da memória. A atividade foi delineada sob<br>uma perspectiva de pesquisa-ação participante. A intervenção foi realizada em um período de<br>45 minutos, ao término do trimestre letivo de 2025. Durante a atividade, observou-se notável<br>animação e engajamento ativo dos participantes, sem registro de recusas em participar da<br>atividade. Adicionalmente, verificou-se que a percepção da relevância dos conceitos químicos<br>para o cotidiano intensificou o interesse dos estudantes na dinâmica do jogo. Infere-se,<br>portanto, que a utilização de jogos didáticos constitui uma estratégia eficaz para promover o<br>engajamento e o aprendizado no ambiente escolar, particularmente entre o público jovem,<br>assim como aproximar a Química do cotidiano dos estudantes, contribui para o interesse dos<br>mesmos.</p>Luiza De AvilaAlice Roque LopesClaudia Smaniotto BarinTanize Stuker Fernandes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO ensino de geometria molecular na perspectiva da investigação em sala de aula do Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/701
<p>Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa desenvolvida com uma turma do primeiro ano do Ensino Médio, cujo objetivo foi reconhecer os sentidos e significados atribuídos pelos estudantes aos conceitos químicos relacionados à geometria molecular. A proposta didática envolveu a inserção de “signos e ferramentas mediadoras” no processo de aprendizagem, buscando promover a apropriação dos conteúdos e conceitos por meio da interação e da mediação simbólica. A metodologia adotada foi baseada na investigação em sala de aula com atividades que incentivaram a participação ativa dos alunos e a construção coletiva do conhecimento. A análise dos dados foi fundamentada na Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky (1991), a qual compreende o aprendizado como um processo mediado social e culturalmente. Os resultados indicam indícios de apropriação, por parte dos estudantes, de modelos representativos de moléculas, bem como de conceitos como geometria molecular, ângulos de ligação, ligações químicas e os diferentes tipos de geometria (angular, linear, entre outras). A pesquisa reforça a importância de práticas pedagógicas que favoreçam a mediação e a construção de significados, contribuindo para uma aprendizagem mais significativa no ensino de Química.</p>Bruna Botelho SilvaCaroline Pereira RoldãoJaqueline Ritter
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQ30 anos da LDBEN/96
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/725
<p>Este ensaio teórico problematiza alguns desdobramentos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996, no limiar desses 30 anos de sua implementação no Brasil. O presente manuscrito consistiu em problematizar o aparente paradoxo que se estabeleceu entre as políticas curriculares Pós-LDB e o processo de inclusão educacional, na dialética com a evidente marginalização do papel docente no processo de ensino. Fundamentado na Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky e em diálogo com Michael Young e Mário Osório Marques, o trabalho argumenta que o chamado "protagonismo discente" e a “plataformização do ensino” tem resultado no esvaziamento da função mediadora que exerce o professor, comprometendo o desenvolvimento das funções psíquicas superiores dos estudantes. A partir da análise dos conceitos científicos como sistemas organizados e da Zona de Desenvolvimento Proximal ou Iminente, propõe-se a retomada do ensino como categoria central da prática educativa no âmbito da Educação Básica.</p>Jaqueline RitterDaiana Rebeca de Lima Bauer Jéssica Blank Lopes (PG)Diúli de Seta Lopes (PG)
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPodemos dizer que o átomo é real?
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/748
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho problematiza a noção de real na Ciência a partir da epistemologia de Gaston Bachelard, relacionando-a ao conceito de átomo e aos modelos atômicos. Partindo de um ensaio teórico orientado por problematizações, no texto discutimos como o conhecimento científico avança por rupturas epistemológicas e pela construção abstrata de objetos. A ideia de átomo é construída pela razão instrumentalizada, não um dado sensorial. Instrumentos e modelos são teorias materializadas que produzem fenômenos e atribuem coeficientes de realidade conforme níveis teóricos e condições experimentais. A partir das ideias de Bachelard, notamos argumentos por um pluralismo de ideias, que sua validade depende da capacidade explicativa, não de correspondência imediata com a “coisa em si”. Mais que um estatuto de real para o átomo, suas representações, os modelos atômicos, têm validade ao ter sentido no encadeamento lógico de ideias. Para o Ensino de Química, buscamos contribuir ao discutir como os modelos atômicos atuam como ferramentas contextuais, mas ao explicitar suas limitações e evitar o realismo ingênuo, há uma capacidade de favorecer uma pedagogia que articule teoria, instrumento e prática na construção do real científico.</span></p>Alice Gaier ViarioGuilherme Brahm dos Santos Alessandro Cury SoaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPráticas pedagógicas no Ensino de Ciências nos Anos Iniciais: Um Estudo em Escolas Municipais de Porto Alegre
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/759
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa as práticas pedagógicas no ensino de Ciências nos anos iniciais da rede municipal de Porto Alegre. Apesar das orientações da BNCC, esse componente curricular segue historicamente marginalizado. A pesquisa buscou responder: quais são as principais práticas adotadas pelas professoras? O estudo tem natureza qualitativa e utilizou questionário semiestruturado online , respondido por 30 docentes. Procedeu-se à análise dos dados com base na Análise textual discursiva de Moraes e Galiazzi (2016). Os resultados evidenciam o predomínio de estratégias convencionais, centradas em livro didático e cópias, bem como um uso restrito de tecnologias digitais, condicionado por barreiras estruturais e pela insuficiência de formação específica. Ainda assim, emergem iniciativas investigativas pontuais, como observação de horta e o plantio de mudas. As docentes destacam como principal demanda não apenas a carência de materiais, mas a necessidade de apoio colaborativo e de formação em Ciências. Conclui-se que fortalecer a disciplina nos anos iniciais exige repensar condições de infraestrutura e fomentar práticas capazes de articular alfabetização e letramento científico.</span></p>Heidi Fernanda BertottiMarcus Eduardo Maciel Ribeiro
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA DA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO-RS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/818
<p><span style="font-weight: 400;">A curricularização da extensão deve assegurar, no mínimo, 10% do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social. Em vista disso, o presente estudo apresenta como objetivo analisar o Projeto Pedagógico de Curso, do curso de licenciatura em Química, da Universidade de Passo Fundo (UPF), em relação à proposta da curricularização da extensão. Pode-se afirmar que a extensão é uma das atividades formativas fundamentais que compõem os três pilares indissociáveis da Universidade de Passo Fundo: o ensino, a pesquisa e a extensão. No curso de licenciatura em Química as atividades de extensão promovem uma conexão mais estreita entre a universidade e a comunidade, proporcionando aprendizagem significativa tanto para os discentes quanto para a sociedade.</span></p>Amauri Picollo de OliveiraAdemar Antonio Lauxen José Claudio Del Pino
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPerdidos na Química:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/853
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto do Ensino Médio, a disciplina de Química é frequentemente conduzida de maneira excessivamente teórica, o que pode dificultar o engajamento dos estudantes. Diante disso, foi desenvolvida a atividade gamificada “Perdido na Química”, com o objetivo de revisar conteúdos já trabalhados de forma lúdica, interativa e significativa. Inspirado em um jogo de tabuleiro em escala ampliada, o jogo contou com uma trilha confeccionada em EVA colorido, peões representados por vidrarias de laboratório e cartas com perguntas relacionadas aos conteúdos da disciplina. Durante a dinâmica, foi perceptível o entusiasmo, a participação ativa e a cooperação entre os estudantes, que demonstraram grande envolvimento com a proposta. Para compreender melhor a recepção da atividade, foi aplicado um questionário posteriormente, no qual a maioria dos alunos relatou que a experiência foi divertida, contribuiu para a revisão dos conteúdos e despertou maior interesse pela disciplina. A atividade mostrou-se eficaz como ferramenta de ensino, promovendo um ambiente mais leve e colaborativo. Além disso, está alinhada às competências gerais da BNCC, reforçando o potencial das metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem da Química.</span></p>Claudia Smaniotto BarinBeatriz Walter DvoranovskiVânia Pivetta
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesafios e percepções sobre o ensino em química sob uma perspectiva inclusiva: uma revisão sistemática de literatura
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/906
<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho apresenta uma revisão sistemática de literatura, cujo objetivo é identificar como se caracterizam as publicações na área do ensino de química nos últimos 10 anos, a partir de uma perspectiva inclusiva. Para compor a pesquisa foi realizada um levantamento de dados por meio das ferramentas de pesquisa na internet: Google Scholar, SciELO, Scopus e Portal de Periódicos Capes, no peŕiodo de abril a junho de 2025. Utilizou-se como descritores os termos ‘inclusão’, ‘química’ e ‘ensino’, dos quais emergiram 21 trabalhos. As categorias emergentes “Ensino de Química e Deficiência Visual”, “Ensino de Química e Surdez” e “Ensino de Química e Outras Deficiências” tiveram como base as propostas pedagógicas e as deficiências abordadas nos artigos acadêmicos. A partir da seleção e classificação dos trabalhos em diferentes categorias, foi possível sintetizar seus pontos comuns mais relevantes, bem como ampliar os conhecimentos do assunto e propor novas questões. </span></p>Jaqueline PackowskiMarcelo Leandro Eichler
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO ENSINO DE QUÍMICA E A ABORDAGEM CTS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO MÉDIO
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/926
<p>O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) tem sua relevância reconhecida na qualificação da educação básica em âmbito nacional, sendo um recurso utilizado pelos professores de todas as áreas do conhecimento. O referido programa tem história e ao longo dos anos sofreu adequações para acompanhar as reformulações legais da educação básica, a exemplo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o mais recente, o Novo Ensino Médio. Sendo que esse último modificou significativamente a formatação do material, pois os livros passaram de seriados para coleções específicas para cada área do conhecimento, além de versões para projetos integradores. Esse artigo tem como objetivo apresentar um recorte de uma pesquisa realizada com uma coleção de livros da área da ciências da natureza, formatada para contemplar a proposta do Novo Ensino Médio, e que está sendo utilizada em escolas públicas. Assim, busca-se verificar se os indicadores, para o ensino Ciências Tecnologia e Sociedade (CTS) contemplam as competências e habilidades da BNCC. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, que faz uso da análise documental. Para a apresentação dos resultados utilizamos a análise de conteúdo. Os resultados apontam que os indicadores analisados contemplam a abordagem CTS em relação às suas competências e habilidades na área da ciências da natureza.</p>Jane HerberIsamara de OliveiraJosé Claudio Del Pino
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQFaces de um cubo: O modelo atômico proposto por Lewis explica as Ligações Químicas?
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/682
<p>Este artigo discute o uso do modelo do átomo cúbico de Gilbert N. Lewis no ensino de ligações químicas, analisando sua coerência conceitual e seu potencial didático. O modelo, proposto em 1916, representa os elétrons de valência nos vértices de um cubo, permitindo a visualização da formação de ligações covalentes e iônicas com base na ideia de compartilhamento ou transferência de elétrons. A proposta de Lewis se apoia na Lei da Valência e Contra-Valência de Abegg (1904) e visa explicar a estabilidade eletrônica dos átomos. O texto examina os fundamentos históricos, conceituais e epistemológicos do modelo a partir dos artigos de Lewis publicados entre 1913 e 1923. Também discute a aplicação do modelo no Ensino de Química, destacando sua capacidade de representar visualmente a distribuição eletrônica, prever reatividade e facilitar a compreensão de ligações químicas. A abordagem busca contribuir com reflexões sobre o papel dos modelos na mediação do conhecimento científico e no desenvolvimento de habilidades conceituais no contexto educacional. Por fim, o artigo sugere que a inserção desse modelo nas práticas pedagógicas pode favorecer a compreensão estrutural das substâncias e das interações químicas entre os átomos.</p>Vitória Schiavon da SilvaBruno dos Santos Pastoriza Jamily da Silva dos AnjosAlessandro Cury Soares
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA O Ensino de Química com abordagem interdisciplinar nos Clubes de Ciências: Integrando Educação Financeira com os Desafios Ambientais.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/710
<p>Este relato de experiência procura a integração da Educação Ambiental com o Ensino de Química em uma escola pública de Porto Alegre, RS. Diante dos desafios ambientais locais, como os eventos climáticos extremos e as intensas ondas de calor que assolaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a pesquisa aborda o tema do EDEQ 2025. O ponto de partida foi o conceito de Propriedades Térmicas dos Materiais (PTM), utilizado para desenvolver uma atividade didática que conecta a teoria à prática. O objetivo foi considerar como essa proposta pedagógica associa o conteúdo químico aos problemas ambientais, permitindo que alunos do Ensino Médio investigassem a interação de diferentes superfícies urbanas com o calor e sua influência na formação de ilhas de calor. A metodologia é de natureza qualitativa, baseada na Revisão Sistemática de Literatura (RSL). Os resultados da pesquisa se alinham aos princípios da educação econômica em Clubes de Ciências ao promover um diálogo entre a teoria e o exercício educativo. O estudo destaca a relevância do ensino de Química para a formação de cidadãos conscientes e ativos, capazes de compreender e atuar diante dos desafios ambientais da nossa região.</p>CHAMIS KHALEKGILSON VALERIO VICENTEJosé Vicente Lima RobainaLoanda Alves Triboli
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQNarrativa (auto)biográfica de uma doutoranda em Educação em Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/768
<p>Apresentamos uma investigação (auto)biográfica sobre o percurso de Ana (nome fictício), doutoranda em Educação em Ciências, com o objetivo de compreender elementos de sua trajetória que contribuíram para seu desenvolvimento profissional docente e eventuais obstáculos. A pesquisa fundamenta-se em referenciais que reconhecem a narrativa como ferramenta de produção de conhecimento individual e coletivo, permitindo refletir sobre experiências, práticas e contextos socioculturais. A metodologia, de caráter qualitativo e exploratório, baseou-se em entrevista narrativa, sendo analisada segundo uma abordagem compreensivo-interpretativa. A história de Ana revela resistências iniciais à docência devido à desvalorização social da profissão, mas evidencia sua consolidação como professora por meio da licenciatura, da atuação na Educação Básica, do mestrado e de projetos envolvendo Educação Ambiental, gênero, corpo e sexualidade. O ingresso no doutorado representou um desafio marcado por deslocamentos, adaptações e redescobertas, reafirmando seu compromisso com a carreira docente. Inferimos que relatos (auto)biográficos como esse podem inspirar reflexões sobre aprendizagens, dificuldades e potencialidades da pós-graduação <em>stricto sensu</em> na área de Educação em Ciências.</p>Carlos Ventura FonsecaGerson de Souza Mól
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstudos de caso relacionados com a temática de alimentação saudável para o ensino médio: potencialidades e desafios.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/803
<p>Este trabalho relata o desenvolvimento da aplicação da metodologia de Estudo de Caso relacionada à alimentação saudável na disciplina de Química do segundo ano do Ensino Médio de uma escola pública da região central do RS. Foram elaborados e trabalhados 3 casos diferentes com os grupos de estudantes com o intuito de abordar de forma contextualizada diferentes conceitos químicos relacionados com o tema “alimentação”. Para coleta de dados, foi utilizada uma pesquisa de opinião inicial e outra final, ambas seguindo a organização de um questionário estruturado do tipo Likert. As respostas foram processadas mediante uso da lógica <em>Fuzzy. </em>Ainda, foram coletados dados no diário de refeições dos estudantes e uma apresentação final dos estudantes realizada em grupos. Os resultados mostram que não houve mudança significativa na alimentação dos estudantes que participaram da pesquisa, o que pode indicar a necessidade de trabalhar de forma continuada essa temática com os alunos para assim permitir a mudanças de hábitos alimentares entre os discentes.</p>Beatriz Caminha MeloCarla SirtoriRodrigo Rozado LealAlejandro Ruiz-Padillo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQFanzines como Ferramenta de Divulgação e Ensino da Química Verde
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/837
<p><strong>Resumo:</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho apresenta uma experiência pedagógica realizada com estudantes do ensino médio, que tiveram como desafio a produção de fanzines abordando os princípios da Química Verde. A atividade buscou articular criatividade, criticidade e interdisciplinaridade na compreensão de conceitos químicos relacionados à sustentabilidade, dialogando com as discussões globais em torno do COP 30. Os resultados evidenciam o potencial dos fanzines como recurso de divulgação científica e instrumento para despertar o engajamento juvenil frente às questões ambientais.</span></p>João Cristiano Geschwandtner de Oliveira
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMateriais didáticos no ensino de química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/865
<p>As práticas pedagógicas inclusivas tem sido centro de grandes debates no Ensino de Química. Assim, essa pesquisa objetivou mapear e analisar pesquisas brasileiras que abordam o uso de materiais didáticos adaptados no ensino de química, considerando os princípios da inclusão escolar. Esta pesquisa é qualitativa do tipo estado do conhecimento. Os dados foram constituídos no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, utilizando-se três descritores - “ensino de química”, “material didático” e “inclusão”. O <em>corpus</em> da pesquisa foi constituído por sete dissertações, defendidas entre 2019 e 2023, as quais foram analisadas quanto a objetivos, metodologias, sujeitos participantes, tipos de materiais e conteúdos químicos abordados. Os resultados evidenciam concentração de estudos no ensino médio e predomínio de conteúdos introdutórios, bem como a ausência de teses e de pesquisas voltadas a outros níveis e modalidades de ensino. Conclui-se que a área demanda maior produção, especialmente no desenvolvimento e aplicação de recursos inclusivos para conteúdos mais complexos, e que políticas públicas, editais de fomento e parcerias interinstitucionais podem impulsionar práticas pedagógicas mais equitativas no ensino de química.</p>João Vitor Piva BrugnerottoEverton BedinAline LubyiHelena da Rosa GaleskiCintia Aliny Silva de SouzaThayse Geane Iglesias da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPLAneta PLÁstico
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/915
<p>O seguinte trabalho relata a experiência de elaboração de um fanzine como ferramenta didática no Ensino de Química, desenvolvido na disciplina “Química e Cotidiano” do primeiro semestre do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Pelotas. Nesse sentido, destaca-se a importância da educação científica para a compreensão crítica das questões ambientais do Antropoceno, especialmente relacionadas à Química do Carbono e ao uso do polietileno. O fanzine, que pode ser caracterizado como um tipo de publicação independente e autoral, foi escolhido por possibilitar a articulação entre conteúdos químicos e contextos sociais, éticos, políticos e econômicos vividos pela sociedade. Sua realização envolveu um sorteio temático, elaboração de um projeto de Ensino e saídas de campo pela cidade de Pelotas. Assim, o zine “PLAneta PLÁstico” problematiza o consumo do plástico, suas consequências ecológicas e sociais, e promove uma crítica ao sistema produtivo capitalista. Sendo assim, a experiência evidenciou o potencial do fanzine para conectar a Química e o Cotidiano.</p>MARIA TEIXEIRALarissa Maia SchmidtVitória Schiavon da SilvaBruna Adriane Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMOLÉCULAS AO CREME: UMA DISCIPLINA PARA EXPLORAR A QUÍMICA NA CONSERVAÇÃO E PREPARAÇÃO DE ALIMENTOS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/935
<p><strong>:</strong> Este relato de experiência, desenvolvido no âmbito do Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI), apresenta a elaboração e aplicação de um Produto Educacional na forma de Unidade Temática (UT), estruturada em quatro módulos. A proposta foi concebida para integrar diferentes conteúdos de química — como tabela periódica, cinética química e pH — ao tema central conservação e preparação de alimentos, articulando ciência e cotidiano alimentar. As atividades propostas buscaram estimular a participação ativa e colaborativa dos estudantes, favorecendo aprendizagens significativas. A UT foi aplicada no segundo semestre de 2024 em uma escola estadual de Ensino Médio Gaúcho Tempo Integral, em Montenegro/RS, no contexto da disciplina eletiva <em>Moléculas ao Creme</em>, cujo objetivo é explorar os conceitos químicos e físicos presentes nas práticas alimentares do dia a dia. Os resultados preliminares evidenciam que as atividades despertaram o interesse dos estudantes e favoreceram a compreensão dos conteúdos de Química, fortalecendo o vínculo entre conhecimento científico e vida prática.</p>Emilene Mendes BeckerFabiana Machado e SilvaNathália Marcolin Simon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCaminhos para a aprendizagem significativa no ensino de química: tabelas periódicas temáticas e o ensino por competências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/955
<p><span style="font-weight: 400;">O componente de química do ensino médio está baseado em documentos orientadores do currículo brasileiro que refletem a proposta de desenvolver uma formação integral do estudante, promovendo o pensamento crítico, a contextualização e a compreensão da ciência como construção humana, apresentando a necessidade de tornar o conteúdo mais acessível e contextualizado, aproximando o conhecimento científico da realidade dos alunos e respeitando os diferentes estilos de aprendizagem. Assim, o presente trabalho relata uma experiência de sala de aula no componente de química que resulta na construção de tabelas periódicas temáticas por turmas do Ensino Médio, integrando o ensino por competências à prática pedagógica. Cada tabela abordou uma perspectiva diferente da presença dos elementos químicos: super-heróis e vilões, alimentos, músicas, natureza e bandeiras. As produções permitiram que os estudantes relacionassem propriedades químicas a contextos científicos, culturais, sociais e históricos, promovendo a aprendizagem significativa e interdisciplinar. As tabelas foram expostas em diferentes espaços da escola e revisadas pelos próprios alunos, envolvendo também a comunidade escolar, como merendeiras, funcionários e colegas. A proposta incentivou o protagonismo estudantil, a criatividade e a contextualização da ciência, favorecendo a compreensão da Tabela Periódica como uma construção humana conectada ao cotidiano e à diversidade de saberes.</span></p>Maria Julia Hunning Ehlert
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDesafiando a Memória
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/668
<p><span style="font-weight: 400;">No ensino de Química, alguns conteúdos teóricos requerem o desenvolvimento de raciocínio abstrato dos estudantes, desta forma demandam estratégias criativas e metodológicas mais flexíveis para facilitar e potencializar a aprendizagem. Diante disso, o presente trabalho consiste em um relato de experiência do uso de jogos didáticos como estratégia de aprendizagem em uma escola pública de Santa Maria (RS). O público-alvo consistiu de 24 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, os quais participaram de uma atividade baseada no modelo tradicional de jogo da memória, com foco nos conteúdos de hidrocarbonetos e álcoois. A proposta foi desenvolvida a partir de uma abordagem lúdica, dentro da perspectiva de uma pesquisa-ação participante. A atividade foi aplicada ao final do trimestre letivo de 2025, com duração de aproximadamente 45 minutos. Durante o desenvolvimento do jogo, os estudantes demonstraram-se participativos, interessados e colaborativos entre os colegas. Ao reconhecerem os compostos químicos presentes em situações cotidianas, demonstraram maior envolvimento na dinâmica. Dessa forma, conclui-se que a utilização de jogos no ensino de Química pode ser uma valiosa ferramenta para promover o aprendizado significativo e prazeroso, especialmente quando os conteúdos são associados ao cotidiano dos alunos de forma lúdica e interativa.</span></p>Alessandra Becher Costa Claudia Smaniotto BarinTanize Stuker Fernandes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQTemas Contemporâneos Transversais e Educação Ambiental no Ensino de Química:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/699
<p><span style="font-weight: 400;">Este estudo teve como finalidade analisar como a temática Educação Ambiental foi abordada nos anais do Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) nas edições de 2022 e 2024. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica na qual foram identificados 25 trabalhos contendo a expressão “Educação Ambiental” nos títulos. Os mesmos foram organizados em planilha do excel com os principais tópicos para realização das análises, as quais ocorreram por meio das palavras-chave, autores, Instituições, resumo, etc. Destacamos que alguns autores mostraram-se mais de uma vez no período desta pesquisa, constatando-se como prováveis pesquisadores do tema no contexto do ensino de Química, já as Instituições com maior incidência foram instituições públicas do estado de Goiás. Verificou-se que alguns estudos mencionaram os Temas Contemporâneos e Transversais por meio de temáticas como Química Verde, Sustentabilidade, entre outros. Além de trazerem discussões relacionadas à Formação de Professores e temas como resíduos sólidos, microplásticos e lixo eletrônico. Constatou-se que os temas contemporâneos são relevantes para o ensino de Química, em vista da urgência na conscientização da população. Ademais, o estudo contribuiu para verificar algumas tendências da área e abordagens em diferentes contextos, contudo os resultados mostram que ainda são escassas as pesquisas sobre a temática.</span></p>Mara Joceli Vasconcellos PfeiferRenata Hernandez Lindemann
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQExplorando o potencial de espaços não formais de educação para o ensino de Físico-Química: um relato de propostas elaboradas por licenciandos em Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/719
<p>Neste trabalho abordam-se as relações entre a Físico-Química (FQ) e as temáticas cotidianas por meio da possibilidade de desenvolvimento de aprendizagens em espaços não formais de educação. A partir de proposição de planejamentos de ensino de FQ em tais espaços, desenvolvidos em uma disciplina do curso de Licenciatura em Química da Universidade XXX, apresentam-se alguns pressupostos e considerações no presente texto. A disciplina teve a participação de cinco graduandos e um doutorando do programa XXX. Os discentes selecionaram os seguintes locais para desenvolvimento de seus trabalhos: associações civis, parques, praças, monumentos, indústrias alimentícias, museus interativos e jardins. Observou-se que os licenciandos priorizaram em seus planos de ensino: a problematização dos saberes iniciais dos estudantes, a utilização de temas cotidianos, a interdisciplinaridade entre Ciências Humanas e da Natureza e atividades avaliativas formativas e inovadoras. Por fim, os planejamentos de ensino em espaços não formais podem ser usados para enriquecer os momentos e as aprendizagens formais.</p>Nathália Marcolin SimonAlexandre Gobbato D'AndreaGabriela Borges SoaresHelen Sarah Hahn FlachNatalia Kohlrausch Vernetti dos SantosRickson Bonadeo dos SantosAndré Slaviero
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAs questões socioambientais na constituição de Conhecimentos Profissionais de Professores de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/756
<p>Com base nas mudanças da sociedade contemporânea, inclusive por meio de diretrizes e documentos nacionais da formação de professores, tornam-se necessárias pesquisas que analisem os processos de formação e de atuação docente, como os Conhecimentos Profissionais. Neste texto, analisamos a relação das questões socioambientais na constituição do Conhecimento Profissional de Professores (CPP) no curso de Licenciatura em Química de uma Universidade Federal. A metodologia envolveu o estudo de caso, com 18 licenciandos e 4 docentes de componentes com carga horária em Prática como componente curricular e em Estágio supervisionado. O <em>corpus</em> de análise é constituído pelo acompanhamento das apresentações finais, a gravação e transcrição, diário de bordo da pesquisadora, relatórios finais e portifólios. Os materiais foram submetidos à Análise Textual Discursiva, resultando na categoria emergente “As questões socioambientais na constituição do CPP”, que envolvem discussões e reflexões de aspectos socioambientais e a sua relação com o processo formativo de docentes em Química. Os resultados apontam para a importância de considerar as questões socioambientais como componente estruturante do CPP, por possibilitar que os licenciados ampliem discussões e reflexões da articulação entre a Química, a sociedade e a natureza.</p>Charlene de PaulaFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO CONTEXTO ESCOLAR: A RELAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE E O TURISMO NA REGIÃO DO PAMPA GAÚCHO
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/816
<p><span style="font-weight: 400;"> Este trabalho foi desenvolvido no contexto do Programa Institucional de Bolsa a Iniciação à Docência (PIBID) tendo como objetivo a utilização de tecnologias digitais, atividades lúdicas e sustentabilidade por meio da criação de um site e jogos de tabuleiros sobre a região da Campanha Gaúcha. As etapas do percurso metodológico foram: levantamento de dados em fontes de pesquisa, seleção das cidades da região, utilização das plataformas digitais, construção de protótipos dos tabuleiros, construção dos jogos de tabuleiro e site e por fim, a validação, aplicação e questionário final. Como resultado, a construção do site foi considerado uma ferramenta pedagógica que aliou-se à educação, sustentabilidade, patrimônio material e imaterial do território da Campanha Gaúcha. Além disso, os tabuleiros mostraram uma forma interativa e social sobre as questões da região, como a alimentação nativa e sustentável, as vestimentas, manifestações culturais e históricas, além da grande biodiversidade. Os estudantes reconheceram que existem uma grande variedade de pontos turísticos e comunidades pertencentes, que muitas vezes não são lembradas. Desta forma, conclui-se que as atividades e projetos como este, que trazem o lúdico, tecnologias e a identidade regional contribuem para uma aprendizagem significativa e uma conectividade com a realidade local.</span></p>Chaiane Barbosa PortoVinicius Gomes das ChagasÉverton Fernandes MachadoMarcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQANÁLISE DO IMPACTO E PERCEPÇÃO DA AÇÃO DE PIBIDIANOS EM UMA DISCIPLINA ELETIVA EXPERIMENTAL DO NOVO ENSINO MÉDIO.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/880
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho analisou o impacto da atuação de bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na disciplina eletiva "Práticas de Laboratório" do Novo Ensino Médio, em uma escola pública de Pelotas-RS. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou questionários aplicados a alunos e análise de conteúdo . Os resultados mostraram que 72% dos estudantes já tinham interesse prévio por Química, enquanto 28% passaram a se interessar após as aulas, destacando o papel motivador das atividades experimentais. Todas as respostas indicaram que as práticas laboratoriais facilitaram a compreensão dos conceitos teóricos, com destaque para reações de precipitação e discussões sobre mulheres na ciência. A mediação dos pibidianos foi amplamente valorizada, com relatos que enfatizaram sua criatividade, dedicação e capacidade de aproximação com os alunos.Concluiu-se que a intervenção do PIBID reforçou o interesse da turma pela disciplina, ao mesmo tempo em que auxiliou o professor regente na organização das aulas, mitigando desafios como a falta de recursos e tempo. O estudo evidencia a importância de programas como o PIBID para integrar teoria e prática, enriquecendo tanto a formação docente quanto a aprendizagem dos licenciandos e licenciandas bolsistas.</span></p>Marcelo de Avila LeãoMaria Eduarda Rocha de Souza MatescoWiliam BoschettiBruna Fary-HidaiJorge Luiz Pernas
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPor Uma Docência Inclusiva em Ciências/Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/903
<p>Este relato de experiência discorre sobre uma intervenção pedagógica realizada com uma turma de 6º ano na Escola Bilíngue Professor Alfredo Dub, parceira do projeto de extensão “Por Uma Docência Inclusiva” (UFPel). Planejada a partir dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e do modelo bilíngue Libras–Português, a ação integrou vídeo interpretado em Libras, produção de maquete e experimento demonstrativo sobre vulcões, distribuídos em três aulas de 50 minutos. Observou-se engajamento, participação ativa e respostas positivas dos discentes, indicando que recursos multissensoriais e abordagens bilíngues favorecem o acesso aos conteúdos científicos sem reduzi-los conceitualmente. Entre as limitações destacam-se o número reduzido de participantes, a curta duração da intervenção e a dependência de intérpretes, visto que os extensionistas ainda não estão aptos para conduzir integralmente as atividades em Libras. Conclui-se que práticas multissensoriais e a articulação universidade-escola são promissoras para a Educação Inclusiva no campo das Ciências, recomendando-se formação contínua em Libras aos extensionistas e na formação de professores.</p>Jailson Sousa JúniorEduarda Vieira SouzaAlessandro Cury SoaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCircuito Investigativo de Realidade Alternativa: uma proposta de recurso didático na discussão de problemas ambientais
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/924
<p>Este trabalho apresenta a proposta de um recurso didático baseado em metodologias ativas, intitulado Circuito Investigativo de Realidade Alternativa: um jogo que discute questões ambientais. O recurso tem como objetivo estimular o pensamento científico de estudantes do ensino médio a partir da resolução de um caso investigativo envolvendo problemas ambientais reais, como poluição da água, do solo e do ar, além das mudanças climáticas. A proposta parte do reconhecimento de que o ensino de química ainda enfrenta dificuldades devido ao alto nível de abstração dos conteúdos e à predominância de metodologias tradicionais, que tornam o estudante passivo no processo de aprendizagem. O jogo investigativo é estruturado em estações de trabalho, compostas por pastas, pistas, QR Codes, elementos gráficos e materiais digitais, nas quais os estudantes assumem o papel de cientistas, analisam dados simulados e propõem soluções sustentáveis. O recurso será validado a partir de questionários, observações, registros escritos e audiovisuais. Espera-se que a atividade proporcione maior engajamento, promova interdisciplinaridade e contribua para o desenvolvimento de competências científicas, críticas e socioambientais.</p>Nelson RamosThalita SantosAnelise Luca
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQQue água bebemos? Uma proposta didática para o desenvolvimento da Alfabetização Científica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/943
<p>Este artigo apresenta uma proposta didática que integra o Ensino de Química e a Educação Ambiental, tomando como eixo central a temática da água e os impactos das enchentes que assolaram o estado do Rio Grande do Sul em 2024. A proposta fundamenta-se na Alfabetização Científica, conforme os três eixos estruturantes discutidos por Sasseron e Carvalho (2011), e foi organizada em três etapas: problematização inicial em sala de aula, visita técnica ao Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) de Porto Alegre e retorno à escola para síntese e reflexão coletiva. A metodologia utilizada insere-se na abordagem qualitativa de natureza interpretativa, buscando compreender os sentidos atribuídos pelos estudantes ao longo da sequência didática. Os resultados esperados incluem a construção de conceitos científicos básicos, a compreensão da ciência como prática social permeada por dimensões éticas e políticas, e o desenvolvimento da visão crítica sobre as relações entre ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente. Conclui-se que a proposta contribui para aproximar o ensino de Ciências das questões socioambientais contemporâneas, incentivando a participação ativa dos estudantes na resolução de problemas reais.</p>GABRIEL RIBEIRO PADILHABarbara Pereira VidalRoberta Santos da Silva Coussirat
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQJogo Didático de Distribuição Eletrônica: um relato de experiência.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/734
<p>Este trabalho apresenta uma atividade desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), voltada para o ensino de Química no Ensino Médio, com foco no conteúdo de distribuição eletrônica. A proposta consistiu na criação e aplicação de um jogo didático, inspirado no Diagrama Tátil de Linus Pauling e no Diagrama em 3D, construído com materiais recicláveis e de baixo custo. O objetivo foi revisar e reforçar o conteúdo de forma lúdica, interativa e motivadora. A aplicação ocorreu em três turmas do 1º ano, totalizando 44 alunos, e foi precedida por uma breve revisão teórica. Durante a dinâmica, observou-se alto engajamento, cooperação e interesse dos participantes. A avaliação, feita por meio de um questionário, indicou que a maioria se sentiu motivada, considerou a experiência divertida e reconheceu aumento no aprendizado. As principais dificuldades apontadas foram a localização dos elementos na Tabela Periódica e a ordem de preenchimento dos subníveis. A atividade demonstrou que jogos didáticos favorecem a compreensão, estimulam o trabalho em equipe e promovem um ambiente de aprendizagem mais dinâmico, reforçando a importância de metodologias ativas no ensino de Química.</p>Giovanna Vitoria Pavin Tordin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQIncentivo à Participação Feminina em Cursos Técnicos do IFRS – Campus Rio Grande
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/888
<p><span style="font-weight: 400;"> A presença desigual de homens e mulheres em diferentes áreas profissionais ainda restringe as oportunidades femininas em determinadas carreiras, especialmente nas ciências e influencia diretamente as escolhas acadêmicas de muitas meninas no Brasil. Diante desse cenário, o projeto tem como objetivo encorajar meninas de escolas de ensino fundamental de Rio Grande e de São José do Norte a ingressarem nos cursos técnicos do IFRS - campus Rio Grande.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> Foram realizadas oficinas com estudantes do oitavo e do nono ano, envolvendo apresentações sobre o processo seletivo, atividades práticas relacionadas aos cursos ofertados, experimentos de química e aplicação de questionários pós-oficinas para levantamento de perfil e interesses acadêmicos. As atividades foram organizadas majoritariamente por professoras e realizadas também por alunas dos cursos técnicos de Automação Industrial, Mecânica, Informática para Internet e Eletrotécnica, participaram das oficinas 245 estudantes de 11 escolas públicas das duas cidades.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> Os resultados indicaram que 48,4% dos participantes eram meninas, das quais 55,1% demonstraram interesse em realizar o teste de seleção. Entre as meninas, o curso técnico em Automação Industrial foi o mais citado (19,2%), enquanto os meninos destacaram-se em Mecânica (29,1%). Observou-se ainda que 82,9% dos estudantes manifestaram interesse em visitar o campus durante a Semana Aberta (evento de apresentação do IFRS à comunidade), sendo 93,2% meninas e 73,6% meninos. Em relação à participação no processo seletivo, 66,9% dos alunos não possuíam ou desconheciam se possuíam conta no Gov.br, e 71,8% não sabiam informar sobre cadastro familiar no CadÚnico.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> Espera-se que as oficinas promovam maior preparação e participação feminina nos testes de seleção futuros, considerando que, no processo seletivo 2025/1, apenas em Eletrotécnica (52% x 48%) e Geoprocessamento (62% x 38%) o percentual de meninas aprovadas superou o de meninos. Contudo, apesar do valor ser superior no curso de Geoprocessamento, quase 70% dos meninos inscritos foram aprovados, enquanto apenas 25% das meninas inscritas entraram. Os cursos com menor aprovação feminina foram Informática (23%) e Mecânica (30%) (IFRS, 2025).</span></p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>IFRS, Processo Seletivo. Disponível em: https://ingresso.ifrs.edu.br/2025/</p>Fernanda Obiedo BarrosPatricia Anselmo ZanottaNicolle RuppenthalLarissa Soares da Costa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO uso de corantes naturais e artificiais:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/774
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Introdução</strong></span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho foi realizado no contexto do programa institucional de bolsas de iniciação à docência (PIBID), e objetivou trabalhar os conceitos de corantes naturais e artificiais por meio de uma contextualização sustentável. A escolha pelo tema buscou promover reflexões sobre o uso de substâncias químicas no dia a dia e os efeitos relacionados à saúde e à sustentabilidade, além de incentivar a valorização dos alimentos regionais. Segundo Almeida </span><em><span style="font-weight: 400;">et al.,</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2018), trabalhar com temas geradores e experimentos de química ajudam os alunos a entenderem melhor o mundo ao seu redor e a se tornarem mais críticos e fazerem escolhas mais sustentáveis. </span></p> <p><strong>Metodologia</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A atividade foi desenvolvida em três etapas: i) aula expositiva e dialogada sobre os corantes naturais e artificiais ii) Pesquisa bibliográfica sobre os alimentos típicos do Rio Grande do Sul, com o intuito da identificação de sua molécula, estrutura, benefício, cor, características e a construção de um card informativo iii) Aplicação de um questionário avaliativo com foco nos conceitos abordados na aula expositiva.</span></p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">O questionário avaliativo foi realizado em duas turmas de terceiro ano do Ensino Médio, totalizando 20 alunos participantes. Nas respostas, observou-se que a maioria possuía algum conhecimento sobre o uso de corantes de acordo com discussões em aulas anteriores. Em uma das questões, um dos estudantes destacou que os corantes melhoram a aparência e disfarçam o envelhecimento dos produtos, enquanto outro, apontou que também dá sabor aos alimentos. Ainda na validação dos questionários, alguns estudantes responderam que nos experimentos simples como trituração e água fervente, podemos extrair os corantes, isso demonstrou que os alunos entenderam uma boa parte do conteúdo teórico e conseguiram transferir esse conhecimento para uma proposta inicial prática. </span></p> <p><strong>CONCLUSÕES</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclui-se que a atividade possibilitou que alunos compreendessem, de forma contextualizada, os conceitos de corantes naturais e artificiais, relacionando-os à sustentabilidade e à valorização dos alimentos regionais. A participação e as respostas obtidas evidenciam que mesmo práticas simples podem promover interesse pela Química e reflexão crítica sobre o uso de substâncias químicas no cotidiano.</span></p> <p><strong>Referências</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">DE ALMEIDA, C. R.; DE OLIVEIRA, G.; DA SILVA, F. F.; MULER, S. S.; NICOLINI, K. P.; NICOLINI, J. O uso de corantes alimentícios como tema gerador em aulas experimentais de Química. </span><strong>Scientia Plena</strong><span style="font-weight: 400;">, Curitiba, v. 14, n. 4, p. 047101‑1–047101‑x, 2018. DOI: 10.14808/sci.plena.2018.047201. Disponível em:</span><a href="https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/4107/1957"> <span style="font-weight: 400;">https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/4107/1957</span></a><span style="font-weight: 400;">. Acesso em: 2 ago. 2025.</span></p>Ticiane SantosTaíse Machado CarvalhoEverton MachadoMarcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQContaminação das águas do município de Protásio Alves - RS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/814
<p>O presente trabalho busca evidenciar a contaminação das águas dos poços artesianos, de competência do poder executivo de Protásio Alves - RS, causada por dejetos da avicultura e suinocultura, que afetam o abastecimento urbano e rural.</p> <p>Realizou-se uma análise de dados dos documentos de controle dos poços do município, comparado os resultados com artigos selecionados, que retratam como devem ser realizadas as adequações necessárias, para reduzir os impactos causados na contaminação das águas, pelos dejetos de avicultura e suinocultura.</p> <p>Após a análise e evidência dos artigos analisados sobre o tratamento de dejetos de aves e qualidade da água, no meio rural, evidencia-se que o uso de tecnologias inovadoras, proporciona uma grande evolução nas granjas de avicultura e suinocultura fazendo com que a produção de ambas aumenta-se, reduzindo as perdas e gastos, e facilitando a evacuação dos dejetos, os quais são retirados de forma automática, através de esteiras que evitam o acúmulo e contaminação. O manejo correto dos dejetos é essencial para evitar problemas ambientais, como mau cheiro, poluição do solo e da água. Entre as opções de tratamento, estão a compostagem, a biodigestão anaeróbia e a queima de biomassa. O abastecimento de água para os animais está diretamente ligado com sua saúde, resultando em impactos negativos ou positivos. O consumo de água é um dos maiores indicadores utilizados como parâmetro de avaliação do desempenho dos animais e da não contaminação dos poços.</p> <p>Por meio do estudo, destacamos a importância de monitorar a qualidade da água em granjas de aves e suínos, para que se possa garantir a saúde humana, animal e a segurança dos alimentos, ressaltando a falta de pesquisas sobre a água em propriedades rurais.</p>Mauricio José TestaIágara CananBrenda Stella CúnicoThaís Santos Hoffmann Isabela Martéllo GaspariThayla Rodrigues dos Passos Yasmin Bee Dalferth
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQNarrativas de uma professora em formação sobre a Extensão Universitária
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/676
Ingrid Dutra de ÁvilaCharlene Barbosa de PaulaFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA PRODUÇÃO DE CURTAS-METRAGENS COMO CATALISADOR DA QUÍMICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/732
Fátima ComiottoNathália Marcolin Simon
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCadeia Orgânica – Uma Proposta Lúdica para o Ensino de Química Orgânica.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/909
Lennon CostaJuliana Christina Thomas
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQGamificação no Ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/844
Walter GoulartMuriel PereiraBruna Fary-Hidai
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDetetives do Ar: Aprendendo através da Experimentação
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/894
Marina VerlyCamila Santos dos Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Didática das Ligações Químicas em livros Históricos e Raros
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/672
<p>Esta pesquisa tem como objetivo analisar livros históricos e raros, buscando compreender como os conteúdos de Ligações Químicas foram organizados, ilustrados e comunicados nesses materiais. As diferenças nos modos de apresentação e estrutura dos conteúdos indicam a presença de distintas concepções sobre Ciência e Educação. As obras analisadas refletem suas épocas ao expressarem formas específicas de comunicar o conhecimento científico, evidenciando tanto continuidades quanto transformações no campo da Educação Química.</p>Jamily da Silva dos AnjosVitória Schiavon da SilvaKarenina Teixeira de MenezesAlessandro cury soaresBruno dos Santos Pastoriza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO “Balão Mágico” e a construção da Alfabetização Científica: uma prática no Ensino Fundamental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/702
Alana Auler BinsfeldLuiza PietaAline Moraes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Papel da Experimentação investigativa na Motivação e no desenvolvimento de Habilidades Cognitivas no Ensino de Química.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/749
Cláudia Moreira da FontouraMaurícius Selvero Pazinato
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAprendizados sobre o raio atômico do Gálio e a Contração do bloco d
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/819
Manuela JanicsekManuelle BoeiraMilleny Ferreira FerreiraVladimir Lavayen LavayenJaqueline ArguelloDarla de Vargas
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPrimeira vivência em Bioquímica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/947
Maria Eduarda CebageElisabete de Avila da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEstudo e Práticas em Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/769
Douglas CostaGabriela SbardelottoEduarda GobbiPaulo Roberto JanissekMarla Regina VieiraJosimar Vargas
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDo Espectro ao Circuito
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/956
<p>A titulação é uma técnica essencial de análise química, comumente utilizada no ensino de química para demonstrar conceitos como concentração e reações ácido-base. No entanto, a execução manual dessa técnica pode ser desafiadora, pois exige precisão, habilidades visuais e motoras. Para facilitar o ensino e a compreensão do processo, o projeto visa desenvolver um titulador automático que replica os movimentos e processos realizados manualmente durante uma volumetria de neutralização, otimizando o tempo e melhorando a clareza nas demonstrações em sala de aula. O desenvolvimento do projeto fundamentou-se em pesquisas sobre componentes eletrônicos e funções de programação na linguagem C++, experimentação, prototipagem de modelos 2D para corte a laser e 3D para impressão, utilizados na montagem da estrutura física do sistema. O projeto utiliza um Arduino Uno para controlar motores, sensores de cor e um display Nextion para interface gráfica. A automação envolve a movimentação do erlenmeyer, controle da vazão da bureta e detecção da mudança de cor do indicador. A fase de desenvolvimento incluiu testes iniciais e ajustes com base em entrevistas com especialistas em eletrônica depoimentos em relação à acessibilidade de pessoas daltônicas e normas de acessibilidade pela NBR 9050. O alinhamento entre a automação de processos e os interesses químico-analíticos proporcionaram a montagem de uma ferramenta facilitadora que desvia o processo de hiper automação e exclusão e esforço intelectual durante práticas laboratoriais e promova inclusão e interação. Por meio de sensores e componentes o sistema é capaz de detectar variações de cor, motorizar a agitação de vidrarias e a vazão da bureta. A interface no display Nextion permite o controle total de todo o processo, incluindo a escolha do indicador ácido-base. O titulador automático como facilitador oferece uma maneira mais precisa e eficiente de demonstrar o processo de volumetria de neutralização. A automação de tarefas manuais melhora a precisão e otimiza o tempo dos educadores e alunos. A sinalização de cores, associada a recursos auditivos e textuais, favorece a inclusão de pessoas daltônicas. Melhorias futuras, como a integração de um sensor de pH, poderão ampliar a precisão e a aplicabilidade do sistema em diferentes experimentos químicos.</p>Manuela RamosEduardo Postalli PassarinEduardo Pistorello Mendes
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQTECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO: (RE)UTILIZAÇÃO DE OBJETOS VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/757
<p>O uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação são possibilidades de auxiliar nas práticas educativas dos professores para a construção do conhecimento científico-tecnológico. A pesquisa caracteriza-se como sendo qualitativa seguido da análise textual discursiva desenvolvendo um produto digital gratuito (re)utilizando objetos virtuais de aprendizagem dispostos em projetos de pesquisas anteriores da Universidade Federal da Fronteira Sul como também presentes na <em>web</em>. Por fim, considerando que a experimentação é fundamental no Ensino de Ciências/Física, o almanaque digital é uma alternativa para suprir a precariedade ou inexistência de laboratórios convencionais através do uso de simulações didáticas virtuais propiciando a construção de conhecimentos científicos-tecnológicos.</p>ADRIANA LEIMANNRosemar Ayres dos Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAs plantas medicinais e os conhecimentos tradicionais na Educação de Jovens e Adultos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/782
Monique de Camargo Daniele Trajano Raupp
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO Estágio Curricular como espaço de discussão e compartilhamento de experiências entre docentes e discentes de cursos de Licenciatura
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/881
Douglas CostaCamila Greff PassosCarla Sirtori
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA importância da alfabetização científica para a pesquisa
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/708
Emanuelle da SilvaInes de Fátima Alves Gonçalves
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDespertando Curiosidades Científicas: A Química Analítica na Feira das Profissões da Unipampa Bagé (2024)
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/802
Ingrid Nogueira AbattiGiovanna Vitoria Pavin TordinMaria Regina de Oliveira CasartelliDebora Simone Figueredo Gay
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQFormando Jovens para o Futuro: A Educação Ambiental como Prática Transversal na Escola
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/954
Maria Julia Hunning EhlertAna Paula DenesMarli da Silva da SilvaLianes FicagnaCristiano Tresoldi AresiAlencar Teixeira dos Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQQuímica Forense como Ferramenta Pedagógica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/690
<p>Alunos do Ensino Médio frequentemente apresentam dificuldades na compreensão dos conteúdos de Química, devido à descontextualização e à baixa interdisciplinaridade em sala de aula. A contextualização, entendida como a construção de significados que conectam o conhecimento ao cotidiano e à realidade social do aluno, é essencial para uma aprendizagem significativa. Nesse cenário, a Química Forense surge como ferramenta pedagógica eficaz, permitindo que conceitos químicos sejam aplicados em situações reais, como cenas de crime simuladas, estudos de caso, experimentos laboratoriais e jogos educativos. Para analisar a utilização da Química Forense no ensino, realizou-se uma revisão bibliográfica utilizando a metodologia de análise de conteúdo, que consiste na pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, possibilitando interpretar e classificar os trabalhos encontrados. Os resultados demonstram que essas metodologias aumentam o engajamento, a participação e o protagonismo dos alunos, aproximando o conhecimento científico da realidade cotidiana e tornando o aprendizado mais significativo e eficaz.</p>Diego Flosi Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCorantes: A química que dá vida às cores.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/776
Vitória ResendeMárcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQExperimentação no Ensino de Química: explorando evidências macroscópicas das reações inorgânicas
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/879
<p>No contexto do ensino de química, professores e estudantes veem com bons olhos os momentos de experimentação em laboratório. Essas são aulas relevantes para apreciação de cores, fumaça, movimentos e explosões, mas também para a compreensão de conceitos químicos (Souza et al., 2013). Este trabalho apresenta uma sequência de experimentos para identificação de reações químicas por meio de evidências macroscópicas, bem como os resultados da aplicação da proposta em turma de um curso técnico em Química.</p>Zóia Cristina CompanyAlexandre HeluanyNathália Macolin SimonBárbara Caroline Leal
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPILHAS E BATERIAS NO ENSINO DE QUÍMICA: ORIGEM, FUNCIONAMENTO, IMPACTOS AMBIENTAIS E SOCIAIS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/942
Aline Cardoso
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQResolução de Problemas: a suplementação de vitaminas no ensino aprendizagem de Química Analítica Qualitativa
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/796
Marisa LongoCarla SirtoriCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDominó orgânico: Um recurso didático para alunos do 3° ano do Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/860
<p>O seguinte trabalho apresenta uma proposta metodológica voltada ao ensino de Química Orgânica por meio de um jogo didático. A pesquisa defende que os jogos unem diversão e aprendizado, estimulando habilidades cognitivas, motoras e sociais, além de tornar os conteúdos mais atrativos e acessíveis. A metodologia adotada foi qualitativa, envolvendo a elaboração do jogo, sua aplicação em uma turma de 11 alunos, coleta de dados por meio de questionários e observações diretas. Os instrumentos de análise permitiram avaliar aspectos como interação, engajamento, cooperação e competitividade. Os resultados demonstraram ampla aceitação do recurso, com os estudantes mostrando majoritariamente entusiasmo ao participar das rodadas. Houve destaque para o auxílio mútuo, troca de informações e correção de erros entre os grupos, revelando tanto o caráter lúdico quanto educativo do jogo.</p>Adrian Felipe Wegner SchulzMatheus Zorzoli Krolow
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPotencialidades da ficção científica em aulas de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/887
Diogo Carvalho dos Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCorpo Humano como Recurso Didático: Potencializando o Processo de Aprendizagem da Tabela Periódica no Ensino Fundamental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/952
<p>O ensino de Química no Ensino Fundamental apresenta desafios devido à abstração dos conceitos e à pouca conexão com a realidade dos alunos. A Tabela Periódica, muitas vezes abordada de forma tradicional, pode tornar o aprendizado pouco atrativo. Este trabalho tem como objetivo investigar a eficácia de um método pedagógico alternativo, fundamentado em atividades lúdicas e interativas, para tornar o ensino mais acessível e significativo. A pesquisa foi realizada com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, na cidade de *****, utilizando material didático e uma tabela periódica gigante no pátio escolar. Com abordagem qualitativa, explorou-se a classificação dos elementos e sua relação com funções do corpo humano, representadas em um desenho que associava cada parte aos elementos correspondentes. Os resultados, analisados por meio da técnica de observação, revelaram dados positivos, com significativa participação dos alunos, que se mostraram agentes ativos ao realizar perguntas e questionamentos tanto no pátio quanto em sala de aula. Observou-se ainda um aumento no interesse e na curiosidade dos estudantes, evidenciando maior envolvimento com os conceitos da Tabela Periódica e a percepção da Química como conhecimento aplicável ao cotidiano. Conclui-se que o uso de recursos didáticos e abordagens práticas facilita a compreensão dos conteúdos, configurando-se como estratégia eficaz para uma aprendizagem mais significativa e motivadora no Ensino Fundamental.</p>LISIANA SILVEIRA DE MOURA
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQDigitais Atômicas
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/665
<p><span style="font-weight: 400;">A Química é muitas vezes percebida pelos estudantes como abstrata e distante do cotidiano. Os testes de chama oferecem uma experiência prática, visual e envolvente, permitindo que conceitos de estrutura atômica, espectros de emissão e identificação de íons metálicos sejam vivenciados de forma significativa (Gracetto; Hioka; Santin Filho, 2006). Essa atividade aproxima os alunos dos fenômenos químicos,despertando interesse e contribuindo para a compreensão de temas como configuração eletrônica e modelo atômico.A proposta foi desenvolvida na perspectiva da pesquisa-ação (Tripp, 2005), em que o docente atua como pesquisador dentro do próprio contexto escolar.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A experiência foi aplicada no 2° ano do Ensino Médio de uma escola pública de Santa Maria. Após a observação da realidade, buscou-se um planejamento colaborativo no intuito de despertar o interesse dos estudantes para o aprendizado. </span><span style="font-weight: 400;">Planejamento colaborativo</span><span style="font-weight: 400;">: Elaboração da docente e dos pibidianos para levar os materiais necessários. Optou-se por algodão, álcool e amostras de sais metálicos, como cloreto de bário, cloreto de lítio, cloreto de potássio, sulfato de cobre hidratado e cloreto de sódio. </span><span style="font-weight: 400;">Implementação</span><span style="font-weight: 400;">:A atividade foi realizada pelo professor regente, juntamente com os pibidianos e os estudantes observaram a coloração das chamas produzidas por diferentes sais em presença do calor. </span><span style="font-weight: 400;">Avaliação e reflexão na ação</span><span style="font-weight: 400;">: após a prática, o experimento foi avaliado em conjunto.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Durante o experimento, os estudantes ficaram atentos às mudanças de coloração da chama em função dos diferentes compostos: sendo o sal de cloreto de bário (chama verde amarelada), cloreto de lítio (chama magenta), cloreto de potássio (violeta), sulfato de cobre hidratado (azul esverdeado) e cloreto de sódio (amarela). O experimento possibilitou aos estudantes construírem o conhecimento sobre os modelos atômicos e distribuição eletrônica, interligando a teoria com a prática, bem como compreender que a coloração da chama é uma espécie de “digital atômica” dos elementos.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O experimento mostrou-se eficaz em tornar a química mais concreta e atrativa, estimulando a curiosidade e o trabalho cooperativo. Aproximar a teoria da prática, embora seja desafiador em virtude da infraestrutura das escolas, demonstra ser um caminho para uma aprendizagem mais significativa.</span></p>Yasmin Prestes Silva de OliveiraThiago Facco CamargoTanize Stuker FernandesClaudia Smaniotto Barin
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPROPOSTA DE SEQUÊNCIA DE ENSINO SOBRE AUTOMEDICAÇÃO APLICADA ÀS FUNÇÕES ORGÂNICAS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/928
Danielle Prazeres ReppoldDaniele Trajano Raupp
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQCONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM JOGO DE TABULEIRO PARA ENSINO DE RADIOATIVIDADE PARA TURMAS DE ENSINO MÉDIO
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/949
José Daniel SouzaNatálly Ferreira dos Santos GarciaGabriela Batista BruschLarissa Goulart RamosPedro Prestes Costa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMonitorias no ensino de química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/770
Maria Eduarda MaccariLetícia Emanuelli Mello de NoronhaJosimar VargasDouglas CostaPaulo JanissekMarla Regina Vieira
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Ambiental no Ensino Médio
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/788
Taise CarvalhoTiciane Santos dos SantosEverton Fernandes MachadoMarcia Von Fruhauf Firme
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEnsino de Química por meio da experimentação: o contexto do IFRS Campus Rio Grande
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/882
<p>A experimentação no ensino das ciências auxilia a instigar o interesse dos estudantes pelos<br>conteúdos trabalhados, bem como contribui na aquisição de conhecimentos científicos<br>(PAULA et al.2024). Considerando o impacto positivo dessa estratégia metodológica, este<br>trabalho objetiva retratar como a experimentação Química está presente no contexto do<br>IFRS Campus Rio Grande e como contribui no êxito acadêmico.</p> <p>Desde 2018 o projeto “Experimentação no ensino da Química” é desenvolvido com a<br>participação de bolsistas e professores na manutenção do laboratório e na organização e<br>testes de aulas práticas, que promovam aprendizagens significativas e ainda, que gerem a<br>menor quantidade possível de resíduos, com o mínimo de impacto ambiental, pelo viés da<br>química verde. No ano de 2024 a metodologia do projeto foi adaptada em decorrência de<br>uma reforma no laboratório, a qual impediu o uso do espaço e levou à proposição de<br>experimentos simples e seguros, os quais pudessem ser realizados nas residências dos<br>estudantes. Com isso, diversas práticas foram modificadas ou substituídas, tais como<br>aplicação de eletrólise e pilhas para limpeza de peças metálicas oxidadas e verificação do<br>pH de substâncias caseiras, por meio do suco de repolho roxo. Essas práticas foram<br>escolhidas por utilizarem materiais comuns e que todos os alunos tinham fácil acesso.<br>Pensando no bom resultado que a experimentação trás para o ensino da química,<br>recentemente o projeto foi integrado às atividades do projeto de pesquisa “Mulheres na<br>ciência: compreensões e proposições” onde oficinas sobre os cursos do IFRS e de química<br>são levadas até as escolas de ensino fundamental e apresentadas para os alunos de 8° e 9°<br>anos com o intuito de instigá-los a se interessarem por essa área de estudo. Além disso,<br>parte dos experimentos são apresentados durante a Semana Aberta, na qual escolas<br>visitam o campus.</p> <p>A avaliação das atividades se deu através dos relatórios entregues pelos alunos após as<br>aulas práticas e pelo índice de aprovação nas disciplinas de química I, II e III, que no ano de<br>2024 foi de 93,72%. Ademais, após as oficinas nas escolas, por meio de questionários que<br>foram aplicados, obtivemos o retorno de que 86,17% tiveram como atividades preferidas as<br>práticas de química demonstradas, que foram a revelação de impressão digital por vapor de<br>iodo e bolhas de sabão resistentes.</p> <p>Considerando os resultados positivos nas aprendizagens com a metodologia utilizada, a<br>intenção dos docentes é de permanecer aplicando as práticas e atividades tanto para os<br>discentes do Campus quanto externamente por meio das oficinas nas escolas. Buscando<br>seguir estimulando os estudantes a se interessarem pela química e demonstrar as diversas<br>maneiras que ela pode ser trabalhada para que seja interessante para todos.</p>Brenda Soares da SilveiraPatricia Anselmo ZanottaNicolle Ruppenthal
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMemorizando com Química: Jogo da Memória dos Cátions do Grupo IV.
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/946
Luisa MarquesBianca Palota Greco
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPotencial da Monitoria de Aprendizagem de Química Básica e Geral na formação docente
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/658
<p><span style="font-weight: 400;">A monitoria aproxima o monitor da ação docente e potencializa o processo de ensino e aprendizagem</span><span style="font-weight: 400;">. O projeto denominado “Monitoria de Aprendizagem de Química Básica e Geral”, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) </span><em><span style="font-weight: 400;">campus</span></em><span style="font-weight: 400;"> Cerro Largo, objetivou</span><span style="font-weight: 400;"> contribuir para o desenvolvimento da competência pedagógica dos monitores e auxiliar a formação acadêmica dos estudantes. Este estudo qualitativo (Lüdke, André, 2018) contempla um olhar crítico-reflexivo acerca das vivências durante este projeto de monitoria. Realizou-se o acompanhamento dos atendimentos por meio de escritas reflexivas no Diário de Formação (DF). O DF é um instrumento para aprimorar a maneira de ensinar (Kierepka, Bremm, Güllich, 2019). Disponibilizou-se horários presenciais semanais para atendimento dos acadêmicos para auxiliá-los em dúvidas encontradas durante seus estudos. </span><span style="font-weight: 400;">A escrita reflexiva no DF após os atendimentos,sobre a própria prática pedagógica realizada potencializa a pesquisa. Evidenciando que “</span><span style="font-weight: 400;">ao auxiliar um aluno, é crucial usar estratégias de ensino que o tornem ativo na construção do conhecimento, incentivá-lo a refletir sobre o conteúdo da aula e utilizar uma abordagem contextualizada para que ele possa relacionar os conceitos científicos com o seu dia a dia” (Diário de Formação, 2025, p. 4). </span><span style="font-weight: 400;">A frequência dos alunos demonstra a eficácia do projeto e o interesse em aprender. A escrita no DF possibilitou analisar de forma crítica e reflexiva as práticas realizadas durante os atendimentos, contribuindo para o aperfeiçoamento das mesmas. Este projeto, favorece a constituição da identidade docente ao auxiliar no aprendizado dos alunos.</span></p>Cláudia Böck BerwaldtMariana Bohneberger Behm
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQGestão de Resíduos Químicos no Ensino de Química: Desafios e Possibilidades em Escolas Públicas de Tempo Integral
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/737
Ana Paula Buss SilveiraCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQRevitalização de Laboratório de Ciências Naturais
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/891
André SlavieroSimone Elenice Castelan
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA Atividade Experimental Problematizada como metodologia pedagógica para o Ensino de Química Inorgânica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/746
Júlia Borges GonçalvesJosimar VargasDouglas Costa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA monitoria acadêmica e o desenvolvimento de materiais didáticos para o ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/777
Manuella de Oliveira Dalla ZenJosimar VargasMarla Regina VieiraPaulo Roberto JanissekDouglas Costa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQObtenção de Grafeno através da Esfoliação Eletroquímica do Grafite
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/851
Milleny FerreiraJacqueline ArguelloManuelle BoeiraVladimir LavayenAline Galle de Melo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQIndicador natural de pH e sua aplicabilidade pedagógica na formação do agrônomo
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/678
<p><span class="citation-62 citation-end-62">O trabalho relata uma prática pedagógica para estudantes de Agronomia da UFFS, turma do PRONERA, focada no ensino do conceito de pH na disciplina de Química I</span>. <span class="citation-57 citation-end-57">A metodologia consistiu em testar o extrato de repolho roxo com soluções comuns, como água sanitária e leite, além de amostras de solo coletadas pelos alunos no próprio Instituto Educar</span>. <span class="citation-53 citation-end-53">Os resultados demonstram que a atividade permitiu a visualização clara das mudanças de cor, facilitando a compreensão do pH e sua aplicação em contextos agrícolas, como a calagem e o preparo de soluções nutritivas</span>. <span class="citation-52 citation-end-52">A simplicidade e o baixo custo do método o tornam viável em locais com recursos limitados, o que é comum em propriedades familiares assistidas pelo PRONERA</span>. <span class="citation-51 citation-end-51">A conclusão é que o extrato de repolho roxo foi um recurso didático eficaz, contribuindo para a formação crítica e técnica dos futuros agrônomos ao integrar teoria, prática e o contexto socioeconômico de sua atuação profissional</span>.</p>Nycollas Stefanello Vianna
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAplicação do método POE no ensino de química pelo Subprojeto PIBID-QUÍMICA da UFRGS
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/707
<p><strong>Introdução</strong></p> <p>Nas últimas décadas, a experimentação vem sendo descrita na literatura como uma importante abordagem para o Ensino de Ciências (Pazinato; Braibante, 2014). Em destaque para experimentação investigativa, a qual torna as atividades mais dinâmicas e pedagogicamente mais construtivas, contribuindo para o aprendizado dos estudantes (Kibirige; Osodo; Tlala, 2014). Diante do exposto, uma das atividades desenvolvidas no Subprojeto PIBID-Química fez uso do método Predizer-Observar-Explicar (POE) como uma estratégia para aproximar as atividades demonstrativas da abordagem investigativa (Kearney, 2004).</p> <p><strong>Metodologia</strong></p> <p>Na Escola Cândido José de Godói, os bolsistas, junto com a professora supervisora, organizaram as atividades em estações, sob o tema “Evidências de reações químicas”. Os experimentos visavam demonstrar reações que envolviam liberação ou absorção de energia, mudança de cor ou liberação de gás. A professora conduziu as demonstrações, convidando os estudantes a participarem das etapas do POE, enquanto os bolsistas deram apoio sem fornecer as respostas, apenas estimulando a reflexão sobre os experimentos realizados.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>Os estudantes registraram suas previsões e observações em um formulário e, ao final, responderam a um questionário sobre a atividade desenvolvida. A realização dos experimentos marcou a primeira participação efetiva dos bolsistas na escola após um período de observação do perfil dos estudantes.</p> <p><strong>Conclusões</strong></p> <p>O conjunto de experimentos favoreceu a compreensão conceitual dos estudantes, possibilitou interação entre bolsistas e estudantes, assim como marcou a participação dos bolsistas na escola, pois essa foi a primeira forma de atuação colaborativa com a professora supervisora, após o período de observação e diagnóstico do perfil dos estudantes feito nos primeiros dois meses de vivência do espaço escolar. Conhecer o perfil dos estudantes, como faixa-etária, dificuldades de aprendizagem e temáticas de interesse sobre química favoreceu a escolha dos experimentos que foram realizados.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>KEARNEY, M. Classroom use of multimedia-supported predict-observe-explain tasks in a social constructivist learning environment. <em>Research in Science Education</em>, v. 34, n. 4, p. 427-453, 2004.</p> <p>KIBIRIGE, I.; OSODO, J.; TLALA, K. M. The effect of predict-observe-explain strategy on learners’ misconceptions about dissolved salts. <em>Mediterranean Journal of Social Sciences</em>, v. 5, n. 4, p. 300-310, 2014.</p> <p>PAZINATO, M. S.; BRAIBANTE, M.E.F. Oficina temática composição química dos alimentos: uma possibilidade para o ensino de química. <em>Química Nova na escola,</em> v. 36, n. 4, p. 289-296, 2014.</p>Ana Luísa Nunes BoidesSamantha de Quadros LiotaLuiz Fernando Flores Damiani JuniorGuilherme Camargo LuccasEduardo Monteiro CastroAline Lima dos AnjosCamila Greff Passos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQJogo da Tabela Periódica
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/642
<p>O minicurso tem como objetivo principal oportunizar aos participantes uma experiência teórica e prática com o “Jogo da Tabela Periódica: Aprendendo Química com Libras”, explorando os elementos da tabela periódica em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e proporcionando uma vivência interdisciplinar entre Libras e Química. Antes do início da atividade, serão apresentados os conhecimentos básicos da Língua de Sinais (LS), como o alfabeto e os números, que serão aplicados na dinâmica do jogo. Em seguida, as regras do jogo serão explicadas, possibilitando a interação entre ouvintes e surdos. Para a realização do jogo, cada participante utiliza uma canetinha (ou pincel atômico) e uma régua para demarcar os navios-elementos, além de duas tabelas periódicas impressas, fixadas em uma base de papelão/cartonado por meio de um clipe metálico, conforme a organização proposta pelo jogo: a primeira tabela periódica, localizada na parte inferior, posicionando seus cinco navios-elementos sobre os quadrados correspondentes aos elementos químicos, sendo um navio de (1) elemento, e os demais de (2, 3, 4 e 5) elementos conectados entre si, alinhados horizontal ou na vertical. A segunda tabela, localizada na parte superior, é utilizada para registrar as jogadas realizadas ao longo da partida. O número de navios-elementos é igual para ambos os participantes e eles não podem se sobrepor. A proposta do jogo é adivinhar/acertar/descobrir a localização dos navios-elementos do/a outro/a participante durante a partida, vencendo quem conseguir afundar todos os navios-elementos do/a participante primeiro. A realização do minicurso justifica-se pela necessidade de romper barreiras comunicacionais no ambiente escolar entre estudantes surdos e ouvintes, utilizando o jogo como ferramenta de inclusão e de facilitação da aprendizagem. Além disso, busca-se contribuir para a valorização da Língua de Sinais (LS), o protagonismo das pessoas surdas e o fortalecimento das práticas docentes. Assim, o uso do jogo como recurso acessível e de baixo custo pode tornar o ensino de Química (mais) significativo e atrativo, ao respeitar a singularidade linguística e cultural dos estudantes surdos.</p>Frankinaldo LimaMarcelo Leandro Eichler Norma Aparecida Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEducação Ambiental
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/650
<p>Em tempos de emergências climáticas a necessidade de reinvenção do modelo social atual torna-se urgente. As pessoas em um movimento de conhecerem-se a si e (re)conhecerem-se na natureza podem promover a organização de uma sociedade mais justa e solidária, cooperativa com todas as formas de vida (Maturana; Varela, 2001). Considera-se constituir a dinâmica recursiva do acoplamento estrutural social, que produz a reflexividade que conduz ao ato de ver sob uma perspectiva mais ampla [...] Trata-se do ato de sair do que até esse momento era invisível ou inamovível, o que permite ver que como seres humanos só temos o mundo que criamos com o outro (Maturana; Varela, 2001, p. 268). Em espaços de educação formal e não formal, processos de ensinar e aprender para a (re)conexão das pessoas com a natureza são propostos desde 1999 com a normatização da Educação Ambiental (EA) em território nacional (Brasil, 1999). Desde então, documentos normatizadores educacionais preveem a implementação da Educação Ambiental como tema transversal em uma abordagem interdisciplinar (Brasil, 2022). A partir das Ciências da Natureza, em particular do diálogo entre a Química e a Biologia, as provocações de Ailton Krenak: Recurso natural para quem? Desenvolvimento sustentável para quê? O que é preciso sustentar? (2019, p.12), inspiram este minicurso que pretende mobilizar discussões acerca da Educação Ambiental. O diálogo contextualizado e interdisciplinar referenciado pode proporcionar discussões qualificadas na promoção de atitudes lúcidas e conscientes, alinhadas às obras de Krenak: Ideias para adiar o fim do mundo (2019); A vida não é útil (2020); Futuro ancestral (2022). Os conteúdos conceituais da área de Ciências da Natureza fundamentam conteúdos procedimentais e atitudinais que sensibilizam e capacitam as pessoas, professores, estudantes e familiares para melhor agirem no mundo. As reflexões propostas para este minicurso ocorrerão por meio de uma abordagem vivencial, que se pretende a uma experiência de ensinar para o aprender (Dewey, 2010), subsidiando o professor à autoria de suas aulas (Demo, 2008) com intencionalidade pedagógica. É importante ao professor a noção preciosa de que sua função é de sujeito do conhecimento, também porque poucas motivações são mais capazes de constituir a condição de sujeito do que de conhecimento disruptivo (Demo, 2008, p.129), conforme urge o conhecimento da EA. A leitura das obras base, a representação de processos internos de conteúdos individuais e coletivos acerca das questões ambientais permitirão a (re)significação de entendimentos pedagógicos nos processos de desenvolvimento profissional docente (DPD) (Marcelo, 2009).</p>ANELISE DE LUCASandra Aparecida dos Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQ Necrorochas: Entre o Basalto e o Necrochorume
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/638
<p>Este minicurso propõe uma abordagem crítica e interdisciplinar sobre os impactos ambientais e sanitários do necrochorume, líquido proveniente da decomposição de cadáveres, compreendido não apenas como tema educativo, mas como um agente efetivo de contaminação química e biológica. A proposta surge da ampliação de um percurso iniciado na Educação em Ciências, onde o necrochorume era utilizado como tema provocador para o ensino de Química contextualizada. Evoluindo dessa perspectiva pedagógica inicial, busca-se agora investigar o tema como problema ambiental concreto, articulando conhecimentos das áreas de Química, Geologia, Saúde Pública e Educação Ambiental. O necrochorume é um fluido tóxico composto por alta carga de matéria orgânica, microrganismos patogênicos ou não, compostos nitrogenados e aminas como putrescina e cadaverina — esta última já associada a efeitos genotóxicos. Quando infiltrado no solo, pode alcançar aquíferos, contaminando poços rasos e artesianos. Essa realidade é agravada em regiões onde o controle sanitário e ambiental é deficiente, evidenciando a relevância de legislações como a Resolução CONAMA nº 335/2003, que regulamenta o licenciamento ambiental de cemitérios no Brasil. Considerando o solo basáltico da Serra Gaúcha, com destaque para Nova Prata (RS), sede do 44º EDEQ, estudos internacionais, como os de Snaebjörnssdóttir et al. (2014), demonstram que a estrutura porosa e fraturada de rochas basálticas influencia fortemente na absorção e retenção de fluidos — uma lógica aplicável à dinâmica do necrochorume. A partir de uma exposição oral e da atividade prática “O que há no necrochorume?”, os participantes irão montar uma mistura simulada com materiais acessíveis (como café, vinagre e óleo) para representar o necrochorume, analisando propriedades físico-químicas (cor, pH, separação de fases) e discutindo riscos sanitários e ambientais. A filtragem simbólica com carvão, algodão ou areia será usada para problematizar a ideia de soluções simplistas frente à contaminação real. Além da dimensão geológica, o minicurso abordará os riscos à saúde pública decorrentes da exposição indireta ao necrochorume, incluindo doenças como hepatite A leptospirose, giardíase e disenterias. A invisibilidade da contaminação e a ausência de sintomas imediatos dificultam a identificação de sua origem, o que exige maior articulação entre pesquisa, vigilância ambiental e formação crítica da população. A proposta pretende contribuir para a formação de professores e pesquisadores interessados na interface entre Química e problemáticas ambientais, alinhadas com a BNCC que tem como uma das competências, nas Ciências da Natureza, propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global. Ao incorporar conceitos da Química Ambiental, Geociências e Políticas Públicas, o minicurso visa ampliar o repertório dos participantes e fomentar o debate sobre riscos ocultos e reais, como o impacto ambiental dos cemitérios em formações rochosas específicas como o basalto.</p>CARLOS LOPES
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQA FOTOGRAFIA COMO ABORDAGEM PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS/QUÍMICA
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/648
<p>A fotografia constitui o campo de estudo multidisciplinar que inclui a química, como ao tratar de<br>aspectos da natureza fotográfica, dos processos químicos envolvidos em diferentes métodos de <br>revelação como a cianotipia, a calotipia, o daguerreotipo, entre outras técnicas ao longo de XVIIIXXI (Busselle,1999). Na contemporaneidade, algumas técnicas foram abandonadas e até <br>mesmo as câmeras fotográficas digitais não são tão usuais, além do seu uso por profissionais. <br>Em contrapartida, a fotografia a partir de equipamentos eletrônicos, como o celular, ganha <br>popularidade. Nesse sentido, este minicurso aborda a fotografia na perspectiva que extrapola as <br>questões técnicas de reagentes e placas de prata/cobre, ao tratá-la como uma abordagem <br>teórico-metodológica, como um instrumento que tem potencial para o ensino, a análise, a <br>observação e a reflexão crítica em Ciências/Química. <br>Ao abordar a fotografia no contexto do ensino se justifica na perspectiva de que celulares <br>comportam em sua estrutura tecnológica as câmeras digitais, um aparelho de acesso <br>relativamente comum na sociedade em geral, o que torna relevante estruturar mecanismos de <br>uso, por estudantes e professores, no ensino de Ciências e/ou Química. Nesse sentido, cabe <br>entender o potencial de pensar na perspectiva teórica e prática do uso da fotografia, mostrando <br>o viés didático e a versatilidade enquanto metodologia para ensinar e aprender Ciências e/ou <br>Química, como ao inter-relacionar a química e o cotidiano. A proposta do minicurso está <br>amparada na dissertação e no produto educacional (Luz, 2024; Luz e Sangiogo, 2024), que <br>discute aspectos teóricos e aborda algumas possibilidades da fotografia no ensino de <br>ciências/química, ressaltado a importante de ser discutido no contexto da formação inicial e <br>continuada de docentes da área.<br>No primeiro bloco de minicurso, buscar-se-á conhecer e trabalhar a partir da perspectiva da<br>relação a fotografia e o ensino de química dos participantes, como observam e incluem nas suas <br>discussões. Ainda, com vistas a expandir perspectivas sobre o uso da fotografia, apresentaremos<br>algumas possibilidades e discussões, como do seu uso como um veículo de informação e como <br>um mecanismo didático, com discussões sobre a linguagem fotográfica e a linguagem científica, <br>trazendo elementos que ajudam a articular aspectos sobre a construção do pensamento químico <br>de Johnstone (1993) e Mahaffy (2006), juntamente ao estudo da arte fotográfica na qual se<br>APOIO Sociedade Brasileira de<br>Ensino de Química<br><br>encontram as reflexões acerca de seu significado, delimitação de ângulo, a idealização do <br>momento e a intenção de capturar/registrar um dado contexto.<br>No segundo bloco, serão elaboradas duas atividades: a primeira visa abordar as <br>questões de não transparência da imagem, fazendo alguns exercícios em relação a leitura e <br>interpretação de imagem, relacionando a ótica da perspectiva pessoal e da Ciência/Química, <br>evidenciando a importância da descrição, quando se discutem aspectos relacionados a <br>representações por meio da fotografia; e a segunda explora as possibilidades de abordagem da <br>fotografia a partir da proposição de criação de uma atividade, seja como instrumento avaliativo, <br>na contextualização, uso de livro didático, no preparo de atividades pré-laboratoriais, no <br>desenvolvimento de relatórios, na pesquisa entre outras, como forma de organizar as discussões <br>realizadas no primeiro e segundo bloco do minicurso.</p>Natanna Antunes da Luz da LuzFábio André Sangiogo
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQUTILIZAÇÃO DO GOOGLE SHEETS NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE ESTEQUIOMETRIA
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/660
<p>Você já se deparou com as dificuldades comuns no ensino de cálculo estequiométrico? Este minicurso dinâmico, propõe uma abordagem inovadora e envolvente, utilizando Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) para transformar a maneira como os alunos absorvem este conteúdo. O objetivo é ir além dos métodos tradicionais, apostando em um aprendizado interativo que capte a atenção dos participantes e aumente seu engajamento. Durante nossa jornada, você irá aplicar conhecimentos prévios de Química e Matemática para resolver problemas de estequiometria, identificar reagentes limitantes e em excesso em equações químicas, além de desenvolver habilidades práticas no uso do Google Sheets para criar um algoritmo padrão que facilite a solução de problemas desse tema. O público-alvo inclui todos que têm interesse em aprimorar sua compreensão sobre estequiometria, independentemente do nível de experiência anterior. Pesquisas revelam que muitos estudantes enfrentam desafios de aprendizagem nesta área, onde conceitos abstratos e a transição entre diferentes níveis de representação da matéria podem ser confusos. Questões como a definição de mol, constante de Avogadro, e a manipulação de técnicas matemáticas básicas, como proporção e regra de três, frequentemente resultam em frustrações. Com isso em mente, nosso minicurso oferece uma alternativa atual e acessível, combinando o conhecimento de estequiometria com a utilização de ferramentas digitais, como o Google Sheets. Com isso, pretendemos não apenas facilitar a compreensão teórica, mas também proporcionar métodos visuais e computacionais que tornem o aprendizado mais agradável e eficaz. Além disso, é crucial que os educadores recebam o suporte necessário, incluindo recursos e formação contínua, para que possam guiar os alunos na superação das dificuldades específicas em um cenário que alia métodos de ensino analógicos e digitais. A sua participação neste minicurso vai lhe proporcionar uma experiência enriquecedora de como utilizar a integração de TDICs para revolucionar sua aula de estequiometria, tornando a aprendizagem mais significativa e aplicada ao cotidiano. Ao final deste minicurso, você não apenas terá uma nova perspectiva sobre o ensino deste tema, mas também estará equipado com as ferramentas e conhecimentos necessários para implementar essas práticas inovadoras em seu próprio ambiente de ensino-aprendizagem. Venha explorar um mundo de possibilidades e transforme sua relação com o cálculo estequiométrico de forma mais eficaz!</p>Victor Maia Santos
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQModelando: gincanas químicas são para todos os públicos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/646
<p>Esta proposta de minicurso tem como objetivo oportunizar a construção criativa de atividades lúdicas do tipo gincanas, voltadas para discentes de graduação em Química. Nossa gincana ‘Modelando” foi baseada nas teorias atômicas, assim, por meio da realização de uma proposta pedagógica, visamos estimular a reflexão sobre práticas de ensino mais dinâmicas, criativas e acessíveis, contribuindo para a formação de professores capazes de construir metodologias atrativas no ensino de conteúdos, mesmo os mais abstratos da Química, como por exemplo à estrutura da matéria e à evolução dos modelos atômicos. Acreditamos que atividades do tipo gincanas são para todos os públicos, pois, a mesma proposta desenvolvida com estudantes de graduação, pode, com poucas adaptações, ser aplicada com estudantes do ensino médio, ampliando o alcance e a utilidade pedagógica. A escolha pelas teorias atômicas como pano de fundo se justifica pela relevância desses conceitos na formação inicial em Química e pela abstração que eles trazem logo nos primeiros encontros dos estudantes com a disciplina, pois, para compreender os modelos propostos por Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr e Schrödinger, eles devem pôr em movimento o imaginário, e assim, ao transformar esses conteúdos em brincadeiras e desafios, se busca favorecer a aprendizagem por meio da ludicidade, do engajamento e da criatividade, além de incentivar a apropriação ativa do conhecimento científico. O minicurso Modelando propõe um espaço de experimentação didática, onde a teoria se transforma em prática e os participantes assumem um papel de protagonistas, na construção de novas formas de ensinar. A metodologia do minicurso será composta por dois momentos principais. No primeiro, os participantes serão guiados por meio de uma gincana previamente elaborada, composta por estações temáticas que representam diferentes modelos atômicos. Cada atividade ilustrará de forma lúdica os conceitos fundamentais de cada modelo, estimulando o raciocínio, o trabalho em grupo e a vivência corporal do conteúdo. Em seguida, os participantes serão convidados a criar suas próprias dinâmicas, elaborando propostas que aliem criatividade, clareza conceitual e facilidade de aplicação em contextos escolares. O foco estará na produção de atividades replicáveis, que possam ser realizadas com recursos simples e adaptadas a diferentes faixas etárias. Ao final do minicurso, será realizada uma roda de conversa para compartilhamento das propostas criadas, troca de experiências e avaliação do processo. Espera-se, como resultado, a produção de atividades criativas e contextualizadas, capazes de enriquecer as práticas pedagógicas dos futuros professores de Química. Além disso, o minicurso pretende estimular o pensamento crítico sobre as formas de ensinar conteúdos tradicionalmente considerados complexos, incentivando abordagens mais envolventes. </p>Viviane Maciel da Silva
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAtividades práticas, sustentáveis e lúdicas no ensino de Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/654
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Rio Grande (IFRS) e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tobias da Silva desenvolvem, por meio de projetos de Pesquisa, Ensino e Extensão, práticas pedagógicas lúdicas para o ensino de Ciências e de Química. Essas práticas buscam uma aprendizagem significativa, entendida como um processo em que os alunos relacionam novos conhecimentos aos seus saberes prévios, atribuindo sentido aos conteúdos abordados (Delizoicov; Angotti; Pernambuco, 2018). Nesse contexto, diferentes metodologias têm sido utilizadas para potencializar esse processo, como as metodologias ativas, gamificação e aprendizagem baseada em problemas, que têm em comum o fato de colocar o estudante no centro do processo educativo (Moran; Bacich, 2018). O que pode ocorrer tanto pelo protagonismo investigativo, ao se trabalhar a partir da pergunta do aluno, como também, por meio da ludicidade, que transforma a sala de aula num espaço de diversão e pode despertar a curiosidade sobre os fenômenos em estudo, assim como auxilia na disseminação da ciência pelo compartilhamento do vivenciado com pessoas externas ao ambiente escolar (Oliveira, 2009). Além disso, é importante considerar o impacto ambiental das atividades realizadas, pois não basta que sejam significativas apenas do ponto de vista dos conceitos químicos, é preciso também que se tenha responsabilidade com os aspectos de sustentabilidade, constituindo-se oportunidades de explorar o tema da Química Verde (Andrade e Zuin, 2021). Deste modo, estudantes bolsistas dos cursos do IFRS têm contribuído com a produção e preparação de práticas teóricas e experimentais, lúdicas e sustentáveis, que resultam em atividades desenvolvidas em sala de aula pelos docentes de Química do IFRS e da Escola Tobias da Silva. Durante o minicurso pretendemos compartilhar as experiências através do relato das potencialidades observadas e das reações dos estudantes, bem como oportunizar que os participantes vivenciem essas atividades de modo que possam construir seus próprios significados e sintam-se encorajados a realizarem adaptações de acordo com as condições e recursos que dispõem em suas escolas. Dentre as propostas que serão desenvolvidas no minicurso, citam-se: atividades experimentais em laboratório (bolhas de sabão resistentes; revelação de digitais; indicador de pH; produção de tintas); confecção de modelos atômicos com materiais recicláveis; confecção de uma tabela periódica interativa; jogos acerca de conceitos químicos, como “Stop das funções orgânicas” e “Sudoku dos elementos”. Como resultado complementar do minicurso, espera-se que os envolvidos possam constituir uma rede remota de troca de experiências e auxílio mútuo, num processo dialógico entre licenciandos e docentes com vivências diversas. Os resultados observados após a aplicação destas atividades nas turmas de Química I, II e III dos cursos técnicos integrados ao ensino médio, bem como nas séries finais do Ensino Fundamental, indicam que o processo de ensino desenvolvido a partir da ludicidade, do questionamento genuíno e da contextualização social e ambiental promovem aprendizagens significativas expressas através das comunicações dos estudantes.</span></p>Patrícia Anselmo ZanottaNicolle Nicolle RuppenthalLiziane Bohns SoaresBianka Lopes RuizBrenda Soares da Silveira Brenda Soares da SilveiraFernanda Obiedo BarrosLarissa Soares da Costa
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMuito Além da Nota:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/643
<p>A grande maioria dos procedimentos avaliativos são voltados à verificação do progresso do estudante (ANDRIOLA, 2012), levando a uma avaliação de crianças e jovens da educação básica dentro da educação científica a seguir uma formulação dividida em três partes: conteúdo, comprometimento e comportamento. Nesse sentido, propõe-se aqui uma problematização tanto dessa divisão, quanto dos termos e estratégias utilizadas, de modo corrente, por professores em relação aos resultados e desempenho dos seus estudantes, no sentido de traduzir em notas a aprendizagem. Tal problematização, no contexto desse minicurso, envolve três movimentos: o poder de avaliar, ser avaliado e a avaliação como oportunidade de produzir processos antiviolência nas relações interpessoais. O relatório do programa “Escola que Protege”, produzido pelo Ministério da Educação (MEC) e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, aponta que dos 43 ataques de violência extrema contra escolas desde 2001, 25 deles ocorreram nos anos de 2022 e 2023, informando também que 50% das notificações de violência interpessoal foram relacionadas a violência física e cerca de 53% foram dirigidos a pessoas negras (pardas e pretas) (BRASIL, 2023). Esse trabalho, a partir do viés avaliativo, visa trazer a formação de educadores, movimento de pensamentos no sentido da produção de sociabilidades não violentas no ambiente escolar em favor de um conhecer com vontade (STIRNER, 2001).</p>Emanuel Eliabe Alves
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQAnálise de questões de Química do Enem e vestibulares: implicações para a prática docente
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/644
<p>O minicurso propõe uma reflexão sobre a presença de questões de Química em processos seletivos, como vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e suas reverberações no currículo escolar, mais especificamente na prática docente. Partindo do entendimento de que tais avaliações exercem influência significativa sobre o ensino e a aprendizagem (Padilha e Araújo, 2024), os participantes serão convidados a analisar questões selecionadas. O foco será identificar os conteúdos de Química abordados, relacionando-os à Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e ao currículo modelado pelos professores (Sacristán, 2000). Os participantes serão incentivados a compartilhar suas experiências pessoais e profissionais relacionadas aos conceitos químicos presentes nas questões, bem como a propor sugestões para aprimoramento das questões avaliativas, considerando aspectos como clareza, contextualização e até mesmo alinhamento com o desenvolvimento de competências previstas no currículo. A metodologia será participativa e reflexiva, buscando fomentar uma visão crítica, como as apontadas em Porto (2018) e em Passos e Vasconcelos (2023) sobre as implicações das questões de processos seletivos para a prática docente em Educação Química.</p>GABRIEL RIBEIRO PADILHABárbara Pereira VidalKátia Valença Correia Leandro da SilvaRoberta Santos da Silva Coussirat
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQExperimentação Investigativa no Ensino de Ciências da Natureza
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/653
<p>O objetivo do minicurso é a formação teórica e prática de professores de Ciências da Natureza, para a utilização da metodologia de Experimentação Investigativa em suas aulas de Ciências na Educação Básica. Assim, relatar-se-a as características do Experimento Investigativo com a demosntração de exemplares e a construção de novos experimentos durante o curso.</p>RAQUEL Pereira Neves GonçalvesMara Elisângela Jappe Goi
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQMetodologias de Aprendizagem Ativa e Ensino Investigativo:
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/688
<p>Nesta seção vamos discutir como metodologias de prendizagem ativa, especialmente o ensino por investigação, potencializam o ensino de Química por meio das Sequências de Ensino Investigativas (SEIs). Com base em Piaget, Vygotsky e Bachelard, evidencia-se o papel do problema, da mediação docente e da interação social na construção do conhecimento. São apresentados exemplos de atividades manipulativas, experimentais e de contextualização social. O foco está em como as SEIs promovem alfabetização científica, argumentação e protagonismo dos estudantes. Busca-se mostrar a sala de aula como espaço investigativo, formador de cidadãos críticos e engajados com a ciência.</p>José Arthur MartinsFernanda Miotto
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQErosão do trabalho docente em Química
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/651
<p>Muito se discute, atualmente, sobre as emergências climáticas, o papel das escolas, seus currículos e as consequências sociais das diversas crises ambientais que assolam diferentes regiões do mundo (Müller <em>et al</em>., 2024). Porém, em relação ao magistério (o que inclui a docência em Química), esses elementos não só possuem importância, como ajudam a compor um quadro neoliberal de degradação aguda das condições e normas de trabalho, da vida dos professores e do valor da profissão perante os grupos sociais que frequentam os espaços de ensino formal (Sampaio; Stobäus, 2017). Currículos, materiais didáticos e cursos de formação de professores são atingidos pelos problemas decorrentes desse contexto. As políticas educacionais englobam os desempenhos mensurados em avaliações estudantis, a transferência de gestão pública para a iniciativa privada, as mudanças nos currículos e modelos de ensino, a competição entre instituições, as exigências do setor empresarial, a influência do capital financeiro e uma diminuição relativa da pobreza (Libâneo, 2019). Muitos elementos contribuem para o agravamento desse quadro de erosão da docência. As redes sociais, por exemplo, se fundamentam em uma arquitetura adaptável, em constante transformação e capaz de se autorregular, promovendo conexões colaborativas e não-hierárquicas. Nesses ambientes digitais, através da disseminação de imagens e conversas “em tempo real”, proliferam representações negativas sobre o magistério (Castro; Machado, 2020), havendo consequências deletérias para as instituições escolares: quantos jovens desejarão assumir esses postos profissionais no futuro? A desinformação também surge como um desafio urgente e decorrente desse cenário. No contexto da "pós-verdade", os indivíduos são incentivados a aderir a narrativas distorcidas, onde dados concretos e evidências são rejeitados em favor de vieses e convicções individuais; como resultado, a noção de realidade se fragmenta, perdendo sua relevância e solidez (Manara, 2024). Que discursos sobre a docência se tornam hegemônicos e passam a ser considerados válidos? Nesse contexto, a profissão docente caracteriza-se por: extensas jornadas laborais necessárias para suprir a insuficiência salarial; elevada taxa de rotatividade entre instituições de ensino; progressiva deterioração das condições de saúde; e sobrecarga de atividades extracurriculares (Barbosa, 2011). São fatores que, em conjunto, comprometem o desenvolvimento profissional e reforçam a necessidade de reconhecer o magistério como uma profissão que exige domínio do conteúdo a ser ensinado e das metodologias adequadas para diferentes públicos, considerando suas particularidades sociais, econômicas e cognitivas; requer conhecimento especializado, vinculado à ciência, à arte e à filosofia, distinto do saber cotidiano, tendo em vista uma prática pedagógica fundamentada e reflexiva (Cericato, 2016). A gravidade dos problemas tende a requerer interlocução entre escola, professores, universidades e seus grupos de pesquisa sobre o ensino, em favor de investigações que busquem fortalecer o trabalho docente (Barolli <em>et al</em>., 2019). Nossa proposta de Tema em Debate busca aprofundar esses problemas contemporâneos, buscando um diálogo que ajude a construir caminhos (com base em aportes teóricos que sejam sociológicos, epistemológicos e/ou psicológicos) de enfretamento individual e coletivo dessas dificuldades que se colocam e interferem na vida da sociedade.</p>Carlos Ventura FonsecaFabiane de Andrade Leite Jaqueline Ritter
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQO papel da pergunta e sua importância para a aprendizagem e a construção do discurso em aulas de Ciências
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/687
<p>A interação entre professor e estudante, mediada pela formulação de perguntas e respostas, constitui um mecanismo essencial para a construção colaborativa do discurso em sala de aula. Esse processo não se limita à simples troca de informações, mas envolve uma dinâmica dialógica na qual as respostas e reações dos discentes influenciam diretamente as decisões pedagógicas do docente. Com base nessas manifestações, o professor reorganiza e ajusta suas intervenções, buscando atender às necessidades de compreensão e aprofundamento do conteúdo. Tal ajuste desencadeia novas interações, nas quais as respostas dos estudantes alimentam o ciclo comunicativo, configurando um processo contínuo, recursivo e adaptativo de ensino-aprendizagem. Essa perspectiva dialoga com concepções interacionistas da educação, nas quais o conhecimento é construído de forma coletiva, a partir da participação ativa de todos os envolvidos.</p>Caroline da Silva OliveiraCamila Greff PassosMarcus Eduardo Maciel Ribeiro
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQEntre contos, narrativas, crônicas e encantos
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/649
<p>A presente proposta de Tema em Debate no Encontro de Debates de Ensino de Química - EDEQ - tem por intenção potencializar uma relação dialógica com estudantes e professores das escolas da Educação Básica e das Instituições de Ensino Superior (IES) a respeito da inserção da Literatura nas aulas de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia), catalisando assim outros entendimentos acerca da produção do conhecimento científico, especialmente, no sentido de proporcionar um processo mais humanizador. Historicamente, entende-se as Ciências e a Literatura como espaços e tempos distintos, por outro lado, argumentamos em favor de um processo de interação dialógica que tende a produzir novos sentidos aos estudantes e professores pertencentes aos diversos espaços educativos. Esses tempos e espaços se constituem em formas de se pensar e possibilitar conhecer o que nos cerca a partir de contos, narrativas, poesias e histórias que permitem vivenciar novos e outros contextos que fazem parte da vida (Marques, 2001; Bernardo, 2007). Freire (2005) diz que a palavra é grávida de mundo, tem potencialidades de gerar mundos e pronunciar novas realidades. Por isso, autoras e autores como Primo Levi, Clarice Lispector, Manoel de Barros, Carolina Maria de Jesus, Antônio Gedeão, Cecília Meireles, entre tantos outros trazem à tona elementos nas suas obras que dizem respeito às incertezas, inseguranças, alegrias e encantamentos com a existência humana (Levi, 1988; Lispector, 2016; Valero, Mori e Massi, 2023). Se acreditamos que a leitura do mundo precede a leitura da palavra, conforme Freire (1989), aproximar Ciências e Literatura é criar espaços de discussão e aprendizagens que contextualizam os conhecimentos científicos, tornando-os “vivos” em sua significância, corroborando para a formação de leitores críticos, num processo de experienciar. Bondia (2002) nos provoca a pensar sobre a experiência como aquilo que “nos passa”, que nos toca, que nos acontece, e ao nos passar, nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação. Nesse viés de implicações, questionamos: de que modo poderemos potencializar processos de ensinar e de aprender entre Ciências e Literatura na formação de cidadãs e cidadãos mais éticos, estéticos e humanizados? De que forma podemos potencializar a formação de estudantes e professores escritores e leitores? Como escolher as leituras que proporcionem um processo mais humanizador do ensino e da aprendizagem? Os processos de (re)encantamentos do mundo são possíveis por meio da Literatura? Como promover (re)encantamentos nos contextos escolares e extraescolares? Entre contos e encantos pretendemos proporcionar um debate qualificado sobre a articulação entre Educação em Ciências e Literatura catalisando processos de humanização e contribuindo assim na construção de um mundo mais ético, estético e humanizado.</p>ANELISE DE LUCASandra Aparecida dos SantosJackson Luís Martins Cacciamani
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQPráticas que incluem: Ensino de Química entre o DUA e as Relações Étnico-raciais
https://edeq.com.br/submissao2/index.php/edeq/article/view/647
<p>Essa proposta teve como objetivo discutir as práticas inclusivas no Ensino de Química a partir de uma abordagem interseccional, articulando o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), as relações étnico-raciais e as relações de gênero. O debate parte da problematização sobre quem participa efetivamente dos processos de ensino e aprendizagem e quem permanece à margem, reconhecendo a escola pública como um espaço marcado pela diversidade e por tensões sociais, culturais e políticas. Nesse cenário a diversidade é compreendida como um dado constitutivo da realidade escolar, enquanto a inclusão se apresenta como um movimento intencional, ético, político e pedagógico, voltado à garantia de acesso, participação e permanência de todos os sujeitos. Nesse contexto, o Ensino de Química é problematizado por seu histórico caráter conteudista e técnico, ressaltando-se a necessidade de refletir criticamente sobre práticas, currículos e políticas que promovam, de fato, a inclusão. Assim, o DUA é destacado como uma perspectiva potente para a construção de práticas inclusivas, ao deslocar o foco das dificuldades dos estudantes para as barreiras curriculares, propondo múltiplas formas de representação, ação e expressão, e engajamento. As relações étnico-raciais é discutida a partir da compreensão de raça como uma construção social, evidenciando desigualdades históricas e estruturais, bem como a importância das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 no enfrentamento do racismo no contexto escolar. As discussões em termos das relações de gênero e sua interseção com outros marcadores sociais evidenciam desigualdades no acesso e na permanência nas áreas científicas. Por fim, defende-se a educação interseccional crítica como possibilidade de questionar a visão de uma ciência neutra e universal, reafirmando o Ensino de Química como espaço de transformação social.</p>Matheus de Lima RufinoEduarda Vieira de SouzaMe. Denise Caroline de Souza
Copyright (c) 2026 Anais dos Encontros de Debates sobre o Ensino de Química - ISSN 2318-8316
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-102026-02-1044 EDEQ